MXRF11 ou VGHF11: qual o melhor FII híbrido de papel? Confira os indicadores
Os fundos imobiliários de papel seguem entre as opções mais buscadas por quem prioriza renda mensal no mercado de FIIs. Nesse grupo, dois nomes costumam liderar as conversas e as carteiras: MXRF11 (Maxi Renda) e VGHF11 (Valora Hedge FII).
Ambos são classificados como fundos de papel com estratégia híbrida, mas diferem no porte, na liquidez, na base de cotistas e no comportamento das cotas na Bolsa. Abaixo, reunimos os principais números para comparação, sem indicar qual é o “melhor” investimento. Os dados citados são do Funds Explorer.
Fundos imobiliários de papel em perspectiva
Os indicadores a seguir buscam facilitar a leitura comparativa entre os dois FIIs. Cada investidor deve confrontar os números com sua própria estratégia e horizonte de longo prazo.
Uma diferença central está no tamanho das carteiras. O Maxi Renda soma patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,2 bilhões, enquanto o Valora Hedge FII administra cerca de R$ 1,4 bilhão, segundo o Funds Explorer.
O porte também aparece na base de cotistas. Os dados mais recentes indicam cerca de 1,49 milhão de cotistas no Maxi Renda, ante aproximadamente 368 mil no Valora Hedge FII.
Escala pode trazer eficiência operacional e maior pulverização dos investidores. Ainda assim, isoladamente, esse fator não assegura desempenho superior.
Liquidez favorece o Maxi Renda
A liquidez média diária apresenta diferença relevante. De acordo com o Funds Explorer, o Maxi Renda negocia perto de R$ 14,5 milhões por dia, enquanto o Valora Hedge FII movimenta cerca de R$ 2 milhões diários.
Na prática, maior liquidez tende a facilitar entradas e saídas com menor impacto no preço de negociação.
Dividend yield é maior no Valora Hedge FII
Nos dados do Funds Explorer, o Valora Hedge FII exibe dividend yield superior nos últimos 12 meses. Os indicadores mostram:
- Maxi Renda: dividend yield de 12,47%;
- Valora Hedge FII: dividend yield de 14,68%.
Quanto ao último rendimento, os valores foram:
- Maxi Renda: R$ 0,10 por cota;
- Valora Hedge FII: R$ 0,06 por cota.
O dividend yield resulta da relação entre distribuição e cotação. Além disso, pagamentos passados não garantem fluxos futuros.
Preço versus patrimônio e vacância
O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica o quanto o mercado paga em relação ao patrimônio contábil do fundo. Segundo o Funds Explorer:
- Maxi Renda: 1,04;
- Valora Hedge FII: 0,71.
Assim, o Maxi Renda negocia levemente acima do valor patrimonial, enquanto o Valora Hedge FII aparece com desconto frente ao patrimônio líquido.
Como se tratam de fundos de papel, focados em títulos e valores mobiliários atrelados ao setor, ambos exibem vacância de 0% nas plataformas consultadas.
Evolução das cotas e pontos em comum
O comportamento das cotas no período recente também difere. Em 12 meses, o Funds Explorer aponta:
- Maxi Renda: valorização de aproximadamente 9,68%;
- Valora Hedge FII: desvalorização de aproximadamente 23,43%.
Esse recorte considera apenas a variação de preço. Com reinvestimento de dividendos, a rentabilidade total pode divergir do movimento isolado das cotas.
Os dois FIIs têm gestão ativa, adotam estratégia híbrida e investem majoritariamente em ativos financeiros ligados ao mercado imobiliário, com destaque para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Seus regulamentos permitem ainda outras posições, oferecendo flexibilidade para ajustes táticos ao longo do tempo.
Leitura dos principais indicadores
Os números evidenciam perfis distintos dentro do segmento de fundos imobiliários de papel. O Maxi Renda se destaca por patrimônio, liquidez e base de cotistas. O Valora Hedge FII, por sua vez, apresenta dividend yield mais elevado e negocia com desconto no P/VP.
Esses indicadores compõem apenas parte da avaliação de um FII. Eles podem ser combinados com análise da carteira de ativos, qualidade dos créditos, indexadores, estratégia da gestão, diversificação e perspectivas do mercado imobiliário.