Petrobras (PETR4): plano de investimentos está em linha com expectativas do mercado, diz Goldman

Em relatório, analistas do Goldman Sachs (GSGI34) avaliaram que o investimento anunciado pela Petrobras (PETR4) para os próximos 5 anos, de US$ 102 bilhões, está em linha com as expectativas do mercado. Ele faz parte do plano estratégico para o quinquênio 2024-2028, aprovado pelo seu conselho de administração na última quinta-feira (23).

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O banco lembra que para o plano de investimentos da Petrobras, a companhia espera adicionar 14 unidades de produção, armazenagem e transferência de petróleo (FPSOs) à sua frota, dos quais 10 já estão contratados.

“Acreditamos que a orientação de produção de petróleo da Petrobras mostra algum conservadorismo à luz do número significativo de FPSOs que entram na frota, juntamente com um rápido aumento da produção, mesmo tendo em conta o declínio natural dos ativos legados”, pontuam os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Martins.

O Goldman Sachs tem recomendação de ‘compra’ para as ações de Petrobras, (PETR4) e , com preço-alvo para as ações ordinárias de R$ 46,50 e de R$ 42,30 para os papéis preferenciais.

Nesta terça-feira (28), a Petrobras se reúne com investidores em Nova York para apresentar o novo plano de investimentos, que inclui a retomada de aportes em refinarias, como no antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que foi alvo da Operação Lava-Jato.

Na segunda-feira (27), a Petrobras informou que o contrato para a venda da refinaria Lubrificantes e Derivados do Petróleo do Nordeste (Lubnor) e seus ativos logísticos foi rescindido.

Em comunicado, a estatal disse que o cancelamento ocorreu em razão da ausência de cumprimento de condições precedentes no prazo definido, “em que pesem os melhores esforços empreendidos pela Petrobras para conclusão da transação.

Segundo o jornal Valor Econômico, a Grepar Participações, com quem a Petrobras mantinha entendimentos envolvendo a unidade de asfalto, disse que irá tomar as medidas jurídicas necessárias nos próximos dias. O objetivo da empresa, de acordo com a publicação, é ser indenizada pelas perdas e danos do processo de compra e venda da Lubnor, iniciada há quatro anos.

O que muda na Petrobras (PETR4) com novo plano estratégico? BTG destaca 5 pontos principais

Segundo analistas do BTG Pactual (BPAC11), o plano de investimentos da Petrobras marca uma mudança estratégica na companhia, enfatizando o crescimento além do seu negócio principal.

Isso dado que nos anos anteriores a Petrobras realizara desinvestimentos significativos.

Os especialistas da casa apontam que os números divulgados não são suficientes para alterar a expectativa otimista com o futura da empresa.

“Este plano não parece minar os aspectos-chave da nossa perspectiva ainda otimista sobre a Petrobras. A empresa se transformou significativamente nos últimos 9 anos, que foram marcados por desalavancagem, com exploração e produção representando +80% do seu EBITDA, e redução de custos de elevação para US$ 7,5/barril (ante cerca de US$ 15 em 2014)”, destaca o BTG.

“Esta disciplina fiscal, aliada a uma gradual diversificação, deverá ainda impulsionar a geração robusta de fluxo de caixa previsível no futuro”, completa.

5 principais pontos do plano estratégico da Petrobras

Segundo os especialistas do BTG, há cinco mudanças relevantes no novo plano da Petrobras:

  • Crescimento de 31% no CAPEX, para US$ 102 bilhões, agora dividido entre os investimentos em implementação (US$ 91 bilhões) e em avaliação (US$ 11 bilhões); excluindo esse último, que inclui potenciais fusões e aquisições, os investimentos aumentaram 17%
  • A curva de produção de 2024 a 2027 mostra uma queda média de 0,7% ao ano, com números de 2025 em diante ficando aquém do último plano estratégico
  • Considerando apenas os investimentos de “em implementação”, o capex para 2024 e 2025 aumentou para US$ 18,5 bilhões e US$ 21 bilhões, respectivamente, acima dos US$ 18 bilhões em ambos anos antes
  • Exploração e Produção passa a representar 80% (contra 78% em 2022) do plano de investimentos e investimentos em projetos de baixo carbono (em todos os segmentos) aumentaram para US$ 11,5 bilhões (ante US$ 4,4 bilhões)
  • A curva média do preço do petróleo aumentou 6%, com os preços do Brent em 2024 em US$ 80 por barril e em 2025 a US$ 78 por barril

Analistas seguem recomendando compra de PETR4

Os especialistas do BTG, após analisarem os novos números da companhia, reiteraram sua recomendação de compra para os papéis. O preço-alvo da casa é de US$ 16 por ADR da Petrobras, ao passo que os papéis negociam na casa dos US$ 15.

Segundo o BTG, em se tratando do novo plano, ‘atitudes falam mais alto do que palavras’.

“Desde o início do ano, observamos mudanças em quase todos os principais pilares do case de investimento da companhia . A empresa modificou a sua política de preços de combustíveis, reduziu a sua distribuição de dividendos, propôs a criação de reservas de capital (permitindo maior retenção de lucros), e agora, aumentou sua limite de investimento”, diz a casa.

“Continuamos a vê-los como movimentos na “na direção errada”, potencialmente começando a diminuir a eficiência da empresa e aumentando sua custo em dinheiro em meio ao breakeven do preço do petróleo“, completa.

Apesar disso, os analistas destacam que ainda há razões para acreditar que a empresa irá gerar mais caixa do que o mercado projeta, impulsionado por resultados acima do esperado produção, menores investimentos e mecanismos robustos de governança corporativa.

“Ainda que algumas fusões e aquisições sejam executadas, não acreditamos que comprometam a capacidade de a Petrobras distribuir dividendos atrativos”, conclui o BTG.

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Desempenho das ações de Petrobras

Cotação PETR4

Gráfico gerado em: 28/11/2023
1 Dia

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Giovanni Porfírio Jacomino

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