Ibovespa: Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5) derretem e ficam entre maiores baixas

Ibovespa: Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5) derretem e ficam entre maiores baixas
Mineração. Foto: Pixabay

As maiores quedas do Ibovespa na semana foram dominadas por empresas expostas às variações do preço do minério de ferro no exterior — entre as quais a mineradora Vale (VALE3) e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).

O Ibovespa enfrentou uma semana encurtada, em razão do do Dia de Finados (2), e volátil. O índice acionário reagiu às incertezas domésticas, em meio ao risco fiscal que se apresentou após a aprovação da PEC dos Precatórios.

Apesar disso, o clima no exterior depois da definição do Federal Reserve (Fed) de reduzir gradualmente os estímulos monetários, sem adiantar a elevação da taxa de juros no país, animou o mercado. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa registrou alta de 1,28%, fechando a 104.824,23 pontos.

O impulso foi o bastante para empurrar as todas as ações, como foi o caso, além das supracitadas, de Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e Pão de Açúcar (PCAR3), que caíram diante da derrocada do minério de ferro e da divulgação dos resultados trimestrais.

Confira o tamanho das desvalorizações dos ativos que lideraram as maiores quedas do Ibovespa entre segunda-feira (1) e sexta (5):

1. Vale (VALE3) tem maior queda do Ibovespa na semana

A Vale figurou duas vezes entre as maiores quedas diárias do Ibovespa durante a semana. O desempenho negativo foi um reflexo da pressão sobre os contratos de minério de ferro na China.

Na semana passada, a companhia divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2021, no qual lucrou US$ 3,88 bilhões, uma alta de 34% na comparação de base anual. Os ganhos vieram muito abaixo das estimativas do mercado.

A ação da Vale recuou 10,47% na semana, para R$ 64,11.

2. Pão de Açúcar (PCAR3)

O papel Pão de Açúcar teve uma desvalorização de 9,13% no período, caindo para R$ 23,20. Na quarta-feira (3), a varejista apresentou um prejuízo de R$ 38 milhões referente ao terceiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 428 milhões.

Entre julho e setembro desse ano, a receita líquida da companhia somou R$ 12,084 bilhões, uma leve alta de 0,2% em relação ao mesmo período em 2020. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, na sigla em inglês) ficou em R$ 633 milhões, ante 923 milhões apurado ao final do terceiro trimestre de 2020, um recuo de 31,4%.

3. Usiminas (USIM5)

A Usiminas também sofreu com a baixa na cotação do minério de ferro, em meio às restrições à produção imposta por Pequim. A ação da siderúrgica derreteu 9,06% na semana, chegando a R$ 12,05 no fechamento de sexta-feira (5).

Na segunda-feira (1), o Bank of America (BOAC34) cortou o preço-alvo para o ativo de R$ 26 para R$ 24, mantendo a recomendação de compra, após a siderúrgica reportar níveis de aço menores e custos maiores do que o esperado.

4. Gerdau (GGBR4)

A ação da Gerdau caiu 8,88%, a R$ 24,51, prejudicada pela desvalorização dos contratos de minério de ferro na China.

Na quinta-feira (4), a Gerdau anunciou ao mercado a recompra à vista de até US$ 500 milhões dos títulos de dívidas (bonds) em circulação no mercado internacional.

5. Metalúrgica Gerdau (GOAU4) fecha maiores quedas do Ibovespa

A Metalúrgica Gerdau registrou desempenho negativo no acumulados dos últimos dias devido à participação na Gerdau.

A ação da holding perdeu 8,31%, a quinta maior queda do Ibovespa na semana, para R$ 11,47.

Arthur Guimarães

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