Grendene (GRND3): Gestora 3G Radar, de Lemann, aumenta participação para 20%

Grendene (GRND3): Gestora 3G Radar, de Lemann, aumenta participação para 20%
Grendene, com sede no Ceará, atua no segmento de calçados - Foto: Reprodução Facebook

A Grendene (GRND3) recebeu uma carta da 3G Radar que informa o aumento da sua participação no capital social da companhia. A 3G é uma gestora de investimentos formada pelo trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

No comunicado ao mercado, a Grendene informou que a participação da 3G passou a ser de 20,3%, saindo de um patamar pouco abaixo de 7%. De acordo com o fato relevante, a gestora esclareceu que o aumento tem por objetivo o investimento na companhia, sem a intenção de alterar a sua composição de controle ou estrutura administrativa.

A participação da 3G na Grendene se dá por meio de 8% em ações ordinárias da empresa, em conjunto com 12% de Instrumentos derivativos de liquidação física.

Desta forma, o montante beira os 72 milhões de ações ordinárias e até 108 milhões em derivativos.

Além da Grendene, 3G movimenta as Americanas

Ainda nessa semana, movimentando o mercado, os sócios da 3G capital decidiram abrir mão do controle societário da Americanas (AMER3), atendendo às demandas dos acionistas minoritários, que ansiavam por uma simplificação da estrutura societária.

A mudança foi informada ao mercado ainda na quarta-feira (3) antes da abertura do mercado, em documento de Reunião da Administração feita na segunda (1º).

A empresa afirma que a decisão de diluir o comando da Americanas não terá prêmio. Com a unificação, os papéis deverão ter mais liquidez e acabar com o “desconto” que a estrutura de holding impunha aos papéis das Lojas Americanas.

A proposta de unificação das bases de acionistas das companhias ainda será levada às assembleias extraordinárias das duas companhias no dia 10 de dezembro. O Conselho de Administração tem mandato até o ano de 2023.

Além disso, os sócios da 3G, que também aumentaram a participação na Grendene, passarão a deter uma fatia de 29,2% do capital social da companhia consolidada – redução em relação aos 38,2% atuais, com 60,8% das ações ordinárias.

Eduardo Vargas

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