Alibaba (BABA34) muda comando e anuncia reestruturação

Alibaba (BABA34) muda comando e anuncia reestruturação
Jack Ma, fundador do Alibaba - Foto: Reprodução/World Economic Forum

O Alibaba Group Holding (BABA34) anunciou uma reestruturação na equipe de e-commerce e nomeou um novo diretor financeiro nesta segunda-feira (6).

A mudança no Alibaba ocorre em meio a pressões do governo da China com as companhias de tecnologia.

Essas empresas sofrem uma desaceleração, com baixa de 48% nas ações do Alibaba somente em 2021, considerando a cotação da NYSE. Apenas no último mês, a retração foi de 27%, com cotação atual de US$ 117,89.

Nesta nova mudança, a empresa informou que suas várias unidades de e-commerce chinesas seriam combinadas em uma a partir do próximo ano e que formaria uma nova equipe internacional de comércio digital.

A diretora financeira Maggie Wu deixará o cargo e Toby Xu, atualmente o vice-diretor financeiro, vai substituí-la a partir de 1º de abril, disse o Alibaba. Wu continuará como sócia e diretora executiva no conselho.

O CEO da companhia,Daniel Zhang, em uma carta a funcionários, destacou que a nova estrutura é um esforço para “capacitar a organização da empresa para se tornar mais ágil”.

A remodelação ocorre após um ano tumultuado para a empresa sediada em Hangzhou. American Depositary Receipts (ADRs) caíram ao nível mais baixo em mais de quatro anos. A nova estrutura parece estar de acordo com o que o Alibaba chama de seus três pilares estratégicos: consumo doméstico, globalização e computação em nuvem.

A empresa também injetou mais dinheiro em negócios nascentes este ano, em busca de mais áreas de crescimento e para afastar rivais como o app de compras Pinduoduo, a exemplo da proprietária da TikTok, ByteDance Ltd., que está entrando no comércio eletrônico.

Pressão concreta iniciou em setembro

Parte da pressão, oficialmente, se iniciou após a divulgação recente de medidas regulatórias, com o governo forçando o desembramento do Alipay, aplicativo pertencente ao grupo Alibaba do bilionário Jack Ma.

A China pretende criar um aplicativo separado para seus produtos de crédito, promovendo grande reestruturação. À época, as ações do Alibaba caíram 4,23% na bolsa de Hong Kong.

Dentro do contexto do país, o serviço de pagamento móvel é essencial, dado que a esmagadora maioria das transações é feita por meio de smartphones.

Em ocasiões anteriores, as autoridades reguladoras da China já haviam ordenado que o Ant Group (grupo do Alibaba) separasse as duas unidades de concessão de crédito dos negócios centrais do grupo.

Pequim quer agora que as duas empresas tenham também seus próprios aplicativos, além de exigir que o Ant Group transfira todos os dados dos usuários para uma nova empresa separada de pontuação de crédito, que também teria uma participação governamental.

Alibaba e Tencent receberam multa por ‘lei antimonopólio’

No fim de novembro a China multou o Alibaba e a Tencent, que fizeram compras corporativas sem informar o sistema operacional antimonopólio do Partido Comunista. Cada violação leva a uma sanção de 500 mil yuans (US$ 80 mil).

Segundo a Administração Estatal para a Regulação do Mercado, as empresas deixaram de comunicar 43 aquisições que ocorreram até oito anos atrás, devido às leis de “concentração de operações“.

Pequim lançou medidas antimonopólio e de segurança de dados, entre outras, contra empresas de tecnologia desde o fim de 2020. O partido governante teme que as companhias tenham controle excessivo sobre suas indústrias e advertiu que não aproveitem seu domínio para enganar os consumidores ou impedir a entrada de novos competidores.

Entre os alvos da última rodada de sanções estão os varejistas online JD.com e Suning e o buscador Baidu. As aquisições foram em 2013 e incluíram ativos de tecnologia de redes, cartografia e tecnologia médica.

O Alibaba e a Tencent “não declararam a implementação ilegal da concentração de operações”, explicou a reguladora em seu site.

Também no início deste ano, o Alibaba pagou uma multa recorde de US$ 2,8 bilhões depois que uma investigação antitruste descobriu que a corporação havia abusado de sua posição dominante no mercado.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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