SNEL11 tem usina conectada em MG e amplia seu potencial de receita

O fundo imobiliário SNEL11, criado pela Suno Asset para investimento em energia renovável, teve a usina fotovoltaica São Bento Abade conectada à rede elétrica da Cemig, concessionária responsável pela distribuição em Minas Gerais. Com isso, o FII já pode alugar o imóvel para empresas que atuam no mercado de geração distribuída e, assim, ampliar sua receita imobiliária.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2025/08/Artigos-e-Noticias-Banner-Materias-01-Desktop_-1420x240-3-png.webp

O processo de vistoria e conexão à rede elétrica do empreendimento foi concluído em 12 de agosto e informado por meio de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o fundo, a equipe de engenharia está em campo conduzindo e implementando os ajustes necessários para garantir a entrada da usina em operação dentro dos padrões de desempenho e eficiência estabelecidos.

O ativo, localizado no município de São Bento Abade, tem capacidade instalada de 7,00 MWp (5,00 MW AC) e integra o portfólio adquirido no âmbito da segunda emissão de cotas do SNEL11. A usina já se encontrava com obras finalizadas desde dezembro de 2024, aguardando a conclusão das obras de reforço da rede pela concessionária local para energização.

Ao todo, o SNEL11 detém a propriedade de 17 usinas fotovoltaicas. Algumas foram construídas pelo próprio fundo, caso da São Bento Abade; outras, adquiridas quando já estavam prontas e em operação. Em junho, o FII registrou sua maior receita de locação, no valor de R$ 1,868 milhão.

SNEL11: conexão terá impacto nos dividendos?

A tendência com a conexão da São Bento Abade é que esse valor possa aumentar nos próximos meses, já que o mercado de energia tem uma série de características distintas que fazem com que possa haver um delay de alguns meses entre locações e o efetivo recebimento dos recursos pelo proprietário do empreendimento.

Assim que a usina gere receitas, elas serão incluídas no cálculo regular dos dividendos do SNEL11, que nos últimos 14 meses foram estabilizados em R$ 0,10 por cota, com uma rentabilidade superior a 14% ao ano, isenta de tributação. O pagamento referente aos valores de julho foi realizado na última segunda-feira (25), de acordo com a posição dos cotistas em 15 de agosto.

A fim de ampliar a capacidade de investimento e geração de receita, o SNEL11 está realizando sua 4ª oferta de emissão de cotas, que tem a intenção de captar cerca de R$ 637 milhões. A janela inicial para investidores institucionais e não institucionais ficará aberta até 9 de setembro, na B3, e 23 de outubro, no escriturador. Na B3 haverá outros períodos de coleta de intenções: o primeiro vai de 16 a 22 de setembro e o segundo, de 29 de setembro até 23 de outubro. 

O preço unitário é de R$ 8,60. Desse valor, R$ 8,32 se referem ao valor da cota e R$ 0,28 são o custo da subscrição. Os recursos, segundo o pipeline apontado pela Suno Asset, serão usados na compra de até 18 usinas prontas e 4 em projeto de construção. 

O SNEL11 tem colhido nos últimos meses vários sinais de reconhecimento do mercado, com aumentos constantes na liquidez média e na base de investidores, que está perto de atingir 40 mil cotistas. Além disso, foi incluído em levantamento da revista especializada “Investidor Institucional” como um dos 10 FIIs mais rentáveis entre os segmentos de renda imobiliária nos últimos 12 meses, com rentabilidade total de 20,07%, numa conta que inclui tanto a valorização das cotas no período como os dividendos pagos.

Nenhum outro fundo citado na lista atua no mercado de energia renovável — aparecem apenas fundos de lajes corporativas, shoppings e imóveis logísticos. Um sinal de aprovação à tese de investimentos do SNEL11: entregar rentabilidade real a investidores dispostos a acreditar no potencial de crescimento de um setor que era visto como “futuro”, mas já virou presente.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2025/07/1420x240-Banner-Artigos-1-_-Banner-Materias-5.webp

Fernando Cesarotti

Compartilhe sua opinião