Acesso Rápido

    Execução fiscal: veja como funciona este tipo de cobrança

    Execução fiscal: veja como funciona este tipo de cobrança

    Deixar de pagar dívidas pode ser um problema sério. Ainda mais se o débito for com o Estado, o que pode levar até mesmo a uma execução fiscal. Por isso a importância de controlar as finanças com ferramentas como orçamento e um gerenciador financeiro.

    E a possibilidade de execução fiscal não vale apenas para impostos e contribuições que não foram pagos, mas também para multas ou mesmo contratos que foram rompidos pelo prestador do serviço ou fornecedor, gerando uma penalidade financeira.

    O que é execução fiscal?

    Execução fiscal é um processo de cobrança judicial contra aqueles que têm dívidas com o Estado, nas esferas Municipal, Estadual e Federal. Trata-se de um conjunto de procedimentos com prazos e normas determinados.

    Este pode desencadear processos de penhora, leilão ou mesmo o pagamento em dinheiro. A prática é regulamentada pela Lei 6830/1980, a chamada Lei de Execução Fiscal.

    Como funciona a execução fiscal

    O fato de não ter pagado uma parcela do IPTU não quer dizer que o Estado, diretamente, se apropriará de um dos bens do devedor para quitar a dívida. Há uma série de regras para este processo. Ele, inclusive, é feito por meio da Justiça.

    Se os débitos forem com a Fazenda Nacional, por exemplo, após 60 dias de inscrição no débito da dívida ativa, o processo vai para a esfera judiciária. Aqui, têm início os processos para gerar uma petição inicial, que será encaminhada à Justiça. Este é o primeiro passo do processo de execução fiscal.

    Entretanto, segundo a Portaria nº 75/2012, no tocante ao Governo Federal, apenas os débitos acima de R$ 20 mil reais serão enviados para o judiciário. Dívidas menores não passarão pelo processo de execução fiscal.

    Mas vale lembrar que uma dívida não paga continua a gerar encargos financeiros como multa e juros. Isso faz com que um débito, por menor que ele seja, possa sim chegar aos R$ 20 mil.

    A partir da petição inicial, caberá ao juiz determinar a citação do devedor. Este, por sua vez, terá o prazo de até cinco dias para pagar o débito ou nomear bens à penhora, com a mesma finalidade.

    O aviso de citação é feito por correspondência. O que afeta os prazos da execução fiscal. Isso porque a citação será considerada feita na data da entrega dessa carta. Mas há a possibilidade de a data de entrega ser omitida. Nestes casos, o aviso de recepção será de 10 dias após a entrega da carta à agência dos Correios.

    E somente se após 15 dias da entrega da carta à agência dos Correios ainda não ocorrer o aviso de recepção é que a citação será feita por Oficial de Justiça ou por edital;

    Há ainda mais uma exceção: se o devedor estiver fora do País. Neste caso, ele será citado por edital, com prazo de 60 dias para quitar a dívida ou apresentar ou apresentar seus bens.

    Quer administrar melhor os gastos da sua família? Baixe a planilha do orçamento familiar.

    Regras da penhora

    Podem passar por processo de penhor diversos bens, mas há uma ordem de prioridade a ser respeitada. Segundo o novo Código de Processo Civil (em seu artigo 835), a ordem de preferência é:

    • Dinheiro;
    • Títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal;
    • Títulos e valores mobiliários;
    • Automóveis e motocicletas;
    • Imóveis;
    • Bens móveis;
    • Semoventes;
    • Navios e aeronaves;
    • Ações e quotas de sociedades simples e empresárias;
    • Percentual do faturamento de empresa devedora;
    • Pedras e metais preciosos;
    • Direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em garantia; e
    • Outros direitos.

    Logicamente, é possível concluir que, fora o dinheiro, a prioridade é o que for mais fácil de vender e levantar o recurso para quitar o débito. Ou seja, o ativo que tem mais liquidez.

    Há, porém, alguns bens que não podem ser penhorados, independente do tamanho da dívida. Isto vale para o imóvel no qual o devedor reside e aqueles citados como impenhoráveis na Lei 8.009/90.

    Se o juiz aceitar o bem para este propósito, ele será avaliado e penhorado. O resultado financeiro será entregue a um depositário, que pode ser o próprio devedor. Este indivíduo deverá guardar o valor ou bens enquanto durar o processo de execução fiscal.

    O devedor também pode discutir o débito, se ele preferir, ainda que o processo de execução fiscal esteja em curso. Para isso, ele deverá entrar com outra ação, conhecida como embargos a execução fiscal.

    Para evitar a execução fiscal, a dica óbvia é manter as contas em dia. Para quem tem uma empresa, isso vale para as contas dela também. Quando o processo já tiver sido iniciado, o ideal é procurar um advogado para auxiliar na questão.

    Foi possível saber mais sobre execução fiscal com este artigo? Deixe suas dúvidas nos comentários.

    Gabriela Mosmann
    Compartilhe sua opinião
    Nenhum comentário

    O seu email não será publicado. Nome e email são obrigatórios *