São Paulo exigirá comprovante de vacina para entrada em eventos

São Paulo exigirá comprovante de vacina para entrada em eventos
Vacina. Foto: Pixabay

Moradores de São Paulo vão precisar de um comprovante de vacinação, ou “passaporte de vacina“, para entrar em shoppings, restaurantes e participarem de eventos, segundo informou o prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

“O conceito principal é de que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra o coronavírus]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa. Então vamos oferecer um mecanismo para que esses locais identifiquem quem tem vacina. Vamos fornecer o sistema para que ele baixe na plataforma e-Saúde e faça a leitura do QR Code”, destacou Ricardo Nunes.

Comprovante em QR Code em São Paulo

O político explica que os paulistanos poderão baixar um aplicativo, que estará disponível a partir da próxima sexta-feira (27) para gerar esse QR code, que mostra se as doses do imunizante estão em dia. Assim, as pessoas não precisarão andar com seus comprovantes de papel.

“É um serviço importante porque às vezes a pessoa recebe a carteirinha de vacinação e esquece. Muitos não tomaram a segunda dose. Então pelo aplicativo no celular ela vai fazer a leitura e identificar a data da vacinação. Mas o objetivo principal é mesmo o passaporte para adentrar os locais autorizados pela Vigilância Sanitária, como eventos”, completa o prefeito.

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Governo planeja iniciar terceira dose da vacina para idosos em setembro

O Ministério da Saúde já tem uma quantidade de vacina suficiente para aplicar a terceira dose nos idosos em setembro, segundo a secretária especial da Covid, Rosana Leite de Melo.

Logo depois de vetar o uso da Coronavac em crianças em adolescentes, na última quarta-feira (18), a Anvisa recomendou a aplicação de uma 3ª dose para idosos e imunossuprimidos, que poderão receber uma vacina diferente das duas primeiras doses.

Além disso, o órgão de vigilância sanitária pediu mais dados sobre as vacinas Pfizer e AstraZeneca, para investigar a necessidade de uma terceira dose do imunizante. A Janssen também sinalizou que deseja iniciar estudos nesse sentido – lembrando que se trata da vacina de dose única.

A ampliação da terceira dose em profissionais da saúde, de acordo com a secretária especial, ainda não está definida, embora as chances sejam grandes. Já a inclusão de toda a população adulta ainda depende dos resultados de estudos e também da disponibilidade de vacinas no mercado mundial.

Laura Moutinho

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