Petrobras (PETR4) está diante de conflito ‘insustentável’ entre Prates e ministro, diz coluna: “Discussão sobre dividendos é espuma”

O mercado está diante do momento mais crítico do conflito entre o presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A informação é de ministros ouvidos pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.

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Segundo a editoria, a crise encarada pela petroleira desde a semana passada com a decisão sobre não pagar dividendos extraordinários para acionistas da Petrobras acontece em razão da disputa entre os dois dirigentes.

Além disso, os governantes avaliam que não há clima para ambos permaneceram no governo e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de escolher.

Nesta segunda-feira (11) o presidente terá uma reunião “que já estava agenda” com Prates, segundo o executivo. Fontes auxiliares de Lula contaram à coluna que o CEO da Petrobras será cobrado a explicar por que o investidores da Petrobras esperavam o pagamento dos dividendos extraordinários da companhia.

À imprensa, o presidente da Petrobras falou ainda hoje que a discussão sobre dividendos da PETR4 “é espuma” e que falará “um pouco” sobre a pauta com Lula.

Do outro lado, fontes próximas ao Conselho de Administração da PETR4 informaram que havia um acordo de Prates e o diretor da empresa, Sérgio Caetano, de atuar na manutenção dos ganhos dos acionistas. Os dois executivos negaram envolvimentos nessas negociações.

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Conflito de Prates e Silveira se tornou ‘insustentável’ para a Petrobras?

A colunista econômica Bela Megale classificou o conflito entre Silveira e Prates como ‘insustentável’ após apuração das fontes do governo.

Ambos defenderam propostas divergentes sobre a distribuição de recursos aos acionistas:

  • O presidente da Petrobras se colocou a favor do pagamento de 50% dos dividendos extraordinários, defendendo que isso não afetaria o plano de investimento da companhia;
  • Técnicos do Ministério da Fazenda que avaliaram que o pagamento não colocaria em risco os investimentos da empresa;
  • Por outro lado, os conselheiros ligados ao Ministério de Minas e Energia (MME) apontaram como melhor solução segurar o recurso em um fundo de reserva;
  • Com votos de 6 dos 11 conselheiros, a proposta do MME foi vitoriosa.

Petrobras (PETR4) derrete mais de 10% na bolsa após anúncio de não pagar dividendos

Após o resultado do quarto trimestre da companhia, a decisão da Petrobras (PETR4) de não pagar dividendos surpreendeu o mercado negativamente.

Com isso, papeis da empresa na bolsa de valores brasileira, a B3 (B3SA3) derreteram mais de 10%, chegando a serem negociadas a R$ 36,25. Enquanto isso, em valor de mercado a companhia desvalorizou R$ 55 bilhões em um dia.

Segundo fontes próximas disseram à Reuters na sexta-feira (8), a decisão do conselho de administração da Petrobras (PETR4) de não pagar dividendos extraordinários partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pressão do governo é que a empresa converta seus lucros para investimentos de longo prazo.

De acordo com uma das fontes, a decisão aconteceu em uma reunião na semana passada, às vésperas do resultado, com a presença de Prates e de Alexandre Silveira.

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Camila Paim

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