Grana na conta

Fundo imobiliário de escritório tomba 11,25%; Veja os FIIs que mais caíram em outubro

O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, terminou o mês de outubro com uma leve queda de 0,28%, aos 3.146,95 pontos, interrompendo uma sequência de 6 altas mensais consecutivas.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/Lead-Magnet-1420x240-3.png

A queda do IFIX aconteceu após um grande rali de alta registrado nos últimos meses, em meio ao aumento das perspectivas de início do ciclo de baixa na Selic, que ontem (1º) passou pelo terceiro corte seguido realizado pelo Copom.

Novas quedas da Selic colaboram para o fomento da demanda por ativos de renda variável, como os fundos imobiliários e ações, favorecendo a valorização desses ativos, visto que a renda fixa passa a ter uma menor atratividade.

Porém, após um forte rali de alta dos FIIs, fazendo com que seus preços de mercado se aproximassem dos seus valores patrimoniais, o potencial de alta desses fundos pode ficar mais limitado, embora muitos deles ainda negociem com descontos patrimoniais relevantes.

Além disso, os fundos imobiliários de escritório lideraram as maiores quedas do mês de outubro. Os 5 FIIs que mais caíram no período são:

  1. XPPR11: -11,25%
  2. AIEC11: -11,14%
  3. CPTS11: -9,64%
  4. HGRE11: -9,14%
  5. RBRP11: -9,04%

XPPR11

O fundo imobiliário XPPR11 foi o principal destaque de baixa de outubro, com uma desvalorização de 11,25%. O FII de escritório se encontra com uma alta vacância em seu portfólio de ativos, que chegou a 45%.

A carteira do XPPR11 tem 3 imóveis, que juntos contam com uma área bruta locável (ABL) de 65 mil metros quadrados. A gestão vem buscando diminuir também o seu patamar de alavancagem, que está atualmente na casa dos R$ 591 milhões.

AIEC11

O fundo imobiliário AIEC11 foi outro do segmento de lajes corporativas que se destacou negativamente em outubro, com uma queda de 11,14%. No dia 26 de outubro, o FII informou que a Dow Química, inquilina do imóvel Rochaverá Torre D, recusou a proposta do fundo para renovar sua locação depois que o contrato for encerrado.

A gestão do AIEC11 afirma que o contrato continua sem alterações em seus termos e condições. A locação tem como referência uma área de 14.468 m². O vencimento do acordo vai ocorrer somente em janeiro de 2025. Sendo assim, uma possível não renovação do contrato não vai afetar a receita projetada do FII para os próximos meses.

CPTS11

O fundo imobiliário CPTS11 registrou uma desvalorização mensal de 9,64%. Nos últimos 12 meses, a queda acumulada do FII é de mais 90%. Os dividendos pagos em outubro chegaram ao segundo menor valor da história do fundo.

Os dividendos do CPTS11 foram pagos no dia 19 de outubro, no valor de R$ 0,054 por cota.  A quantia distribuída supera somente os rendimentos de dezembro de 2022, que foram de R$ 0,037 por cota.

HGRE11

O fundo imobiliário HGRE11 teve baixa de 9,14% em outubro, quando o FII divulgou seu novo relatório gerencial, referente ao mês de setembro. O resultado anunciado foi de R$ 6,818 milhões, ficando abaixo do lucro de agosto, que foi de R$ 7,238 milhões.

A gestão do HGRE11 destacou o aumento da vacância financeira do fundo em 0,22%. Isso porque a baixa acumulada do IGP-M em 12 meses gerou um reajuste negativo de 6,86% no aluguel do inquilino do Edifício Chucri Zaidan, afetando a receita com o imóvel em R$ 166.274,42 (R$ 0,014 por cota).

RBRP11

O fundo imobiliário RBRP11 não ficou muito atrás e apresentou uma desvalorização mensal de 9,04%. Atualmente, o FII está no menor patamar de dividendos de sua história, no valor de R$ 0,25 por cota, que foi igualmente pago em 15 de setembro e 16 de outubro.

Os dividendos do RBRP11 somam R$ 2,66 por cota no ano de 2023, o que representa uma queda de 41,41% em relação ao montante distribuído de janeiro a outubro de 2022, que fora de R$ 4,54 por cota. Assim, o FII de escritório fechou o top 5 dos fundos imobiliários que mais caíram no mês.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/1420x240.jpg

João Vitor Jacintho

Compartilhe sua opinião