Petrobras (PETR4) aprova plano estratégico e estima investimento de US$ 102 bilhões em 5 anos – aumento de 31% ante o anterior

O conselho de administração da Petrobras (PETR4) aprovou hoje (23) o seu plano estratégico para o quinquênio 2024-2028. A expectativa é de que os investimentos da empresa somem US$ 102 bilhões nos próximos 5 anos.

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A nova expectativa de investimentos da Petrobras (Capex) é 31% maior quando comparada ao do plano estratégico anterior. Do valor estimado de US$ 102 bilhões, cerca de US$ 91 bilhões devem ser alocados em projetos da carteira de implantação.

A Reuters informou no início deste mês que o plano estratégico da Petrobras envolveria cerca de US$ 100 bilhões em investimentos, acima dos US$ 78 bilhões projetados no plano anterior 2023-2027.

Além disso, outros US$ 11 bilhões devem ser investidos em projetos que estão na carteira em avaliação. Esses projetos estão sujeitos, porém, a estudos adicionais sobre a viabilidade financeira, antes mesmo de serem contratados e executados.

“Quando concluídos os estudos e comprovada sua viabilidade econômica, esses projetos podem migrar para a carteira em implantação. O estudo de financiabilidade para projetos em avaliação é um item adicional à governança estabelecida de aprovação de projetos, que está mantida para ambas as carteiras”, diz o documento com o novo plano da Petrobras.

A Petrobras atribui o aumento do Capex principalmente a novos projetos a serem realizados, o que inclui possíveis compras de ativos que estavam em desinvestimentos e que retornaram ao portfólio de investimentos da empresa. Além disso, também estaria associado à inflação de custos, que afetou a cadeia de suprimentos como um todo.

Do total do Capex, cerca de 72% são do segmento Exploração e Produção (E&P). Em seguida, o segmento mais representativo é o de Refino, Transporte e Comercialização (RTC), com uma fatia de 16%, enquanto Gás e Energia (G&E) e Baixo Carbono representam 9%, e o Corporativo é de 3%.

Detalhes sobre o novo plano estratégico da Petrobras

Um dos primeiros planos da gestão da Petrobras é fortalecer o processo de integração de fontes energéticas, o que a empresa considera algo “essencial para uma transição energética justa e responsável”.

O novo plano estratégico da Petrobras destaca que petróleo e gás natural vão continuar sendo os “drivers preponderantes de valor”, mas que “os investimentos rentáveis em baixo carbono ganham relevância para a geração de valor a longo prazo”.

Quanto à exploração, a expectativa é de que US$ 7,5 bilhões sejam investidos em 5 anos. Esse dinheiro está distribuído da seguinte forma:

  • US$ 3,1 bilhões para exploração na Margem Equatorial;
  • US$ 3,1 bilhões para a exploração nas Bacias do Sudeste;
  • US$ 1,3 bilhão destinados a outros países.

Ou sseja, pouco mais de 41% do investimento em petróleo e gás natural vai ser investido nas Bacias do Sudeste. Igual valor, US$ 3,1 bilhões, serão reservados à Margem Equatorial, o que mostra sua centralidade no curto e médio prazos da companhia.

Aestatal planeja começar a explorar essa área pela Bacia Potiguar para, depois, chegar às demais bacias como a da Foz do Amazonas, cuja licença ambiental é hoje travada pelo Ibama e Ministério do Meio Ambiente.

Para efeito de comparação, no plano anterior (2023-2027), a Petrobras havia reservado US$ 6 bilhões para exploração, sendo US$ 3 bilhões para a Margem Equatorial, valor que se manteve praticamente estável.

No valor de investimento da Petrobras em exploração, está inclusa a perfuração de aproximadamente 50 poços em regiões em que a empresa tem direito de exploração em blocos comprados.

Com Estadão Conteúdo

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João Vitor Jacintho

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