Gustavo Asdourian

FIIs: uma boa opção para se proteger da inflação

O número de investidores desta classe de ativo na bolsa brasileira vem crescendo com bastante velocidade nos últimos anos

Os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) estão cada mais populares no Brasil. O número de investidores desta classe de ativo na bolsa brasileira vem crescendo com bastante velocidade nos últimos anos.

Em 2021, mesmo após importante crescimento no ano anterior, chegamos em setembro a 1,48 milhão de investidores, um crescimento de 26,5% quando comparado a dezembro de 2020. Interessante observar este movimento mesmo em um ano onde o desempenho do mercado não vai bem.

Alguns pontos que podem explicar esse crescimento são: uma base de investidores mais informada, que estudou novas oportunidades de alocação de recursos fora dos grandes bancos tradicionais; a taxa Selic ter ficado por muitos meses em patamares baixos, o que estimulou o ponto anterior; e novas empresas de investimento, muitas delas digitais, que incentivam seus clientes a analisar investimentos alternativos com mais retorno, como os FIIs.

No Brasil, dado nosso passado de hiperinflação e confisco da poupança carregamos um gosto natural pelo tijolo, o vendo como bem de raiz e sendo uma das mais seguras classes de ativos para se investir. Afinal, sobre imóvel e futebol todo brasileiro tem uma opinião.

Existem diversos setores de investimento onde os FIIs atuam. Seja para locação de imóveis logísticos, escritórios, shoppings ou até mesmo para compra de ativos de crédito, um indexador bastante utilizado para correção dos investimentos é o IPCA.

Dessa forma, quando um FII aluga imóveis, todos os anos podem ocorrer negociações para correção da renda de locação pela inflação. Ou, no caso dos chamados “FIIs de papel”, que investem em crédito, correção dos ativos de crédito pela inflação. Portanto, principalmente no cenário atual em que vivemos, de inflação pressionada, esta classe de ativos pode ser interessante para preservação do capital dos investidores.

Com outras vantagens, como isenção de imposto de renda sobre os dividendos distribuídos, liquidez no mercado secundário na bolsa de valores e facilidade no acesso via possibilidade de começar a investir com R$ 100,00 ou menos, os FIIs veem ganhando espaço na composição da carteira do investidor brasileiro e, em muitos casos, não apenas são um bom veículo para proteção de capital como também podem trazer ganhos reais para quem tem perfil de longo prazo ao investir.

Nota

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Gustavo Asdourian
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