Ibovespa sobe com alívio nos EUA e dólar cai abaixo de R$ 5,10

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (14), embalado pelo aumento do apetite por risco após a divulgação de um índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo das expectativas. O principal índice da B3 avançou 0,45%, aos 176.532,83 pontos, chegando a superar os 177 mil pontos durante o pregão. A melhora no cenário externo também favoreceu o real, enquanto os juros futuros recuaram.

O mercado reagiu à primeira deflação mensal registrada nos Estados Unidos desde 2020, reforçando as apostas de uma postura menos restritiva do Federal Reserve (Fed) nos próximos meses.

Cotação do dólar hoje

O dólar comercial fechou em queda de 1,12%, cotado a R$ 5,0739, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana após a divulgação da inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado. O movimento também foi favorecido pelo recuo dos juros futuros no Brasil e pelo maior apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes.

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Maiores altas e baixas

Entre os destaques positivos do pregão ficaram Brava Energia (BRAV3), que avançou 3,83%, impulsionada por especulações envolvendo uma possível aquisição pela colombiana Ecopetrol, além de Vale (VALE3), beneficiada pela alta do minério de ferro após dados mais fortes da balança comercial chinesa. Também figuraram entre as maiores altas Equatorial (EQTL3), Hapvida (HAPV3) e Bradespar (BRAP4).

Na ponta negativa, Ultrapar (UGPA3) liderou as perdas, seguida por CSN Mineração (CMIN3), pressionada por notícias sobre interrupção temporária da produção. Magazine Luiza (MGLU3), CSN (CSNA3) e Totvs (TOTS3) também encerraram o pregão em queda.

O principal catalisador do mercado foi o dado de inflação dos Estados Unidos. A deflação de 0,4% em junho, acima do esperado, reduziu as preocupações com a inflação americana e fortaleceu a percepção de que o Fed poderá adotar uma postura menos rígida em relação aos juros.

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O ambiente externo também foi beneficiado por sinais de redução das tensões no Oriente Médio. A possibilidade de uma solução diplomática entre Estados Unidos e Irã ajudou a sustentar o apetite por risco, apesar de o petróleo ainda permanecer em patamares elevados.

No Brasil, o fluxo estrangeiro continuou dando suporte aos ativos locais. O dado mais recente mostrou entrada superior a R$ 1 bilhão de investidores estrangeiros na bolsa, movimento que também contribuiu para a valorização do índice.

Na quarta-feira (15), o mercado acompanhará a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) no Brasil, além de seguir monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (13), foi de 175.739,08 pontos, com queda de 1,20%.

Maíra Telles

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