Petróleo: Opep pressiona Brasil a cortar produção da commodity

O Brasil está sendo pressionado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar sua produção nacional da commodity. As informações são do jornal “OGlobo”. O produto enfrenta uma brusca queda na demanda em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na economia global.

Segundo a publicação, as conversas foram intensificadas nos últimos dias, mas o governo brasileiro ainda não tomou uma decisão. O intuito da medida é fazer com que o preço do petróleo aumente, dada uma queda na oferta ao mercado.

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia do Brasil, participou de uma longa reunião com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette. O aumento na cotação do preço dos barris da commodity também interessa ao mercado norte-americano.

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De acordo com especialistas, um preço muito baixo do produto pode dificultar a extração do petróleo de xisto. Antes um dos maiores consumidores de petróleo no mundo, as fraturas e perfurações hidráulicas em campos de xisto converteram os Estados Unidos em um grande exportador.

Discussões acerca do petróleo

Os membros do cartel que controle a maior parte da produção da commodity farão uma reunião nesta quinta-feira (9). Os países discutirão uma redução de até 10 milhões de barris por dia, o que seria o maior corte da história, a fim de enfrentar os impactos do coronavírus na demanda pelo produto.

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Além disso, na próxima sexta-feira (10), será realizada uma reunião do G20 para discutir os efeitos no preço do petróleo. Segundo “O Globo”, Bento Albuquerque confirmou sua presença no encontro dos 20 países mais ricos do mundo, e mantém contato próximo à Arábia Saudita e os Estados Unidos.

Os integrantes da Opep e seus aliados (grupo conhecido como Opep+) teriam deixado claro para Brasil, Estados Unidos e Canadá que o volume de cortes que realizariam, dependeria de como esses três países não integrantes contribuiriam para a “busca de mecanismos que contribuam para a estabilização do mercado internacional de petróleo”.

O Brasil se tornou um ator de elevada importância na geopolítica do petróleo porque atualmente é um dos dez maiores exportadores da commodity no mundo. Uma redução na produção, entretanto, pode influenciar de forma direta as contas de estados e municípios produtores, além do próprio governo.

Devido aos impactos econômicos, financeiros e comerciais causados pela pandemia do coronavírus, o petróleo vem sofrendo fortemente neste ano. O barril de Brent iniciou o ano cotado a US$ 68,75, e chegou a ser negociado a US$ 21,65, uma desvalorização de mais de 68,50%.

Jader Lazarini

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