Semana do ESG

Compra de participação pela Itaúsa (ITSA4) é positiva para CCR (CCRO3), diz XP

A XP Investimentos avaliou como positiva a compra de participação na CCR (CCRO3) pela Itaúsa (ITSA4). Os analistas recomendam compra para os papéis da CCR, mirando R$ 15.

Para a XP, o negócio entre Itaúsa e CCR é positivo por três motivos:

  • Acaba com uma pendência (overhang) de longa data sobre as ações da CCR, uma vez que foi amplamente divulgado que a AG pretendia vender sua participação;
  • Aprimoramento da governança corporativa, com a inclusão de um player financeiro no bloco de controle;
  • Um prêmio de valuation está sendo pago (R$13,75 implica um prêmio de 14% em relação ao último preço de fechamento das ações da CCR)

“Reiteramos nossa visão positiva e recomendação de Compra para CCR e nossa relativa preferência pelo nome entre as empresas de concessões rodoviárias brasileiras”, diz a XP.

A visão da XP para o segmento da companhia é positiva, mas a preferência pela CCR é por conta dos reequilíbrios contratuais a serem anunciado e do valuation mais atrativo.

Entenda a compra da CCR pela Itaúsa

Ontem, a Itaúsa assinou contrato em conjunto com a Votorantim para a aquisição da totalidade das ações da Andrade Gutierrez no capital social da CCR.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a holding detalhou que a Andrade Gutierrez possuía 300.149.836 ações da CCR, valor equivalente a 14,86% do seu capital social, totalizando um investimento de R$ 4,1 bilhões.

A Itaúsa irá adquirir, desse montante, 208.669.918 ações, ou seja, 10,33% do capital total, investimento de R$ 2,9 bilhões. “O investimento da Itaúsa será financiado por meio da combinação de recursos próprios e de terceiros, não sendo esperados efeitos relevantes da transação no resultado da Itaúsa neste exercício social“, diz a nota.

Assim como os demais acionistas controladores da CCR, a Itaúsa terá o direito de indicar o mesmo número de conselheiros de administração, assim como indicar um integrante para os comitês de Gente e ESG, Compliance e Riscos, Resultados e Finanças e Novos Negócios.

Vale lembrar que o fechamento do negócio está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Por fim, no documento, a Itaúsa destaca que o investimento feito está atrelado aos fundamentos da estratégica de alocação eficiente de capital da companhia, “que considera empresas líderes em seus setores de atuação, a relação risco/retorno atrativa, o potencial de crescimento e impacto positivo para a sociedade, bem como parceiros estratégicos com experiência comprovada no setor de atuação e governança que permitirá à Itaúsa o exercício de influência e compartilhamento de melhores práticas ESG”, afirma a empresa, em nota.

Eduardo Vargas

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