Radar: Banco do Brasil (BBAS3) pode pagar dividendos mais altos, analistas elevam recomendação da Braskem (BRKM5) e Totvs (TOTS3) anuncia JCP milionário

Segundo analistas do Citi, a nova metodologia do Banco Central (BC) divulgada nesta semana deve afetar o Banco do Brasil (BBAS3) e os principais bancos e eventualmente ocasionar um aumento de proventos.

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A ‘nova regra’ do BC, em suma, é uma mudança na metodologia para o cálculo do requerimento de capital para risco dos bancos – o que afeta o Banco do Brasil e os demais players do setor.

Segundo a autarquia, essa mudança implica em um aumento da exigência de capital agregada no Sistema Financeiro Nacional (SFN) de cerca de R$ 34 bilhões – que representa cerca de 2,6% do patrimônio de referência do SFN.

A regra passará a valer só em 2025 e será 100% implementada só em 2028, mas exigirá mudanças de capital do BBAS3 e dos demais bancos.

“O aumento dos requisitos de risco operacional foi identificado como uma das principais razões para o Banco do Brasil e o Itaú Unibanco terem visões mais cautelosas sobre pagamentos de dividendos mais elevados”, apontam os analistas do Citi.

“Achamos que a combinação do menor impacto no capital e um período de implementação mais longo são notícias positivas, permitindo que ambos os bancos [Banco do Brasil e Itaú] discutam pagamentos de dividendos mais elevados, o que pode ser um gatilho positivo para as ações”, completam.

Além de Banco do Brasil, confira outros destaques desta quarta-feira:

Braskem (BRKM5): banco eleva recomendação e preço-alvo, mas aponta “potenciais desafios”; ações sobem

  • O UBS BB elevou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) de venda para neutra, além de aumentar o preço-alvo de R$ 20 para R$ 22. O banco projeta uma recuperação gradual dos spreads ao longo de 2024 e 2025. Com a recomendação do banco, as ações da Braskem fecharam em alta de 2,25%, cotadas a R$ 20,45.
  • Segundo os analistas da UBS BB, é esperada uma recuperação das operações da Braskem, embora permaneça abaixo das médias históricas, o que acreditam já estar precificado pelo mercado. 
  • Outro ponto destacado pela UBS BB é o risco de uma possível venda da companhia após anúncio de que a Adnoc apresentou uma oferta de R$ 37,29 por ação, ou seja, cerca de 90% acima do preço atual.
  • “No entanto, acreditamos que grandes desafios permanecem, como a responsabilidade em Alagoas e os riscos da CPI do Senado, juntamente com a incerteza sobre os potenciais direitos minoritários, levando-nos a uma classificação neutra”, pondera a equipe do UBS BB. 

Totvs (TOTS3) vai pagar R$ 126,798 milhões em JCP; Veja o valor por ação

  • Os juros sobre capital próprio da Totvs representam R$ 0,21 por ação e serão imputados aos dividendos obrigatórios do exercício da companhia.
  • Os JCP da Totvs só serão pagos para os acionistas posicionados na empresa até o final da sessão de 4 de dezembro de 2023. O pagamento vai ser realizado em 22 de dezembro deste ano.
  • Vale destacar que as ações que forem compradas a partir do dia 1º de dezembro de 2023 não terão direito a receber os proventos.

JCP da Totvs

  • Valor: R$ 126.797.940,99
  • Valor por ação: R$ 0,21
  • Data de corte: 5 de dezembro de 2023
  • Data de pagamento:  22 de dezembro de 2023
  • Sobre o valor dos proventos não haverá incidência de correção monetária ou remuneração. O pagamento será feito na conta corrente e domicílio bancário fornecidos ao Itaú (ITUB4).
  • Os investidores que tiverem seus cadastros incompletos ou desatualizados somente vão receber os juros sobre capital próprio depois da devida regularização, que deve ser feita juntamente em uma das agências do Itaú Unibanco.
  • Os investidores que utilizam a custódia fiduciária terão seus pagamentos disponíveis de acordo com os procedimentos adotados pela B3.
  • O valor dos juros sobre capital próprio continua sujeito à retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme legislação que se aplica a esse tipo de provento.
  • Essa tributação só não será aplicada aos acionistas que forem isentos ou imunes, que devem comprovar tal condição até o dia 4 de dezembro de 2023, a partir do envio da documentação comprobatória necessária.

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Minerva (BEEF3): apesar dos resultados ruins do 3T23, analistas veem “ventos favoráveis” para 2024

  • O BTG Pactual reiterou recomendação de compra para Minerva (BEEF3) após a companhia ter realizado seu Investor Day. Apesar da recomendação, o banco afirma que os resultados de 2023 poderiam ter sido melhores, dado o cíclico forte no Brasil. 
  • Segundo o BTG, os preços de exportação de carne bovina para  China foram um dos fatores para o baixo desempenho. “Apesar dos volumes de importação chineses permanecerem altos, as maiores ofertas de carne bovina da China, Austrália e Brasil, juntamente com uma produção de aves forte e o restabelecimento dos suprimentos de carne suína, prejudicaram um desempenho de preço mais forte.”
  • No Investor Day,  os executivos da Minerva destacaram o empenho da companhia em criar uma plataforma de carne bovina, sob a finalidade de diversificar geograficamente e obter oportunidades de arbitragem entre os mercados locais de gado e carne bovina. 
  • Segundo o BTG, a Minerva tem “um DNA orientado para negociaçõe”s, visando maximizar o valor derivado de oportunidades de arbitragem. “A crença é de que a diversificação geográfica e a escala aprimoram essas oportunidades. A empresa deu passos significativos desde o início dessa estratégia, marcados por fusões e aquisições transformadoras, como a aquisição dos ativos de carne bovina da BRF (BRFS3) e JBS (JBSS3)“, explica o banco.  
  • No entanto, analistas explicam que os riscos associados à integração dos ativos da Marfrig (MRFG3), juntamente com a alavancagem alta do negócio, continuam sendo a principal ressalva para as ações. 
  • Neste contexto, o BTG recomenda compra das ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 12. Hoje os papéis fecharam em alta de 0,83%, a R$ 7,28.

Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) anunciam novos dividendos milionários; Veja o valor

  • Os conselhos de administração da Direcional (DIRR3) e da Cury (CURY3) aprovaram novos pagamentos de dividendos intercalares, no valor somado de R$ 181,166 milhões, conforme comunicado pelas duas empresas nesta quarta-feira (29).
  • No caso da primeira empresa, a Direcional vai pagar quase R$ 81,166 milhões, equivalente a R$ 0,47 por ação, considerando as suas 172,69 milhões de ações emitidas.
  • O valor dos dividendos da Direcional ainda poderá passar por mudanças por conta de uma eventual alteração da sua quantidade de ações.
  • Esses dividendos intercalares vão ser distribuídos em até 60 dias, mas apenas aos investidores que terminarem a sessão do dia 5 de dezembro de 2023 comprados nos papéis da companhia.
  • Por essa razão, a partir de 6 de dezembro de 2023, as ações da Direcional vão ser negociadas como “ex-proventos”, ou seja, sem direito ao recebimento dos rendimentos.
  • Já a segunda empresa, a Cury, distribuirá R$ 100 milhões em proventos, correspondente a R$ 0,34496 por ação ordinária, com exceção dos papéis em tesouraria.
  • O pagamento dos dividendos da Cury será realizado em parcela única, no dia 13 de dezembro de 2023. Terá direito a esses proventos os investidores que detiverem papéis da empresa até o final da sessão de 4 de dezembro.
  • Assim, a “data-ex” para os dividendos será em 5 de dezembro de 2023, de modo que as ações da Cury compradas nesta data não terão direito a receber o valor.

Itaú (ITUB4) terá mudança em dividendos após ‘nova metodologia’ do BC? Entenda

  • Em nova análise sobre o Itaú (ITUB4), especialistas do UBS BB destacam que o banco – como os demais players do setor – devem ser impactados pela nova metodologia do Banco Central (BC). Com isso, no fim das contas o banco e seus concorrentes podem vir a aumentar seus proventos como impacto final dessa nova medida.
  • Em suma, a mudança anunciada pelo Banco Central – que afeta o Itaú e os demais bancos – é uma resolução publicada na terça (28) que firma procedimentos para cálculo do requerimento de capital para o risco operacional.
  • O BC estima que essa nova metodologia terá um impacto de um capital adicional de cerca de R$ 34 bilhões – cifra que representa cerca de 2,6% do capital total do sistema financeiro brasileiro.
  • A implementação dessa nova metodologia do BC acontecerá em fases – começará no início de 2025 e deve terminar em 2028.
  • “Estimamos que esta nova exigência deverá reduzir o índice de Basileia dos bancos em 40-50 bps (após a implementação completa), que é menor que o inicial expectativas de impacto negativo de 100-150 pontos base”, explica o UBS BB.
  • “O impacto dos R$ 34 bilhões de capital adicional necessário para o sistema financeiro brasileiro é relativamente pequeno para os grandes bancos brasileiros. Estimamos que o capital adicional necessário será de cerca de R$ 2,4 bilhões para o Santander Brasil, R$ 3,9 bilhões para Bradesco e R$ 5,1 bilhões para o Itaú Unibanco”, completa.
  • Além disso, os especialistas destacam que, considerando uma taxa interna de retorno (TIR) de 13,5%, o Itaú fechou o terceiro trimestre deste ano com um “excesso de capital” de R$ 13,8 bilhões – o que representaria potenciais dividendos extraordinários com yield de 5%.

Do Banco do Brasil à Totvs, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

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Vanessa Loiola

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