Ibovespa sobe com Copom no radar e alta da Petrobras (PETR4); Marfrig (MRFG3) salta 11% e Ambev (ABEV3) cai

O Ibovespa encerrou a sessão de hoje (8) em alta de 0,21%, aos 129.480,89 pontos. Na máxima do dia, chegou a bater os 129.564,28 pontos, enquanto a mínima diária foi de 128.048,04 pontos. Enquanto isso, o volume financeiro somou R$ 21,3 bilhões.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/06/Lead-Magnet-1420x240-3.png

O Ibovespa se manteve em torno da estabilidade em boa parte da tarde, mas tendeu ao positivo no fechamento. Tanto o volume diário como a variação moderada do índice da B3 se enquadram na cautela que precede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no período da noite desta quarta-feira, que pode trazer corte de 0,25 ponto porcentual ou de meio ponto porcentual para a Selic, em deliberação possivelmente dividida.

Nesse contexto de maior incerteza sobre a trajetória da taxa de juros doméstica, em meio à recente retomada de preocupações sobre a direção das contas públicas – reforçadas pela catástrofe natural no Rio Grande do Sul, em dimensão ainda não quantificável -, o dólar à vista avançou 0,47% nesta quarta-feira, a R$ 5,0913, em viés de alta também para a curva de juros doméstica na sessão.

Na semana, o Ibovespa ganha 0,76% e, no mês, avança 2,82%, limitando a perda do ano a 3,51%.

O Ibovespa se manteve em torno da estabilidade em boa parte da tarde, mas tendeu ao positivo no fechamento, em alta de 0,21%, aos 129.480,89 pontos, com giro a R$ 21,1 bilhões na sessão. Tanto o volume diário como a variação moderada do índice da B3 se enquadram na cautela que precede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no período da noite desta quarta-feira, que pode trazer corte de 0,25 ponto porcentual ou de meio ponto porcentual para a Selic, em deliberação possivelmente dividida.

Nesse contexto de maior incerteza sobre a trajetória da taxa de juros doméstica, em meio à recente retomada de preocupações sobre a direção das contas públicas – reforçadas pela catástrofe natural no Rio Grande do Sul, em dimensão ainda não quantificável -, o dólar à vista avançou 0,47% nesta quarta-feira, a R$ 5,0913, em viés de alta também para a curva de juros doméstica na sessão.

No cenário externo, observa a Guide Investimentos em nota, “a abordagem mais cautelosa do Fed o colocou fora de sincronia com os bancos centrais na Europa, que já iniciaram o afrouxamento monetário”.

Apesar da alta do Ibovespa hoje (8), as Bolsas de Nova York fecharam sem direção definida.

  • Dow Jones: +0,44%, aos 39.055,53 pontos;
  • S&P: estável, aos 5.187,69 pontos;
  • Nasdaq: -0,18%, aos 16.302,76 pontos.

Já o dólar à vista encerrou o dia com uma valorização de 0,47%, cotado a R$ 5,0913, depois de bater uma máxima de R$ 5,108 durante o pregão.

Segundo Rodrigo Cohen, analista de investimentos, embaixador da XP Investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, a Bolsa de Valores hoje (8) operou de lado antes do anúncio do Copom sobre a taxa Selic. Assim, o mercado permanece em compasso de espera sobre a decisão de hoje que, de acordo com o analista, é “bem emblemática”.

“Tivemos uma piora do cenário internacional com o Fed decidindo manter os juros altos por lá após dados de inflação acima do esperado. Aqui no Brasil também tivemos dados mostrando uma atividade econômica aquecida, além de preocupações com o fiscal com o governo gastando mais que o esperado”, afirma Cohen.

A tragédia do Rio Grande do Sul (RS) também pode fazer com que se tenha uma elevação na inflação. Diante de todas essas questões, o mercado observa qual será o tom utilizado pelo Copom em seu comunicado, principalmente em relação aos próximos cortes nos juros.

No exterior, o minério de ferro recua, colaborando para a queda das ações da Vale (VALE3), que fechou em baixa de 0,91%, que tem forte peso do Índice Bovespa.

Outras empresas do Ibov deste setor, como CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5), caíram em bloco. As ações da Petrobras (PETR4) tiveram ganho de 1,53% nas preferenciais e de 1,06% nas ordinárias.

Contribuindo para o avanço de Petrobras, os preços do Brent e do WTI subiram nesta quarta-feira, após dados sobre os estoques dos EUA terem fortalecido a expectativa por demanda.

Destaques do Ibovespa hoje

As ações do GPA (PCAR3) também foram destaque entre as quedas, diante do anúncio de seu novo balanço trimestral, que reportou um prejuízo de R$ 660 milhões. Segundo Cohen, a empresa também sente o impacto do avanço na taxa de juros futuros.

Outro destaque de queda da movimentação do Ibovespa hoje foi a a Ambev (ABEV3), cujo balanço trimestral acabou não agradando ao mercado.

Nas altas do Ibovespa estão as ações da JBS (JBSS3), após a companhia anunciar um balanço que foi considerado positivo pelo mercado, revertendo prejuízo.

“Acredito que é hora de fazer caixa também porque em breve teremos uma melhora da economia por lá. Temos eleições nos EUA e mudando o presidente, também sou bem otimista para a economia melhorar. E com o cenário lá fora melhorando, isso vai também favorecer a nossa bolsa por aqui”, conclui Cohen.

Maiores altas do Ibovespa

  • Marfrig (MRFG3): +11,18%
  • BRF (BRFS3): +11,17%
  • Lojas Renner (LREN3): +5,78%
  • Engie (EGIE3): +4,48%
  • MRV (MRVE3): +4,20%

Maiores quedas do Ibovespa

  • Petz (PETZ3): -6,02%
  • GPA (PCAR3): -5,88%
  • Telefônica (VIVT3): -5,63%
  • Ambev (ABEV3): -3,41%
  • Raízen (RAIZ4): -2,50%

Último fechamento do Ibovespa

O Ibovespa fechou o pregão de ontem (7) em alta de 0,58%, aos 129.210,48 pontos.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

João Vitor Jacintho

Compartilhe sua opinião