Vale a pena comprar Magazine Luiza (MGLU3) agora? A XP tem uma resposta

Vale a pena comprar Magazine Luiza (MGLU3) agora? A XP tem uma resposta
Magazine Luiza. Foto: Divulgação

O Magazine Luiza (MGLU3) vinha em tendência de baixa este ano e, depois da divulgação do resultado do terceiro trimestre, as ações da companhia entraram em queda livre. A varejista vem abalando a confiança dos investidores com sua queda de 64% desde julho, que não mostra sinais de melhora, segundo relatório da XP Investimentos. Por isso a casa de análises faz recomendação neutra para o papel, ao preço-alvo de R$ 18.

O viés de baixa do Magazine Luiza  não é um efeito isolado, mas está em sintonia com a movimentação em bloco do setor de varejo, que sofre com a piora do cenário macroeconômico do Brasil. .

“Considerando que o papel negociava a preços maiores que R$ 20 no começo do ano e hoje está abaixo de R$ 9, a MGLU3 é uma boa oportunidade nesse momento? Na visão da XP, é necessário cautela, e investidores precisam considerar outros fatores antes de comprar as ações de qualquer companhia nesse momento, “como apetite a risco, prazo de investimento do investidor, comparação do valuation das companhias comparáveis”.

Os especialistas defendem a tese de que existe um grande risco para os resultados das varejistas: a demanda pode ser mais fraca e a concorrência deve continuar bastante acirrada. A XP lembra ainda que “os produtos eletrônicos e de linha branca, que são categorias-chave para o comércio eletrônico, tendem a ser mais cíclicos devido ao tíquete médio mais alto, e a demanda dos consumidores por essas categorias pode ter sido de certa forma antecipada durante a pandemia”.

Veja a opinião da XP sobre os resultados do Magazine Luiza

Para o time de Research, O Magazine Luiza teve performance sólida no canal online, mas com margens pressionadas. O GMV online cresceu 22%, impulsionado pelo marketplace em +67% e estoque próprio em +6,7%, mesmo diante da base de comparação mais forte de 2020 (+150% e +145%).

No entanto, as vendas das lojas físicas apresentaram queda de 8%, impactadas pela deterioração macroeconômica. “A companhia sinalizou uma continuidade de uma perspectiva desafiadora no canal por conta do macro, mas acredita que a dinâmica do marketplace deve seguir robusta”, destaca o time de varejo da XP Investimentos.

“Em relação à rentabilidade, a margem EBITDA caiu 2,5p.p A/A, devido a uma margem bruta pressionada pela maior participação do ecommerce (72% das vendas, +6p.p A/A) e inflação de custos enquanto houve um aumento de despesas de marketing no ecommerce e a performance das lojas físicas levou a uma menor diluição de despesas operacionais”, acrescentam os especialistas.

“Olhando para a rentabilidade e geração de caixa das varejistas, destacamos que o Magazine Luiza apresentou a pior margem EBITDA e Americanas apresentou a melhor, enquanto todas as companhias tiveram queima de caixa no trimestre — Via (VIIA3), Americanas (AMER3) e Magalu em -R$830mi, -R$635mi e R$-270mi, respectivamente –, decorrente do reforço nos níveis de estoque para a temporada de compras de fim de ano”, conclui a XP.

Bruno Galvão

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