Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e B2W (BTOW3) disparam; entenda motivos

Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e B2W (BTOW3) disparam; entenda motivos
As ações das principais varejistas do País, como Magazine Luiza e Via Varejo, dispararam nesta quarta-feira.

As ações das principais varejistas do País dispararam na abertura e lideram as altas do Ibovespa na manhã desta quarta-feira (20). Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3) e Via Varejo (VVAR3), após semanas esquecidas pelos investidores, sobem junto ao otimismo com o consumo doméstico.

Por volta das 12h45 desta quarta, os papéis da B2W subiam 7,39%, enquanto Via Varejo avançava 3,77%, Magazine Luiza disparava 2,95%. Os papéis da Lojas Americanas (LAME4) operam com uma alta de 3,45%. Ao mesmo tempo, o Ibovespa caía 1,19%.

Ao longo de janeiro, o mercado passou a demonstrar sua preferência por ativos mais descontados, do bom e velho value investing, e que ficaram para trás ao longo de 2020. Isso fez com que as varejistas iniciassem o ano com o pé esquerdo; a Via Varejo cai 11,39% no mês, enquanto o Magazine Luiza recua 3,49%.

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Em 2020, as varejistas foram grandes fatores da recuperação do mercado, que mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) terminou no azul. No ano passado, os papéis do Magalu subiram 110,08%, ao passo que as ações da controladora da Casa Bahia e Pontofrio avançaram 45,12%.

A única das varejistas que registra uma valorização neste ano é a B2W, que sobe 6,63%. Mesmo assim, a controladora de Lojas Americanas e Submarino cai mais de 30% desde a máxima histórica de R$ 126, em 3 de agosto.

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O futuro de Via Varejo e Magazine Luiza

Muito se pergunta sobre qual será o impacto do fim do auxílio emergencial nas varejistas, que registraram recordes em seus e-commerces, e a resposta ainda é nebulosa. Foram cerca de R$ 280 bilhões pagos a aproximadamente 68 milhões de brasileiros de abril a dezembro, criando um efeito em cascata sobre os segmentos do varejo.

Segundo Bruno Lima, analista de renda variável da EXAME, os números de operadoras de vendas, como a Cielo, fazem uma leitura à frente dos dados oficiais. “Por essa métrica já dá para ver um enfraquecimento do varejo. O mercado não está sendo pego de surpresa, porque de certa forma esse cenário já foi calculado nos últimos meses e está refletido no valuation das empresas”.

No entanto, o cenário desenhado nesta manhã é outro. Para Henrique Esteter, da Guide Corretora, “após as realizações que vem ocorrendo nos últimos meses, o mercado começa a achar os preços das varejistas atrativos”.

Em conversa com a Via Varejo, o analista ouviu que, para os executivos, “não faz sentido a tese de que o mercado estava acreditando que tenha tido uma antecipação da demanda no ano passado. Os números continuam fortes em 2021”.

Os investidores também veem com bons olhos o anúncio do Magazine Luiza, na última segunda-feira (18), de que fará uma emissão de debêntures no total de R$ 800 milhões, com esforços restritos de distribuição. “Os recursos obtidos por meio da emissão serão integralmente utilizados para otimização do fluxo de caixa no curso e gestão ordinária dos negócios da companhia”, disse a varejista.

Jader Lazarini

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