Terceira dose da vacina será aplicada só depois que a 2ª avançar, diz ministro da Saúde

Terceira dose da vacina será aplicada só depois que a 2ª avançar, diz ministro da Saúde
Vacina. Foto: Pixabay

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na segunda-feira (23) que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 vai avançar no país somente depois de o Brasil consolidar a aplicação da segunda dose da imunização contra a doença. Até o momento, mais de 55 milhões de brasileiros já completaram o esquema vacinal com as duas doses ou dose única do imunizante.

“A OMS, hoje, ditou uma posição no sentido de que não se avançasse na terceira dose enquanto a segunda dose não fosse aplicada na maior parte na população global”, destacou o ministro Queiroga. Embora o Brasil tenha avançado em número de pessoas vacinadas com a primeira dose, mais de 8,5 milhões de brasileiros deixaram de voltar ao posto para receber a segunda.

“Nós sabemos que a imunização contra a Covid-19 é a principal arma para conter o caráter pandêmico dessa doença. Então, é fundamental, é importante, que a população brasileira que tomou a primeira dose da vacina volte para tomar a segunda dose, porque, só assim, a imunização estará completa”, disse.

Ainda que alguns países já estejam aplicando uma terceira dose da vacina, para o ministro essa medida precisa ser orientada com rigor científico. Por isso, o Ministério da Saúde contratou um estudo que é realizado em parceria com a Universidade de Oxford para que a estratégia da terceira dose seja guiada por evidências.

“A opinião do especialista é importante, mas quando essa opinião é reforçada com evidência científica de qualidade é a certeza que iremos no caminho certo”, finalizou.

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Após o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmar que os paulistanos precisariam de um comprovante de vacinação, conhecido como passaporte de vacina, para a entrada em eventos, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que o comprovante será opcional em bares, restaurantes e shoppings.

Segundo o secretário de São Paulo, a exigência do passaporte de vacina será obrigatória para frequência de pessoas em grandes eventos, como feiras, congressos e espetáculos. Já para locais de fluxo e permanência eventual, como bares, restaurantes e centros comerciais, a exigência do comprovante será facultativa.

Ontem, durante a coletiva de imprensa, Nunes anunciou que a capital paulista passaria a exigir um passaporte de vacina para frequentar todos os estabelecimentos na cidade. De acordo com o prefeito, essa medida seria necessária para controlar o fluxo de pessoas nos estabelecimentos autorizados. Isso porque muitas pessoas ainda não tomaram a segunda dose.

(Com informações da Agência Brasil) 

Poliana Santos

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