Bitcoin cai 11% em 24h em maior queda desde setembro; mercado de cripto afunda

Bitcoin cai 11% em 24h em maior queda desde setembro; mercado de cripto afunda
Bitcoin já estava no radar de órgãos públicos, como a Receita, que exige a inclusão do ativo no Imposto de Renda - Foto: Pixabay

Bitcoin opera com uma desvalorização de 10,78% cotado a US$ 47,4 mil. Com a queda neste sábado (4), a criptomoeda tem a sua maior desvalorização no intradia desde meados de setembro. Durante a manhã a queda bateu os 11,06%.

O mau humor dos investidores com o Bitcoin cortou o valor total de capitalização de mercado da criptomoeda para um montante de US$947,4 bilhões. Essa cifra representa 41,10% do volume total de capitalização do criptomercado.

Na máxima histórica, a capitalização de mercado do Bitcoin já chegou a US$ 1,2 trilhão.

Na atual cotação do Bitcoin, a moeda fica cerca de 27% abaixo de sua máxima histórica de US$68,9 mil dólares, atingida no dia 10 de novembro deste ano.

Além disso, com a queda, a principal cripto puxa outras baixas do mercado. O Ethereum cai 5,1% a US$ 3,9 mil ante US$ 452 do bitcoin cash.

Vale frisar que a desvalorização é relativamente usual na cotação da moeda – dada a natureza volátil.

Cotação do Bitcoin - Foto: Reprodução/Foxbit
Cotação do Bitcoin – Foto: Reprodução/Foxbit

Braço direito de Buffet diz que ‘Bitcoin nunca deveria ter sido criado’

Considerado o braço direito de Warren Buffett na Berkshire Hathaway, Charlie Munger afirma que “todas as criptomoedas nunca deveria ter sido inventadas”.

A afirmação de Munger ocorreu nesta sexta (3).

Segundo o megainvestidor, a China teve uma boa abordagem com os ativos digitais. O dragão chinês, vale lembrar, baniu as criptomoedas e trabalha com uma moeda digital própria.

Eu admiro os chineses, acho que tomaram a decisão correta, que foi simplesmente bani-los”, afirmou o sócio de Buffet.

À época, o banimento pelo governo chinês foi um dos maiores drivers de queda do bitcoin, considerando que a credibilidade de uso por governos e instituições são influentes nas cotações.

Ainda em maio, durante o encontro anual com os acionistas da Berkshire, Munger disse que sua aversão ao Bitcoin cresceu ainda mais durante a pandemia.

“Não gosto de uma moeda que é tão útil para sequestradores, estelionatários e assim por diante, nem gosto de simplesmente jogar fora bilhões de bilhões de dólares com alguém que acabou de inventar um novo produto financeiro do nada”, disse, no encontro.

PL quer que o BC regule criptomoedas

O senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), que é relator de três projetos de lei sobre a regulamentação do bitcoin, se mostrou favorável sobre implementar novas regras de mercado nas criptomoedas em parecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na semana passada.

O parlamentar avança com propostas que visam tornar o Banco Central o órgão regulador dessa classe de ativo. Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também será acionada e se envolveria no regramento, considerando que o ativo se tornaria um valor mobiliário.

Segundo o projeto, as criptomoedas passariam a ser efetivamente reconhecidas como moedas. Ou seja, na prática, é como se o Bitcoin fosse equiparado ao dólar e ao real.

Eduardo Vargas

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