No mercado, 1 a cada 4 especialistas projetam Selic a 9% em 2024

Conforme dados da pesquisa mais recente do time de Macro do BTG Pactual, o mercado é praticamente unânime em estimar que nas próximas reuniões o corte na Selic seja de 0,50 ponto percentual (p.p.).

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Contudo, para 2024 as previsões para a taxa de juros são mais divididas. A pesquisa mostra que 49% dos entrevistados veem a Selic encerrando o ano em 9,50-9,75%.

Uma parcela menor, porém elevada, de aproximadamente 25%, vê a Selic encerrando 2024 entre 9,00-9,25%.

Além disso, diante do aumento substancial das taxas de juros longas nos EUA, cerca de 67% dos pesquisados acredita que a Selic não cairá abaixo de 2 dígitos se não houver reversão desse movimento.

Em se tratando justamente dos EUA, a maciça maioria (82%) espera que a taxa básica de jurosFed Funds – feche este ano entre 5% e 6%.

Para 2024, 62% esperam que os juros dos EUA fiquem entre 4% e 5%, e 63% esperam que fiquem entre 3% e 4% no ano de 2025.

A respeito da Treasury de 10 anos, a maioria (71%) dos participantes vê a taxa encerrando 2023 entre 4% e 5%,.

Sobre o cenário internacional. 54% dos participantes da pesquisa consideram que o cenário piorou ao passo que 41% disseram que o cenário ‘piorou muito’.

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“Por fim, 62% dos pesquisados viram melhora das perspectivas para a inflação. Quanto à projeção da inflação, 49% vê o IPCA encerrando no intervalo >4,0-4,5% em 2023, enquanto ~61% antevê inflação entre 3,5-4,0% em 2024. Para 2025, 43% dos participantes antevê inflação entre 3,5-4,0%, mas a distribuição tem mais massa com valores abaixo do que acima desse intervalo”, diz a pesquisa.

Além da Selic, meta fiscal no radar

Sobre o quadro fiscal brasileiro, a maioria dos participantes (62%) considera baixa ou muito baixa a probabilidade de que a meta primária de 2024 seja alterada até o fim do ano.

“Esse risco ganha contornos mais claros em 2024, com esses %s recuando para 20% e 2%, respectivamente. Além disso, atualmente para ~53% dos participantes tal evento dificultaria bastante ou inviabilizaria uma aceleração e afetaria a extensão do ciclo da Selic“, diz o BTG.

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Eduardo Vargas

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