Vinicius Torres

Por que a bolsa subiu tanto nos EUA?

É hora de comprar bolsa americana? É sobre isso que vamos falar na coluna de hoje.

Desde o auge das quedas da pandemia, o S&P 500 praticamente dobrou de preço, enquanto no acumulado de 2021 a alta foi de quase 20%. Já o Nasdaq 100 subiu cerca de 17% no ano. Assim, os índices americanos vivem uma sequência relevante de altas, apesar das quedas/estabilidade da última semana.

Mas por que as empresas de lá não parem de subir? Quando essa sequência de altas deve se encerrar? É hora de comprar bolsa americana? É sobre isso que vamos falar na coluna de hoje.

Pandemia ocasionou mais estímulos globais à economia

Com a pandemia, praticamente todos os países do globo reduziram os juros a patamares muito baixos e, em alguns países, até mesmo negativos. O intuito foi estimular a economia, tendo em vista que, com a renda fixa proporcionando retornos muito abaixo, as pessoas passam a tomar mais risco, o que influencia diretamente na disponibilidade de capital para empresas, entre outros.

Este é o caso do investimento em bolsa, que cresceu muito devido à redução dos retornos da renda fixa, fazendo com que se arriscar na renda variável passasse a valer muito mais a pena comparativamente.

Assim, a bolsa dos Estados Unidos, tido como um dos países mais seguros do mundo para investir, disparou, com a migração de muitos investidores que antes possivelmente possuíam títulos privados, públicos, entre outras aplicações.

Além disso, também com o objetivo de estimular a economia, o país injetou uma quantidade relevante de moeda na economia, o que colocou mais capital no mercado e aumentou a liquidez global. Consequentemente, também houve mais capital disponível para investir e aumentar o consumo, aumentando a atividade econômica e a lucratividade das empresas.

O resultado, mais uma vez, é a alta dos papéis em bolsa.

Tapering: perspectivas para aumento dos juros nos EUA

Após esse cenário de alta sem igual dos ativos listados, naturalmente tende a surgir alguma especulação em relação ao momento em que maiores correções devem ocorrer.

Nesse sentido, tendo em vista que os estímulos monetários ocasionaram em grande medida tal elevação, em algum momento eles tendem a ser arrefecidos.

Afinal, a inflação americana passou a dar sinais, o que tem gerado grandes preocupações no mercado. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) teve alta de 1% em julho deste ano na comparação mensal, acumulando alta de 7,8% na base anual.

Assim, há expectativas em relação à quando o Federal Reserve, banco central americano, deve reduzir os estímulos, ação conhecida como tapering, ou seja, a redução das medidas expansivas não política monetária.

Até alguns meses atrás, o Fed dizia que a inflação no país era transitória e deveria reduzir os estímulos apenas no próximo ano. Porém, a ata da última reunião do Fed, de julho, indicou que a redução das compras de ativos pode iniciar antes do final do ano, com o tapering podendo ser antecipado.

Por fim, alguns membros sinalizaram preocupação com a inflação, embora as opiniões variem entre os dirigentes.

Nota

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Vinicius Torres

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