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Itaúsa (ITSA4) tem alta de 59,1% no lucro no 1T22 e anuncia proventos de R$ 1 bilhão

Itaúsa (ITSA4) tem alta de 59,1% no lucro no 1T22 e anuncia proventos de R$ 1 bilhão
Itaúsa. Foto: Reprodução

Itaúsa (ITSA4), holding que controla o Itaú (ITUB4), a Dexco (DXCO3) e Alpargatas (ALPA4), divulgou nesta segunda que obteve lucro líquido não-recorrente de R$ 3,179 bilhões no primeiro trimestre de 2022. Essa valor representa aumento de 68,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido recorrente subiu 59,1% na mesma base comparativa, para R$ 3,836 bilhões.

“A Itaúsa reportou sólido desempenho, representando recorde histórico para um primeiro trimestre da holding, apesar do cenário ligeiramente mais desafiador nos segmentos de bens de consumo e materiais para construção civil, com destaque para a alienação de participação acionária na XP Inc. e o melhor resultado do setor financeiro”, diz a empresa no release de resultados divulgado nesta segunda-feira, 16.

A alienação de 2,14% do capital da XP Inc impactou o resultado do primeiro trimestre em R$ 1,1 bilhão e o caixa em R$ 1,8 bilhão.

A capitalização de mercado em 31 de março de 2022, com base no valor da ação mais líquida (ITSA4), era de R$ 94,8 bilhões, enquanto a soma das participações nas empresas investidas a valor de mercado totalizava R$ 119,7 bilhões, resultando em um desconto de 20,8%, redução de 2,6 p.p.em relação a 31 de março de 2021.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente chegou a 23,3%, 6,7 p.p. acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado.

Itaúsa: follow on da Alpargatas

A empresa também destacou em seu release de resultados a oferta pública de distribuição primária de ações (follow-on) realizada pela Alpargatas em fevereiro no total de R$ 2,5 bilhões, cujos recursos líquidos foram destinados para financiar o pagamento da aquisição de participação societária na Rothy’s Inc. Com a operação, a Itaúsa passou a deter 29,6% do capital total da Alpargatas.

A alavancagem da companhia ao final de março era de 4,5% da dívida líquida sobre o patrimônio líquido. O resultado financeiro foi negativo em R$ 112 milhões no trimestre. O aumento de R$ 95 milhões em relação ao ano anterior decorreu, principalmente, das novas debêntures emitidas para financiar as aquisições de participação acionária na Copa Energia e na Aegea Saneamento, além de maiores despesas com juros em decorrência da maior taxa básica de juros no período, parcialmente compensado pela maior rentabilidade do caixa, explicou a companhia.

Dividendos e JCP da Itaúsa

A Itaúsa anunciou também a declaração antecipada de R$ 1 bilhão em JCPs líquidos, com pagamento até 29 de dezembro de 2023.

O comunicado que acompanha o balanço do 1T22 destaca: “Os investidores que permaneceram como acionistas nos últimos 12 meses encerrados em 31.03.2022 farão jus ao recebimento do montante bruto total de R$4,9bilhões em proventos, ou seja, R$ 0,54960 (brutos) por ação que, divididos pela cotação da ação preferencial em 31.03.2022, resultou em 5,1% de dividend yield,”

Diz ainda a Itaúsa: “O Conselho de Administração da Companhia, reunido em 21.03.2022, declarou Juros sobre o Capital Próprio no valor de R$ 952,1milhões (líquido de imposto de renda: R$ 809,3 milhões) ou R$ 0,11337 por ação (líquido de imposto de renda: R$ 0,0963645 por ação), com base na posição acionária ao final do dia 24 de março de 2022, que serão pagos até 29 de dezembro de 2023.”

E conclui: “Adicionalmente, o Conselho de Administração reunido em 09.05.2022 aprovou a alteração da Política de Remuneração aos Acionistas para permitir que os dividendos trimestrais possam ser declarados sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), sem alteração no valor líquido de R$ 0,02 por ação”.

Com informações do Estadão Conteúdo

Marco Antônio Lopes

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