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Maior ameaça para Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) é o Mercado Livre, diz XP

Maior ameaça para Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) é o Mercado Livre, diz XP
Foto: Divulgação Mercado Livre

O e-commerce deve ter uma competição ainda mais acirrada ao longo de 2021, em meio a um crescente apetite das empresas estrangeiras no mercado brasileiro, segundo relatório da XP Investimentos. Neste cenário, a maior ameaça aos competidores locais, como Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3), é o Mercado Livre (MELI34).

Na visão dos analistas da XP, o cenário mais competitivo no e-commerce deve gerar um cenário de volatilidade no curto prazo para as ações das empresas do setor na bolsa.

No momento, a fraca performance dos papéis das empresas de e-commerce se explica pela expectativa de retomada econômica e avanço da vacinação, que deve beneficiar as vendas físicas. Por isso, a XP manteve a recomendação neutra para Magazine Luiza (MGLU3), com preço alvo de R$ 27, e para Via Varejo (VVAR3), com preço alvo de R$20.

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“Preferimos exposição às empresas de marketplace de nicho – como Enjoei (ENJU3) e Westwing (WEST3) e Mosaico (MOSI3)“, destaca a XP.

Magazine Luiza enfrenta concorrência acirrada
Cobertura ecommerce XP Foto: Divulgação

Mercado Livre se destaca no setor do Magazine Luiza

Dentre as companhias internacionais, a que representa maior ameaça para as companhias locais é o Mercado Livre (MELI4). Isso porque além de ser líder no setor, possui um ecossistema bastante robusto na frente financeira (Mercado Pago) e logística (Mercado Envios).

“Nesse ponto, destacamos que hoje 80% das entregas no Brasil são feitas pela Mercado Envios e 32% dos itens vendidos na plataforma utilizam o fulfillment (serviço de armazenagem e distribuição) do MELI”, disse a XP. Além disso, a companhia possui uma maior diversificação de categorias quando comparada ao Magazine Luiza e à Via Varejo, mas sendo em sua maior parte composta por estoque de terceiros (3P/marketplace).

Além disso, o Mercado Livre continua a investir em diversificação de categorias, aumentando também seu estoque próprio, e em logística, inclusive com uma frota própria de aviões (MELI Air). Outro fator de pressão para a concorrência é o frete grátis para pedidos mínimos de R$ 79, mais agressivo do que o mínimo de R$ 99 antes exigido pela empresa.

 

Alibaba e Amazon também crescem

Outra forte competidora estrangeira é o Alibaba, que quer se tornar “express” no Brasil e anunciou que irá entregar compras internacionais em até 12 dias. Além disso, o Alibaba incrementou seu atendimento ao consumidor, com atendimento em português, parcelamento sem juros e melhora na logística reversa local.

Hoje, a empresa não compete diretamente com os grandes competidores brasileiros, e enfrenta o obstáculo do frete demorado. No entanto, com a redução do prazo de entrega, parte dos consumidores poderá migrar para a plataforma do Alibaba, segundo os analistas.

Já a Amazon não tem mostrado um forte foco no Brasil, mas segue investindo na operação local. “Acreditamos que é um player que devemos sempre monitorar como um potencial risco, devido à força da marca, expertise no segmento e liderança global”, disse o relatório. A empresa tem apenas oito centros de distribuição no Brasil, enquanto o Mercado Livre tem mais de 20.

Os analistas da XP também avaliaram o Shopee, que teve uma alta considerável no número de downloads desde novembro de 2020, e saltou da 13ª para a 4ª posição no ranking de apps de e-commerce, segundo dados levantados pela Panorama Mobile Time/Opinion Box. Embora seu crescimento seja “impressionante”, a empresa não ameaça as empresas cobertas pela XP pelos seguintes motivos:

  • O Shopee tem um ticket médio menor e portfólio distinto.
  • Tem foco em sellers pequenos e de nicho.
  • A alta do dólar tende a reduzir a atratividade dos produtos.

Por estas razões, o Shopee é uma ameaça maior para Alibaba e Wish, e não para os players locais, como o Magazine Luiza.

Eduardo Vargas

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