Banrisul (BRSR6) deverá ser o banco mais impactado pelas inundações no RS, diz BofA

O alagamento causado pelas fortes chuvas no estado do Rio Grande do Sul (RS) afetou 70% das 500 cidades no estado. Em análise sobre a calamidade, especialistas do Bank of America ressaltam que os bancos com concentração de empréstimos no estado, como o Banrisul (BRSR6), poderão ser afetados pelo desastre que já desalojou cerca de 130 mil pessoas, segundo boletim da Defesa Civil.

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“Além da catástrofe humana das chuvas no RS, estamos preocupados com os efeitos desses eventos na atividade econômica e nas consequências relacionadas à capacidade de pagamento de empréstimos”, apontam os especialistas do Bank of America.

Das 500 cidades do estado do RS, 70% foram afetadas. Com casas submersas e as atividades paralisadas em muitas delas, o abalo econômico do estado logo deverá ser visto.

Banrisul (BRSR6), BB (BBAS3) e até Nubank (ROXO34) estão expostos ao desastre

Na região Sul do Brasil (RS, SC e PR), o Banrisul (BRSR6) tem 95% de suas agências concentradas no estado afetado. Além disso, 85% de seus empréstimos estão na região.

Outros bancos com exposição significativa a empréstimos na região são:

  • ABC Brasil (ABCB4): 21%;
  • XP (XPBR31): 20%;
  • Banco do Brasil (BBAS3): 18%;
  • Nubank (ROXO34): 15%;
  • Bradesco (BBDC4): 15%.

Em relatório focado nos efeitos do desastre do Rio Grande do Sul para o setor bancário, o BofA salienta que os bancos provavelmente terão que renegociar empréstimos, oferecer prazos de carência para pagamentos, prorrogar a duração dos empréstimos e reduzir as taxas de juros, impactando a Margem Financeira Líquida (NII), Índice de Inadimplência (NPL) e custo do risco.

Além disso, para seguradoras, estima-se que cerca de 3% do total de prêmios estejam expostos aos eventos, refletindo diversificação de produtos e geográfica.

Como Banrisul e Banco do Brasil podem se proteger?

Apesar disso, o BofA espera que o Banrisul especificamente consiga mitigar os impactos negativos, graças a outros aspectos da economia na região, como o fim da colheita da safra de arroz e soja também próximo ao fim, limitando o impacto nos empréstimos rurais (21% da carteira de empréstimos), a garantia dos empréstimos de pessoas físicas e a taxa de cobertura de 246% para do banco.

Entre os demais listados, o Banco do Brasil tem a maior exposição à região Sul, com 18% da carteira de empréstimos. Uma proteção para o BB nos empréstimos rurais é a alta penetração de seguros.

Para as seguradores, as mais expostas ao desastre no Rio Grande do Sul são a BB Seguridade (BBSE3), com 9% dos empréstimos na região Sul, seguida por CXSE3 (7%), BBDC4 e PSSA3 (5%).

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Recomendação do BofA para BBAS3, BBDC4 e mais

Mesmo diante deste cenário o BofA reforça que a recomendação de compra para as ações BBAS3 segue inalterada, ao preço-alvo de R$ 69.

Para as ações do Bradesco (BBDC4), o banco americano também mantém a posição neutra.

“Mantemos nossas classificações para bancos como o Banrisul e seguradoras inalteradas”, afirma o relatório desta semana.

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Camila Paim

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