Ibovespa despenca mais de 3% e retorna aos 182 mil pontos

O Ibovespa está operando em forte queda na manhã desta terça-feira (3), diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio. Por volta das 11h10, o principal índice acionário da bolsa brasileira recua 3,67%, aos 182.366,64.

Com a queda desta tarde, o Ibovespa retorna ao menor nível em quase um mês. No dia 6 de fevereiro, o indicador encerrou o pregão pela última vez na casa dos 182 mil pontos. 

Com grande parte dos ativos operando no vermelho, os poucos ganhos do Ibov nesta terça-feira pertencem majoritariamente às petrolíferas. As companhias do setor ampliam as altas vistas na sessão de ontem (2), enquanto acompanham a variação positiva da cotação dos contratos futuros de petróleo Brent e WTI no exterior.

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Por volta das 11h, as ações da Brava Energia (BRAV3) lideram os ganhos do Ibovespa, com alta de 0,89%, seguidas pelas ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4), que sobem 0,78% e 0,63%, respectivamente. Em seguida, aparecem Prio (PRIO3), com ganho de 0,61%, e PetroRecôncavo (RECV3), que avança 0,39%. 

Por outro lado, na ponta negativa, as ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) lideram as perdas, com queda de 9,52%. A forte variação negativa dos ativos acontece após a empresa apresentar um pedido de tutela cautelar para bloquear as ações do GPA detidas pelo grupo francês Casino Guichard-Perrachon. 

Além disso, empresas sensíveis aos juros também estão operando em forte queda, em meio ao avanço dos juros futuros, como companhias ligadas ao varejo, consumo e construção civil. Entre as maiores baixas do Ibovespa, aparecem ainda: Localiza (RENT3; RENT4), Vamos (VAMO3) e MRV (MRVE3). 

Por que o Ibovespa está despencando hoje?

A forte variação negativa do Ibovespa acompanha o sentimento negativo dos mercados globais, em meio a um movimento de aversão ao risco causado pelos conflitos do Oriente Médio. Dentro deste contexto, os investidores tendem a buscar ativos de segurança, como dólar e ouro.

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Após os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de semana, o sentimento de cautela continua se intensificando. Nesta madrugada, uma autoridade do Irã declarou que o Estreito de Ormuz foi fechado ao tráfego marítimo, o que pressionou ainda mais a cotação do petróleo.

A região é conhecida pelo transporte de uma parcela importante do petróleo e gás natural comercializado no mundo. 

Além das tensões internas, os investidores também acompanham nesta terça-feira a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 e da leitura anual. O indicador avançou 0,1% nos três últimos meses do ano, ante o trimestre anterior, e veio em linha com o esperado. No acumulado de 2025, a alta foi de 2,3%.

O resultado mostra um cenário de desaceleração da economia brasileira que já era esperado pelos analistas, o que também pressionou o Ibovespa nesta manhã.  

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Giovanna Oliveira

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