Varejistas se destacam após compra do Magazine Luiza (MGLU3); Via (VVAR3) sobe 3%

Varejistas se destacam após compra do Magazine Luiza (MGLU3); Via (VVAR3) sobe 3%
Magazine Luiza (MGLU3). Foto: Divulgação

As empresas de varejo da Bolsa brasileira se destacam no pregão desta terça-feira (8). O setor é movimentado pelo Magazine Luiza (MGLU3), após a aquisição da Bit55, plataforma de tecnologia para cartões. Por volta das 13h22, os papéis do Magalu subiam 1,2%, enquanto a Via (VVAR3) tinha alta de 3,6%.

Segundo o Magazine Luiza, a aquisição melhora a experiência de compra dos clientes, com uma tecnologia desenvolvida por uma equipe especializada em produtos financeiros digitais. Essa é mais uma das diversas aquisições realizadas pela empresa liderada por Frederico Trajano nos últimos meses.

A aceleração dos M&As, que vem desde antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), eleva a penetração e influência da varejista sobre os pilares do mundo dos negócios digitalizados, com a formação de um ecossistema que trabalha em prol do marketplace.


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A tendência não é exclusiva da empresa. As concorrentes procuram se movimentar para acompanhar o movimento da gigante, como foi visto pela Via nos últimos meses. Desde novembro do ano passado, a companhia comprou:

  • ASAPLog, de serviços logísticos;
  • i9XP, plataforma de integração de canais de venda;
  • Distrito, hub de inovação;
  • Airfox/banQi, plataforma de conta digital.

Magazine Luiza, B2W e Via, de forma conjunta, fecharam quase 30 compras desde o início da pandemia. O volume reflete a estratégia de ampliação ao negócio de marketplace: a criação de “super apps”, reunindo diversas ofertas de serviços.

Magazine Luiza e varejistas surfam recuperação econômica

Na última semana, a revelação da alta de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano deu um alento ao varejo brasileiro.

Com as incertezas ainda altas, os investidores estavam com um pé atrás com os impactos da segunda onda da pandemia, mas as expectativas têm sido alteradas, tanto para o crescimento da economia como para a queda do desemprego.

“Nos últimos dias, o setor tem tido uma performance bem sólida”, comenta o analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter. “Não somente em decorrência da expectativa da extensão do auxílio emergencial, mas também a retomada da economia no segundo semestre, sobretudo por conta do potencial avanço da vacinação.”

O mercado observa os números do comércio varejista, que vieram acima das expectativas em abril. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em divulgação nesta terça, as vendas no varejo subiram 1,8% no período, frente ao consenso de alta de 0,1%, segundo o Refinitiv.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas no varejo cresceu 23,8%. Já na base mensal, o resultado foi positivo em sete das oito atividades estudadas pelo instituto.

“Até o início deste ano, o varejo físico havia ficado bastante depreciado, em detrimento do comércio eletrônico e empresas ligadas a commodities. Com o reajuste das expectativas para o crescimento econômico brasileiro, naturalmente as companhias que ficaram para trás tendem a se recuperar”, diz o analista.

A Guide vê com bons olhos o investimento nas empresas do setor, e diz que ainda há espaço para as empresas. As contínuas aquisições do Magazine Luiza são uma sinalização de que o setor ainda tem uma robusta avenida de crescimento e, potencialmente, valorização.

Jader Lazarini

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