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Startse agrada o Pátria e recebe primeiro cheque institucional como startup

Startse agrada o Pátria e recebe primeiro cheque institucional como startup
Com cursos de programação, Byju's foca na preparação de profissionais da 'nova economia' - Foto: Pixabay

A Startse, startup de educação (ou edTech), recebeu um aporte de R$ 75 milhões do Pátria Investimentos, gestora de private equity, como seu primeiro cheque institucional. Apesar do aporte, o valuation da startup ainda não foi revelado.

Atualmente, a Startse atua com programa de educação continuada para profissionais de várias áreas com enfoque na transformação digital e com parcerias com escolas internacionais.

Agora, após a startup receber um aporte do Pátria Investimentos, mira incluir no seu portfólio cursos de lifelong learning para o público de outros países.

O movimento passa a ser um contrapeso para a despesa dolarizada da companhia, fazendo com que os ganhos também tenham alavancagem cambial.

A tendência é que a companhia feche o ano com uma receita de R$ 75 milhões, com meta de R$ 110 milhões ainda no ano que vem.

Cerca de 70% dos produtos da Startse são digitais – o que ocorreu após a pandemia, e por conta de uma mudança positiva nos números de venda. A empresa apresenta dados recorde nas cifra de vendas após o impacto das restrições sanitárias.

A presença física, com escritórios, é marcada em Israel, Portugal e Estados Unidos (além do Brasil). Com sua estratégia de atuação, a startup visa “ensinar aos profissionais a maneira atual de atuar na economia”.

Investidas do Pátria tinham envolvimento com a Startse

Antes do aporte, a Startse já estava relativamente próxima do Pátria, pois a gestora e algumas das suas envolvidas passaram a ser clientes da startup com cursos e encontros de networking.

O cheque institucional trata-se de um investimento inusual por parte dos gestores de private equity, considerando que geralmente o Pátria atua com consolidação de operações  e criação de companhias a partir desse processo.

Apesar de ser uma startup, a visão de investimento também não busca adição de risco ao portfólio, considerando que a empresa gera caixa – e pretende aumentá-lo – e já tem uma estratégia bem definida.

Além disso, Anhanguera e Anhembi demonstram que o histórico do Pátria com empresas do ramo de educação é positivo e que o segmento deve ser tratado de forma diferente nos cheques.

Para os fundadores da empresa, a participação acionária também impulsiona possibilidade de novos negócios.

” Para a Startse, o novo acionista traz mais que recursos financeiros. “O Pátria nos adiciona também credibilidade, experiência em teses de consolidação, e nos abre portas para essa nossa jornada de criar um ecossistema de inovação, Quando um CEO passa por um curso nosso e entende que precisa buscar inteligência artificial, por exemplo, ou equipe de programação, queremos ajudar a conecta-lo com quem pode resolver essas demandas”, disse Pedro Englert, presidente do conselho estratégico, ao Pipeline.

Para os novos acionistas, a companhia vai de encontro com o que é buscado em termos de investimento para a ‘nova economia’.

“A gente se ajusta à nova economia em setores resilientes, que é justamente o que a Startse busca fazer em escala com disseminação de conhecimento”, afirma Gil Karsten, sócio do Pátria Investimentos.

Eduardo Vargas

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