Mercado de capitais bate recorde e empresas captam R$ 253 bi no 1º semestre, diz Anbima

Mercado de capitais bate recorde e empresas captam R$ 253 bi no 1º semestre, diz Anbima
Foto: Pixabay

Em número recorde na série histórica, as empresas captaram um montante de R$ 253 bilhões no mercado de capitais brasileiro no primeiro semestre de 2021, segundo dados divulgados Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (8).

Os dados sobre a captação de cada semestre são levantados pela Anbima desde 2011. Ainda segundo o informe da associação, nas debêntures, o volume do primeiro semestre equivale a 82% de tudo que foi captado em 2020.

Além disso, as empresas estão conseguindo lançar papéis com prazos mais longos, voltando a patamares de alongamento de antes da pandemia. Na renda variável, o volume de operações somou R$ 68 bilhões, nível também recorde. Desse total, R$ 35 bilhões foram de aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês).

“Adiar entrada no mercado é normal”

Em apresentação à imprensa nesta quinta-feira, o vice-presidente da Anbima, José Eduardo Laloni, do ABC Brasil, disse que apesar de alguns percalços na primeira metade do ano, como em março, mês de piora da pandemia, as emissões, sobretudo de ações, continuaram fortes.

“Apesar de ter tido alguns adiamentos e cancelamos no mercado de IPO, entendemos como uma coisa normal, é o mercado funcionando”, disse.

Para o segundo semestre, Laloni destaca que existem 29 empresas na fila na lançar ações, dos quais 28 são de aberturas de capital.

Sobre os juros, com a Selic podendo chegar a 6% ou 6,5% ao final do ano, o executivo destaca que ainda é um patamar baixo historicamente, considerando que o Brasil teve por anos taxas em dois dígitos. “A diversificação de carteiras veio para ficar”, disse ele.

Fundos tiveram captação líquida de R$ 42,2 bilhões em maio, segundo Anbima

Além da captação recorde das empresas, o setor de fundos atraiu, no primeiro semestre, um montante de R$ 206 bilhões, com um crescimento astronômico de 1.700% em relação ao mesmo período de 2020.

Assim, no fim de junho, a captação por parte dos fundos somou um patrimônio de R$ 6,6 trilhões no total, com liderança dos fundos de renda fixa, que receberam R$ 98,9 bilhões de janeiro até junho.

Seguindo o recorde da captação do mercado, a captação dos fundos multimercado foi de R$ 81,4 bilhões no período, tendo um incremento de 110% em relação ao ano passado, segundo os dados da Anbima.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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