Grana na conta

Biden proíbe EUA de investir em 59 empresas chinesas

O presidente democrata Joe Biden proibiu investimentos de norte-americanos em 59 empresas chinesas durante esta quinta-feira (3), ao assinar uma ordem executiva. O movimento expande as proibições feitas por Donald Trump em seu mandato, alegando suspeita de interesses escusos do Partido Comunista Chinês.

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A lista de Trump já mantinha sob seu guarda-chuva um rol de 31 companhias da China, incluindo gigantes da tecnologia como Huawei e Xiaomi – posteriormente retirada por ação judicial. O ato assinado por Biden passa a vigorar no dia 2 de agosto.

Muitas das maiores empresas de telecomunicações do país, incluindo a China Mobile, China Telecommunications e China Unicom, estão nesta lista, que mantém a Huawei e a a Hikvision (do setor de vigilância).

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Ainda no fim de maio, a chinesa Huawei anunciou que lançaria um novo sistema operacional justamente para driblar as sanções americanas. A gigante chinesa da tecnologia sofreu com medidas do governo que impediram o Google (GOGL34) de fornecer suporte técnico para os novos modelos de smartphones.

Além disso, o acesso ao Google Mobile Services foi restrito, sendo que trata-se do pacote de serviços que é base para a esmagadora maioria dos aplicativos disponíveis para Android.

A companhia já figurou com a maior fabricante de smartphones do mundo, mas agora ocupa o 6º lugar na lista global, com participação de mercado de 4% no primeiro trimestre de 2021.

Sob Biden, EUA retiraram Xiaomi da lista

No início de maio, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu por retirar a Xiaomi, gigante de tecnologia chinesa, da sua lista de empresas ligadas ao Partido Comunista Chinês. A informação foi divulgada em um processo judicial público.

A Xiaomi chegou a ponto de processar grandes órgãos dos EUA, como o Pentágono e o Tesouro dos Estados Unidos, em decorrência de uma ordem direta do então presidente Donald Trump, ainda em janeiro, que elencava oito companhias chinesas em que americanos não poderiam investir.

A mudança dá mais fôlego à fabricante de smartphones oriental, que já vende dois a cada três smartphones na Espanha, por exemplo. A empresa tem conquistado o mercado global por meio de preços acessíveis em aparelhos que possuem alto desempenho em termos de hardware.

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Na Bolsa de Hong Kong, a ação da Xiaomi fechou em alta de 6,1% na quarta-feira (12), após a abertura de brecha no mercado americano. Apesar de estar listada na bolsa de Hong Kong, fundos de investimentos americanos, por exemplo, não poderiam manter papéis da companhia chinesa.

A mudança integra a pressão da China pela mudança de postura dos EUA em decorrência de tensões estratégicas e comerciais. “A administração Biden está profundamente preocupada com os potenciais investimentos dos EUA em empresas ligadas aos militares chineses e totalmente comprometida em manter a pressão sobre essas empresas”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Emily Horne, na ocasião. O movimento, contudo, agora é retido com a nova ordem executiva do democrata.

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Eduardo Vargas

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