S&P 500 futuro é pressionado por big techs com resultados abaixo do esperado

S&P 500 futuro é pressionado por big techs com resultados abaixo do esperado
Foto: Pixabay

O S&P 500 futuro opera em baixa na manhã desta sexta-feira (29), após uma enxurrada de resultados corporativos relevantes. As preocupações levantadas nos balanços das big techs pressionam os investidores, que avaliam os impactos conjunturais econômicos nos próximos meses.

Por volta das 8h55, o S&P 500 futuro caía 0,46%, para 4.575,50 pontos. A Nasdaq, por sua vez, recuava 0,80%, para 15.651,60 pontos. O VIX, índice do medo, subia 3,11%. Já o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, sobe 0,23%.

Após o encerramento das negociações na véspera, Apple (AAPL34) e Amazon (AMZN34) divulgaram seus números do terceiro trimestre ao mercado. As duas das maiores companhias do mundo levantaram preocupações, que abalaram a confiança dos investidores.

 A Apple relatou que as interrupções na cadeia de suprimentos, desequilibrando a oferta e demanda no mercado, estão atrapalhando a fabricação de iPhones (o carro chefe da empresa) e demais produtos.

Do outro lado, as vendas da Amazon cresceram, mas abaixo do esperado, no terceiro trimestre. A companhia sinalizou que um mercado de trabalho escasso e os problemas na cadeia de suprimentos certamente impactarão os números do período entre outubro e dezembro.

Na pré-abertura, as ações da Apple recuam 3,65% nos Estados Unidos, ao passo que os papéis da varejista fundada por Jeff Bezos tombam 4,25% antes da abertura do mercado à vista.

Num contexto amplo, a temporada de balanços trimestrais tem impulsionado a recuperação dos índices neste mês. Segundo a FactSet, até a manhã desta sexta, 82% das integrantes do S&P que divulgaram seus lucros, o fizeram acim das expectativas.

No âmbito econômico, dados de consumo nos Estados Unidos serão divulgados nesta manhã e devem mostrar um crescimento em setembro, resultado de preços mais altos e demanda fortalecida. Ainda, mais tarde, serão divulgados os índices de inflação ao consumidor individual nos Estados Unidos.

Ontem, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que o mercado estava errado ao esperar que a autoridade monetária europeia aumentasse as taxas de juros no próximo ano em resposta ao aumento da inflação.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 2,2% entre julho e setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta pelo Eurostat. O resultado equivale a uma leve aceleração da economia frente ao segundo trimestre, quando a alta foi de 2,1%.

“O viés nesta manhã é negativo. Além dos resultados de empresas de tecnologia, o PIB de alguns países europeus decepcionou, ainda que a economia na zona do euro tenha tido bom avanço”, comenta Roberto Padovani, economista-chefe do BV.

S&P 500 e Bolsas internacionais

Confira o desempenho das principais bolsas mundiais por volta das 9h15:

  • S&P 500 futuro: -0,46%
  • Nasdaq futuro: -0,80%
  • DAX 30 (Alemanha): -0,63%
  • FTSE 100 (Inglaterra): -0,34%
  • Euro Stoxx 50: -0,44%
  • SSE Composite (Xangai): +0,82% (fechada)
  • Nikkei 225 (Japão): +0,25% (fechada)

Os mercados mundiais caminham para encerrar outubro de forma positiva, levados pelos balanços corporativos surpreendentes. O S&P 500 e as Bolsas ainda digerem o desdobramento das pressões inflacionárias nos Estados Unidos e a retirada de estímulos mundo afora.

Jader Lazarini

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