Petróleo nos EUA cai a menor patamar em 17 anos

Petróleo nos EUA cai a menor patamar em 17 anos
Os contratos futuros do petróleo operam em forte queda nesta quarta, pressionados pelo aumento da oferta pelo avanço da pandemia.

O preço do barril de petróleo nos Estados Unidos abriu em forte queda nesta quarta-feira (18). A cotação da commodity no país norte-americano atingiu o menor patamar desde 2003, quando o Iraque foi invadido.

Por volta das 9h15, o preço do barril de petróleo WTI apresentava uma queda de 8,50%, negociado a US$ 24,55 (R$ 160,80). Já o barril de petróleo Brent caía 4,70%, cotado a US$ 27,38 (R$ 141,41), sua mínima desde 2016.

O mercado precifica na cotação do petróleo a queda na demanda pela commodity, à medida que restrições a viagens e medidas para isolamento social são elevadas para conter o avanço do coronavírus (Covid-19).

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Além disso, na última vez que o preço do petróleo esteve em níveis tão baixos nos Estados Unidos, a China ainda estava no processo de se tornar uma potência econômica, o que viria a elevar o consumo do petróleo nos anos subsequentes.

Pressão nos preços do petróleo

Os preços do petróleo em todo o mundo vem operando em queda desde a última semana, agravada pelas tensões entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia acerca da produção diária da commodity.

Somente no dia 8 de março, o preço do petróleo chegou a cair 31%. Essa foi a maior queda diária desde a Guerra do Golfo, ocorrida entre 1990 e 1991.

Para acirrar a disputa, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou, na última quarta-feira (11), que iria aumentar a capacidade de produção de petróleo pela primeira vez nos últimos 10 anos.

Segundo o ministério de Energia saudita, a estatal Saudi Aramco irá elevar sua capacidade de produção de 12 milhões de barris por dia (bpd) para 13 milhões. As informações foram divulgadas pelo CEO da companhia, Amin Nasser.

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“A companhia está exercendo seus máximos esforços para implementar essa diretriz tão logo quanto possível”, disse Nasser no comunicado. Por mais que não tenha sido divulgado o cronograma de planos para o aumento de capacidade, é estimado que sejam investidos bilhões de dólares para que a produção seja aumentada.

A última vez que o reino da Arábia Saudita elevou a produção de petróleo foi em 2009. À época, a forte expansão econômica da China justificava tal decisão, uma vez que a demanda era crescente. O programa, com o investimento de US$ 100 bilhões, somou quase 4 milhões de bpd em capacidade.

Jader Lazarini

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