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JBS (JBSS3) ensaia “comprar e fatiar” BRF (BRFS3) com ajuda do BTG (BPAC11)

JBS (JBSS3) ensaia “comprar e fatiar” BRF (BRFS3) com ajuda do BTG (BPAC11)
JBS (JBSS3). Foto: Reprodução Facebook

O BTG Pactual (BPAC11) está sondando empresas que possam se juntar à JBS (JBSS3) no possível contra-ataque à Marfrig (MRFG3). O objetivo, acima de tudo, é de tentar mudar o controle da BRF (BRFS3). A informação foi divulgada pelo Pipeline do jornal Valor Econômico.

Com as normativas atuais, a JBS está impedida de avançar sobre a BRF sem enfrentar um fatiamento do negócio. Vale ressaltar que o BTG ainda não foi contratado para o movimento, mas a articulação forma um “balão de ensaio”, segundo fontes ouvidas pelo veículo.

Isso, pois ainda na sexta-feira (11), circularam informações sobre o possível movimento da JBS, considerando que os frigoríficos tiveram grande volatilidade após a compra de uma fatia de 31% por Molina, da Marfrig.

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Os papéis da BRF chegaram a subir mais de 14% após divulgação da notícia, fechando o último pregão da semana com alta de 4,08%, precificados a R$ 29,05.

Se a JBS decidir avançar sobre a JBS, o fatiamento – obrigatório por regulação – seria uma estratégia de minar o fortalecimento da Marfrig na companhia.

Isso, pois a posição de Molina é relevante dentro da BRF.

Após ter comprado mais de 20% da BRF companhia, movimentando o mercado, o empresário ampliou sua parte no capital social para 31,6%, em compra feita no dia 6 de junho, em leilão na bolsa.

Apesar de ter afirmado que será um “acionista passivo” e que uma fusão entre BRF e Marfrig está fora de cogitação, o mercado ainda possui expectativa sobre os movimentos da companhia.

Com mediação do BTG, frigoríficos devem oscilar mais

Se as aquisições ocorrerem posteriormente, a volatilidade dos papéis do setor devem aumentar ainda mais.

Desde que Molina foi às compras, há três semanas, as ações de BRF, subiram mais de 30% ao passo que o restante sofreu quedas.

Assim, no acumulado mensal, os papéis do setor oscilaram em:

Mercado vê entrave na compra da JBS

Como citado, a compra por parte da JBS possui entraves. Uma delas é a regra do poison pill, que estipula que o acionista que chegue a 33% de capital de uma companhia faça uma oferta pública de aquisição para todos os acionistas.

A movimentação, assim, ocasionaria um desembolso de caixa muito grande.

Além disso, vale ressaltar que a JBS é detentora da Seara, principal concorrente dos selos da BRF. Com a aquisição, haveriam grandes possibilidades de uma atuação do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em decorrência da concentração de mercado.

Eduardo Vargas

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