Radar: Lucro da WEG (WEGE3) supera expectativas de banco, Assaí (ASAI3) registra queda de 26,8% e GPA (PCAR3) deve elevar alavancagem no 4T23

As ações da WEG (WEGE3) encerraram a sessão desta quarta-feira (21) em alta de 6,89%, a R$ 36,63, após divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2023 (4T23). A empresa também divulgou uma distribuição de dividendos no valor de R$ 1,25 bilhão e ainda propôs um novo aumento de capital de R$ 1 bilhão.

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Em relação aos resultados da WEG no 4T23, a companhia anunciou um lucro líquido de R$ 1,744 bilhão, com crescimento anual de 46,2%.

Além disso, a margem Ebitda avançou 1,9 ponto percentual (p.p.), na comparação anual, chegando a 21,4%. A receita líquida cresceu 7,3% no 4T23 (quando comparado ao 4T22), atingindo a marca de R$ 8,561 bilhões.

O BTG Pactual diz que o balanço da WEG seguiu, em sua maioria, alinhado com as expectativas do banco, como no caso da receita líquida e do Ebtida (R$ 1,8 bilhão). Já o lucro líquido foi 28% superior à expectativa do BTG.

O BTG diz que esse resultado foi impactado de forma positiva pelo fato de a empresa reconhecer os créditos fiscais da nova subsidiária situada na Suíça.

“Apesar de estar em conformidade com a decisão da OCDE, não acreditamos que o incentivo fiscal da transferência da unidade de comércio da Áustria para a Suíça mude os impactos esperados da maior taxa de imposto decorrente da nova regra de preços de transferência (sem mudança estrutural nas margens líquidas)”, diz o BTG.

O banco recomenda a compra das ações da WEG, e coloca um preço-alvo de R$ 50, cerca de 36,5% acima da cotação atual.

Além de Weg, confira outros destaques desta quarta-feira:

Assaí (ASAI3) tem lucro líquido é de R$ 297 milhões no 4º trimestre, queda de 26,8%

  • Assaí (ASAI3) apresentou lucro líquido de R$ 297 milhões no quarto trimestre de 2023. O resultado foi 26,8% menor na comparação com o mesmo período de 2022. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, porém, houve alta de 60%.
  • No release que acompanha os resultados do Assaí divulgados nesta quarta-feira, a empresa aponta que trata-se do melhor resultado de 2023, “em função da sazonalidade e da qualidade da expansão realizada ao longo dos últimos anos”.
  • Ebitda ajustado, por sua vez, ficou em R$ 1,436 bilhão de outubro a dezembro de 2023, uma alta de 22,6% ante o mesmo período do ano anterior. A margem desse indicador subiu 0,5 ponto porcentual, para 7,8%.
  • Já a receita líquida do Assaí foi de R$ 18,421 bilhões, um avanço anual de 15,5%. No release de resultados, o Assaí destaca ainda que o desempenho “reforça o posicionamento da companhia mesmo diante de um cenário composto por deflação e pressão no poder de compra dos consumidores”.
  • A varejista credita a melhora à expansão das lojas – 27 inaugurações nos últimos 12 meses – e ao sucesso de sua estratégia comercial.
  • No indicador de vendas em ‘mesmas lojas’ (SSS, na sigla em inglês), houve crescimento de 2,9% no trimestre encerrado em dezembro, ante igual intervalo de 2022. O resultado teve contribuição das 35 conversões inauguradas entre julho e novembro do ano anterior ao do balanço.

GPA (PCAR3): alta alavancagem deve pesar no 4T23; oferta de ações está no radar

  • Previsto para ser divulgado nesta quarta-feira (21), após o fechamento do pregão, o balanço do quarto trimestre do GPA (PCAR3) deve sentir os efeitos de uma alavancagem ainda elevada. Em paralelo, está a oferta subsequente de ações, que deve ser lançada após a divulgação dos resultados, segundo o jornal Valor Econômico.
  • “Com uma estrutura de capital alavancada e apesar de todos os esforços em otimizar o seu operacional, o montante de despesas financeiras ainda deve consumir todos os ganhos até aqui”, avaliam os analistas Iago Souza, Vinicius Esteves e Nina Mirazon, da Genial Investimentos.
  • A casa projeta um prejuízo líquido de R$ 173 milhões no 4T23, queda de 36,4% na base anual, e uma margem líquida negativa em 3,3% (+230 pontos-base ano contra ano). A receita bruta do GPA, por sua vez, deve chegar a R$ 5,7 bilhões, alta de 8,1% na base anual e de 12,4% na base trimestral.
  • “Mesmo diante do cenário de deflação alimentar no ano, esperamos que o crescimento de fluxo às lojas e o aumento de volume de compras por consumidor mais do que neutralize o impacto da variável preço na receita bruta do GPA”, diz a casa.
  • Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do GPA deve ser de R$ 397 milhões no quarto trimestre, com uma margem Ebitda de 7,5% (+155 pontos-base ano contra ano), projeta a Genial.
  • No quarto trimestre, portanto, a Genial acredita que o GPA deve continuar se beneficiando de três pilares: melhora de negociações com fornecedores, aumento de participação de vendas da bandeira Pão de Açúcar e redução de ruptura nas gôndolas.
  • Segundo o relatório mais recente, a casa tem recomendação de ‘compra’ para as ações de GPA, com preço-alvo a R$ 3,96 e upside de 39%.

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Nvidia (NVDC34) tem alta de 769% no lucro e alcança receita recorde

  • Nvidia (NVDC34) registrou lucro líquido de US$ 12,285 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2024, uma alta de 769% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O lucro diluído por ação da companhia foi de US$ 4,93, acima da previsão dos analistas consultados pela FactSet, de US$ 4,59.
  • Enquanto isso, a receita da Nvidia no quarto trimestre subiu 265% na comparação anual, ao recorde de US$ 22,10 bilhões. A companhia teve também um aumento recorde de 409% em sua receita com Data Center. O avanço, segundo nota da empresa, reflete uma demanda maior pela plataforma de computação NVIDIA Hopper GPU, usada em modelos de linguagem, mecanismos de recomendação e aplicativos generativos de inteligência artificial.
  • Junto do balanço, a gigante dos semicondutores atualizou suas projeções para o primeiro trimestre fiscal de 2025, com expectativa de receita de US$ 24 bilhões, com margem de erro para 2% a mais ou a menos. A expectativa dos analistas ouvidos pela FactSet era de que a companhia projetasse receita de US$ 20,4 bilhões.

Gerdau (GGBR4): analistas veem resultado fraco no 4T23 e pressão do ambiente operacional em 2024

  • Gerdau (GGBR4) apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 732 milhões no quarto trimestre de 2023 (4T23), queda de 45,1% em relação ao ano anterior. Para os analistas, o resultado foi fraco em todas as divisões de negócio, mas já era esperado. 
  • “A receita ficou levemente abaixo da nossa estimativa, com um custo na ON Brasil melhor do que o esperado, resultando em um Ebitda ajustado (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) perfeitamente em linha, consolidando uma redução de 39% no trimestre e 43% na base anual”, aponta a Genial Investimentos. 
  • Segundo o Goldman Sachs, as operações da Gerdau no Brasil e na América do Norte foram marcadas por margens declinantes, como esperado (Brasil muito abaixo do normal, América do Norte ainda acima dos níveis normalizados). 
  • As margens de Ebitda da Gerdau em sua divisão altamente importante da América do Norte ficaram em 19,2%, uma redução de 530 pontos-base em relação ao trimestre anterior.  
  • “Antecipamos resultados resilientes vindos de seus negócios nos EUA e acreditamos que a chave para o caso de investimento será sua capacidade de recompor gradualmente as margens no Brasil (por meio de alguns aumentos de preços; o aumento tarifário imaterial para 12% oferece suporte limitado)”, explica o BTG Pactual.
  • O Itaú BBA comenta que os resultados sem brilho no Brasil foram prejudicados por preços e volumes domésticos mais baixos.
  • Para o Goldman Sachs, o 1T24 estabelece um ponto de partida recorrente melhor, com a lucratividade nos EUA potencialmente evoluindo. “Acreditamos que revisões negativas nos lucros são improváveis e esperamos que o consenso eventualmente atualize os lucros quando a lucratividade do Brasil mostrar sinais de recuperação cíclica.” O banco recomenda compra de ações da Gerdau, com preço-alvo de R$ 26. 
  • Na mesma linha, a XP também recomenda compra, de olho em uma demanda estruturalmente maior de aço e preços que sustentam uma alta rentabilidade nos EUA, além de um ambiente doméstico marginalmente melhor para 2024. 

B3 (B3SA3): Postura é de cautela com trimestre ‘pressionado’, diz Santander

  • Em novo relatório sobre as ações da B3 (B3SA3), analistas do Santander reiteraram sua postura cautelosa com a companhia, mantendo recomendação neutra para os papéis.
  • No parecer, os especialistas apontaram que esperam que o resultado da B3 mostre ‘números pressionados’.
  • O preço-alvo da casa para as ações da B3 é de R$ 17, ao passo que os papéis B3SA3 negociam pouco abaixo dos R$ 13.
  • “Estimamos lucro líquido recorrente de R$ 1,04 bilhão para a companhia no 4T23, queda de 10% na base trimestral e anual, com EBITDA atingindo R$ 1,4 bilhão, equivalente a margem de 64%. Nossas estimativas para o 4T23 são com base nos relatórios mensais de desempenho da B3 que incluem volumes e preços médios de alguns de suas linhas de negócios, em que o ADTV totalizou R$ 24,3 bilhões”, diz a casa.
  • “Apesar dos volumes fracos, acreditamos que o principal destaque do trimestre serão as despesas ajustadas, pois esperamos que convirjam no ponto médio da orientação para 2023. Nossa estimativa de lucro líquido está 9% abaixo do consenso para o 4T23″, completa.
  • Os analistas ainda acrescentam que o ADTV da B3 segue fraco em 2024, mas que estimam que o indicador aumente gradativamente ao longo do ano, à medida que a taxa Selic cai.

HSBC (H1SB34) tem prejuízo no 4T23 e anuncia recompra de ações

  • HSBC (H1SB34) teve prejuízo líquido de US$ 153 milhões no quarto trimestre de 2023, que contrasta fortemente com o lucro US$ 4,38 bilhões apurado em igual período de 2022, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (21).
  • O banco britânico atribuiu seu fraco desempenho a baixas contábeis de US$ 3 bilhões referentes a investimentos no Bank of Communications.
  • O resultado frustrou a expectativa de analistas, que previam lucro de US$ 2,8 bilhões entre outubro e dezembro, segundo consenso da Visible Alpha.
  • O lucro antes de impostos, medida de rentabilidade preferida do HSBC, despencou na mesma comparação, de US$ 5,05 bilhões para US$ 977 milhões, vindo abaixo da projeção do mercado, de US$ 4,55 bilhões.
  • A receita com juros do HSBC também decepcionou: caiu para US$ 8,28 bilhões no quarto trimestre, ante US$ 8,99 bilhões um ano antes, ficando também abaixo do consenso, de US$ 9,03 bilhões.
  • HSBC, que tem sede em Londres mas foca o mercado asiático, também informou que planeja recomprar até US$ 2 bilhões em ações antes de divulgar resultados do primeiro trimestre de 2024.

Da Weg ao GPA, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

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Vanessa Loiola

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