Proventos bilionários

Radar: Itaú (ITUB4) vende fatia na XP (XPBR31), reserva de ações com FGTS na Eletrobras (ELET3) supera estimativas, acionistas de brMalls (BRML3) e Aliansce (ALSO3) aprovam fusão

Radar: Itaú (ITUB4) vende fatia na XP (XPBR31), reserva de ações com FGTS na Eletrobras (ELET3) supera estimativas, acionistas de brMalls (BRML3) e Aliansce (ALSO3) aprovam fusão
Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11) e Neogrid (NGRD3) chamam a atenção do mercado. Foto: Agência Brasil.

O Itaú (ITUB4) completou uma nova venda da sua participação no capital social da XP Inc, holding da XP (XPBR31). A liquidação da operação se deu na noite de terça (7).

A venda de participação correspondente a 1,21% do capital social total da XP Inc pelo valor de US$ 153,7 milhões. Com isso, o Itaú passa a deter 9,96% do capital social total da XP.

“Tal participação não deve acarretar efeitos materiais nos índices de capital da companhia neste exercício social”, diz o Itaú, sobre a sua participação atual.

Ainda no início de maio, o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, disse que possivelmente o banco venderia uma pequena parcela da sua fatia na XP que fora comprada em abril pela cifra de R$ 8 bilhões.

O movimento se dá por conta das regras de Basileia, que estipulam que no caso de um banco ter uma participação superior a 10% em outra instituição financeira, deve ocorrer uma dedução no seu capital regulatório.

Contudo, caso a participação fica abaixo de 10%, entraria nos ativos ponderados pelo risco em termos contábeis.

Conforme o comunicado do banco, arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), também foi celebrado um contrato de compra e venda de ações com a XP com o objetivo de vender mais 0,19% do capital social total da plataforma de investimentos, “venda esta que será liquidada nos próximos dias”.

Além do Itaú, confira outros destaques desta segunda-feira:

Eletrobras (ELET3): demanda para o uso do FGTS na compra de ações chega a R$ 7,5 bilhões

  • A Eletrobras (ELET3) registrou uma demanda intensa de investidores que utilizaram o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações, ultrapassando o limite estabelecido pelo governo, de R$ 6 bilhões.
  • Nesta quarta-feira (8) finalizou o pedido de reserva de ações da Eletrobras com o saldo do FGTS. De acordo com a apuração realizada pelo jornal Estado de S. Paulo, o total ficou em cerca de R$ 7,5 bilhões. Ou seja, por causa do limite, os valores solicitados individualmente por investidores pessoas físicas serão cortados.
  • Em caso de demanda maior que o teto, o prospecto da oferta aponta um máximo de R$ 50 mil por trabalhador, de forma que o número de pedidos de reserva consigam ser atendidos completamente, antes da necessidade de um rateio.
  • Segundo o documento, se ainda assim o corte for necessário, todos os pedidos serão atendidos com uma pequena redução ao valor desejado. Porém, o tamanho do corte dependerá do valor oficial da demanda.
  • Foi estabelecido que o trabalhador poderia utilizar, no máximo, metade do saldo do FGTS, sendo o aporte mínimo de R$ 200 para reservar ações da estatal.
  • Dessa forma, quem tiver saldo de R$ 40 mil no FGTS só poderá destinar R$ 20 mil para a compra das ações da Eletrobras. No caso de o empregado ter mais de uma conta no FGTS, poderá usar até 50% do saldo de cada uma.
  • A demanda intensa vista pelo mercado se deve ao fato de que há possibilidade de uma maior rentabilidade do investimento, já que o FGTS rende 3% ao ano, valor muito abaixo da inflação atual – que já bate 7,89% ao ano, na última medição feita em abril.
  • O trabalhador que participar da oferta não poderá vender os papéis antes de 12 meses.
  • Na próxima quinta-feira (9) haverá a precificação das ações da Eletrobras e a oferta deve movimentar aproximadamente R$ 35 bilhões. Quando o processo chegar ao fim, o governo deixará, oficialmente, de ser o controlador da empresa.

Vale (VALE3) fará investimento de US$ 100 mi em iniciativa de mineração sustentável

  • A Vale (VALE3) anunciou a criação de uma nova iniciativa destinada ao investimento em startups com foco na mineração sustentável.
  • A Vale Ventures, como é chama o novo projeto de corporate venture capital, buscará novas soluções “verdes” que possam ser incorporadas ao negócio da mineradora.
  • A empresa afirmou nesta quarta-feira (8) que o investimento, no valor de 100 milhões de dólares, tem como fim superior apoiar a transição para um mundo mais sustentável, no qual negócios como o da companhia possam contribuir com a manutenção da qualidade de vida dos cidadãos.
  • Através da nova Venture, a Vale adquirirá participações minoritárias em startups que miram a descarbonização na cadeia de produção do minério, com um mineração livre de resíduos, com metais de transição energética e técnicas de mineração do futuro.
  • Em nota, o executivo no comando da Vale Ventures, Viktor Moszkowicz, afirmou: “Colaboraremos com start-ups com visão de futuro que tragam grandes ideias e pensamento arrojado para esses desafios monumentais”.
  • Ainda, o líder da nova empresa completou: “Ao montarmos um portfólio de soluções disruptivas, nós podemos gerar retorno financeiro e estratégico, criando novas oportunidades de negócios, insights e conhecimento para a Vale, clientes e sociedade.”

Allied (ALLD3) pagará R$ 53,2 milhões em dividendos; confira o valor por ação

  • A Allied (ALLD3) informou nesta quarta-feira (8) que vai pagar R$ 53,2 milhões em dividendos adicionais aos seus acionistas, após a proposta ter sido aprovada em Assembleia Geral Ordinária (AGO) em 29 de abril.
  • O valor dos proventos por ação será de R$ 0,57, que serão pagos em 5 de julho.
  • Apenas os investidores com ações da Allied no dia 29 de abril de 2022 terão direito de receber os rendimentos. No dia 30 de abril, as ações já estavam sendo negociadas sem direito aos dividendos.
  • Segundo documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), esses proventos fazem parte do exercício de 2021.

Fusão da brMalls (BRML3) e Aliansce Sonae (ALSO3) é aprovada por acionistas

  • Os acionistas da brMalls (BRML3) aprovaram, nesta quarta-feira (8), a fusão com a Aliansce Sonae (ALSO3). Com o negócio, a empresa será considerada o maior conglomerado de shoppings no Brasil.
  • A brMalls realizou sua Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com os acionistas para deliberar a respeito da proposta de fusão de forma presencial, mas havia também a possibilidade de votar a distância.
  • Na assembleia da brMalls, a aprovação pelos acionistas chegou a 68,5%, de acordo com o presidente da companhia, Ruy Kameyama. A apuração realizada pelo Broadcast aponta que a proposta de remuneração da diretoria foi aprovada com mais de 60%
  • Já na Aliansce Sonae a aprovação chegou a 79,6%. O CEO, Rafael Sales, estima R$ 210 milhões por ano em sinergias dentro da operação.
  • Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias ressaltam que a união traz ganhos para todos os envolvidos, como clientes, parceiros, acionistas e consumidores.
  • A fusão ainda está sujeita à aprovação por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Com nova marca de atacado, XP fica de olho na internacionalização

  • A XP (XPBR31) lançou nesta quarta-feira nova marca de banco de atacado. De acordo com a companhia, o empreendimento buscará competir com grandes grupos do país e, ainda, preparará o caminho para a sua internacionalização.
  • Segundo a empresa de investimentos, o XP Banco de Atacado atenderá o setor corporativo, com empresas com receita anual a partir de 700 milhões de reais, e contará com cerca de 570 profissionais.
  • O novo empreendimento da XP busca ampliar o portfólio da empresa para completar seus serviços bancários, além dos investimentos.
  • Para Pedro Mesquita, líder da área de banco de investimento da companhia, a XP trabalha para continuar sendo uma das principais companhias do Brasil em assessoria de ofertas de ações, operações de renda fixa e fusões e aquisições.
  • “Pretendemos em breve expandir nossa atuação para fora do Brasil”, afirmou ainda em coletiva virtual o executivo.
  • A XP afirma ter cerca de 250 bilhões de reais em ativos sob gestão, e meta, de acordo com a liderança da empresa, é chegar a 300 bilhões ainda em 2022.

Do Itaú à XP, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

Jorge C. Carrasco

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