Santander (SANB11) não vê necessidade de provisões extraordinárias; ações sobem após balanço

O Santander (SANB11) divulgou, na manhã desta quarta-feira (3), seu resultado do quarto trimestre de 2020. A companhia informou que, além do lucro líquido societário de R$ 3,86 bilhões, alta de 1,2% frente ao trimestre anterior, também não vê mais necessidade de provisões extraordinárias.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/Ebook-Acoes-Desktop.jpg

Na teleconferência de resultados, o Santander disse que, após a Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) do segundo trimestre do ano passado, no valor de R$ 3,2 bilhões, se sente confortável com o nível de provisões atuais. O mercado viu o balanço com bons olhos — as ações sobem mais de 3% neste pregão.

A companhia ressaltou que o resultado de créditos de liquidação duvidosa somou R$ 2,88 bilhões no quarto trimestre, mais uma queda em comparação ao trimestre anterior. Contudo, é preciso ficar de olho.

Suno One: acesse gratuitamente eBooks, Minicursos, Artigos e Vídeo Aulas sobre investimentos com um único cadastro. Clique para saber mais!

Segundo a diretoria do banco, o índice de inadimplência superior a 90 dias, que caiu 0,80% na comparação de ano contra ano, depende da reação da economia no curto prazo.

Caso haja demora na recuperação da atividade, “talvez possamos ver alguma deterioração nos próximos meses”. O banco reiteira que não está observado esse movimento agora, mas caso as possibilidades se concretizem, os níveis de inadimplência e custo de risco podem apresentar uma tendência de alta.

Já no longo prazo, a instituição vê que, se o Brasil seguir um caminho estável e de reformas, a tendência é que a carteira do banco tenha mais empréstimos colaterizados, como crédito consignado e de financiamento de veículos e imóveis, o que faria com que o custo de crédito tenha um melhor perfil, não impactando na inadimplência.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/1420x240-Planilha-controle-de-gastos.png

Santander surfou onda do Pix

Quando questionado sobre o impacto do Pix, sistema de pagamentos lançado pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado, a instituição foi enfática. A ferramenta pode ter sido utilizada como forma de angariar novos clientes.

Segundo dados do banco, o Santander tem 15% de market share das remessas de recursos pelo Pix (em volume financeiro), enquanto o número de transferências por TED e DOC mantêm-se estáveis.

No segundo semestre do ano passado, o banco teve uma média mensal de 31 milhões de transferências pelos métodos tradicionais, tendência que foi repassada ao início deste ano. As transferências pelo Pix por meio de seus domínios, por sua vez, atingiram uma média mensal de 30 milhões.

O resultado em linha nas duas frentes “significa clientes fiéis que continuam fazendo transações com o banco”, disse o Santander.

Os investidores gostaram dos números da instituição. Por volta das 11h50 desta quarta-feira, os papéis do Santander subiam 3,07%, para R$ 42,23. O mercado também mantém no radar o anúncio da distribuição de dividendos e programa de recompra de ações pela empresa.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/1420x240-Controle-de-Investimentos.png

Jader Lazarini

Compartilhe sua opinião