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Para XP e Ativa, Rede D’Or (RDOR3) teve um “semestre saudável”

Para XP e Ativa, Rede D’Or (RDOR3) teve um “semestre saudável”
Rede D'Or São Luiz. Foto: Reprodução Facebook

Após a Rede D’Or (RDOR3), de hospitais e clínicas, publicar seu balanço do primeiro trimestre de 2021 na manhã desta segunda-feira (17), analistas comentaram o desempenho da companhia. Tanto para a Ativa Investimentos quanto para a XP, os resultados superaram as expectativas – as duas casas mantiveram a recomendação de compra para os papéis.

 

“A Rede D’Or divulgou resultados operacionais muito fortes no primeiro trimestre de 2021, superando as nossas estimativas, impulsionada por uma receita líquida robusta, que refletiu uma combinação de um aumento de leitos operacionais, de uma taxa de ocupação mais alta e de um ticket médio mais alto” diz o analista Vitor Pini, da XP.

A receita líquida, de R$ 4,7 bilhões, superou a projeção da XP em 12% e o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 1,3 bilhão, foi 21% que o consenso.

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O lucro da Rede D’Or, de R$ 402 milhões, porém, frustrou a projeção do analista da corretora de Guilherme Benchimol, que esperava algo próximo a R$ 482 milhões, por conta das despesas financeiras e itens não recorrentes – o lucro ajustado, excluindo os fatores não “normais”, teria superado a projeção.

Para a Ativa, a receita líquida ficou 6,4% acima do consenso, o Ebitda , 16,5% maior, e o lucro, 27%. “O bom desempenho se deu pela retomada nos procedimentos cirúrgicos eletivos e pelo crescimento orgânico e inorgânico de leitos”, explicam os analistas da corretora.

Rede D’Or aumenta número de leitos

A Rede D’Or aumentou seu número de leitos em 644 ao longo do primeiro trimestre deste ano. Considerando as aquisições, os leitos operacionais adicionados somam 798 entre janeiro e março: são agora 8,2 mil vagas, crescimento de 14% no ano e superando a estimativa de 7,5 mil da XP.

     

Com o retorno dos tratamentos mais complexos (o setor de oncologia, por exemplo, cresceu 49% no ano), a Rede D’Or conseguiu também aumentar o seu ticket médio em 16% na base anual, o que, junto com o maior volume de pacientes-dia, auxilio no impulso da receita,

“Além do crescimento de 86% no Ebitda, em função do maior volume de atendimento e tickets maiores, houve expansão de 5,6 p.p. na margem Ebitda, que fechou em 24%”, pontua a Ativa, sobre um ganho de eficiência.

Entre os pontos negativos, a Ativa aponta para o crescimento de 28,5% da dívida líquida na base trimestral, chegando a R$ 7,2 bilhões.

A XP estabeleceu seu preço-alvo para as ações da Rede D’Or em R$ 85. A Ativa, em R$ 76,30. Às 13h30, os papéis da companhia do setor da saúde operam em alta de 1,71%, negociadas a R$ 74,96.

 

Vitor Azevedo

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