Dólar encerra em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,625

Dólar encerra em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,625
Por volta das 9h40, o dólar operava em queda de 0,45%, negociado a R$ 5,58.

O dólar hoje encerrou a sessão em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,6250 na venda, com a cautela dos mercados internacionais em vista dos rumos da crise da covid-19.

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O dólar fechou em alta de maneira oposta ao mercado internacional. As bolsas mundiais apresentam quedas significativas em seus indicadores devido as incertezas sobre o pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos.

Diante de sua volatilidade, por volta das 9h05, na manhã desta quinta-feira (15), o dólar operava em alta de 0,66%, negociado a R$ 5,634. Ao passo que a moeda perdeu força por volta das 15h20, registrando uma queda de 0,04% a R$ 5,596. Desta forma, por volta das 15h40 inverteu novamente para uma alta de 0,02% a R$ 5,596.

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Com isso, confira as principais notícias que afetaram a cotação do dólar nesta quinta-feira:

  • Moody’s sinaliza revisar rating se Brasil abandonar teto de gastos em 2021
  • IBC-Br, prévia do PIB, sobe 1,06% em agosto, quarta alta consecutiva
  • BC: “choque fiscal explica parte da depreciação cambial dos países emergentes”

Moody’s fala sobre o Brasil:

A vice-presidente e analista sênior do rating Brasil na Moody’s, Samar Maziad, sinalizou, na última quarta-feira (14), que a agência de risco pode mudar a nota de crédito do País se não houver uma manutenção do teto de gastos no próximo ano.

Segundo Maziad, o rating do Brasil é “Ba2“, com perspectiva estável, conforme a revisão realizada em maio, que “incorpora a deterioração [econômica] deste ano, mas também considerada a retomada da consolidação fiscal no ano que vem. Se o apoio a reformas diminuir, haverá impacto negativo em nosso cenário”.

Na análise da agência, uma flexibilização ou abandono do teto de gastos pode iniciar um processo de revisão da nota de crédito. “O teto é a principal âncora fiscal [do Brasil] e um ponto chave para a expectativa do investidores sobre o rumo do endividamento e crescimento do peso da dívida“.

IBC-Br:

O Banco Central informou nesta quinta-feira (15) que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 1,06% em agosto frente ao mês de julho. Este foi o quarto mês consecutivo de altas.

O resultado ficou um pouco abaixo da expectativa dos economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters. Eles esperavam que o indicador registrasse um crescimento de 1,60% em agosto. De acordo com o Banco Central, o dado divulgado hoje é dessazonalizado pela instituição.

Banco Central:

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, declarou nesta quinta-feira (15) em palestra durante evento promovido pela XP Investimentos, que o “choque fiscal explica parte da depreciação cambial dos emergentes”.  No Brasil, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e das preocupações do mercado financeiro em relação à sustentabilidade fiscal do País, o dólar acumula alta de cerca de 40% ante o real em 2020.

O presidente do BC falou durante o evento sobre a política monetária adotada pelo banco. Segundo Campos Neto, “devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”.

“Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”, informou Campos Neto.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quarta-feira (14), o dólar encerrou em alta de 0,34%, negociado a R$ 5,598.

Rafaela La Regina

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