Ibovespa: com Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR4), Santander seleciona as 10 ações preferidas para abril

O Santander divulgou novidades na sua carteira que traz as dez principais recomendações de ações para o Ibovespa. Em abril, a equipe do Santander retirou a Vivara (VIVA3) e incluiu o Grupo Mateus (GMAT3)

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Uma das justificativas para o banco retirar a Vivara da carteira de ações do Santander foram fatores que devem manter as ações pressionadas no curto prazo, como a recente alteração no cargo de Diretor Executivo da empresa, balanço do 4T23 abaixo do esperado e uma mensagem mais conservadora para o início de 2024.

“Por ora, optamos por excluir as ações da Vivara da Carteira Ibovespa + até que tenhamos um direcionamento mais claro da nova gestão, bem como a materialização da recuperação dos resultados”, afirma o Santander. 

Sobre a inclusão do Grupo Mateus (GMAT3), o banco vê a varejista oferecendo uma combinação atraente de crescimento estrutural  na região Norte/Nordeste, juntamente com ampla exposição às tendências atuais (cash & carry + inflação de alimentos). 

“Vemos as ações GMAT3 negociando a 17x P/L 2024E (vs. 22x para os pares listados), o que enxergamos como um bom ponto de entrada para investir no tema de varejo de alimentos/inflação, adicionado ao alto potencial de crescimento da empresa. Reiteramos nossa recomendação de “Compra” para o Grupo Mateus”, diz o Santander.

Além disso, o banco aumentou suas participações na Cyrela (CYRE3) e na Ultrapar (UGPA3) em 1 ponto percentual cada. Em contrapartida, reduziu as participações na Petrobras (PETR3) e na Vale (VALE3) em 1 ponto percentual cada, diminuindo de 12% para 11% em ambas as empresas.

Ibovespa: veja as 10 ações preferidas do Santander

  • Banco do Brasil (BBAS3): 10%
  • Cyrela (CYRE3): 8% 
  • Grupo Mateus (GMAT3): 8%
  • Itaú (ITUB4): 10% 
  • Multiplan (MULT3): 8% 
  • Petrobras (PETR3): 11% 
  • Rumo (RAIL3): 8% 
  • Sabesp (SBSP3): 9% 
  • Totvs (TOTS3): 8% 
  • Ultrapar (UGPA3): 9% 
  • Vale (VALE3): 11%

Ibovespa beirando 150 mil pontos em 2024? XP acha que sim

Em novo relatório acerca das suas projeções para o Ibovespa em 2024, especialistas da XP reiteraram sua expectativa de que o índice feche o ano nos 149 mil pontos. A tese é de que o Brasil ‘ficou para trás’ em relação a bolsas globais, que avançaram fortemente durante o primeiro trimestre do ano.

Os analistas ainda chamam atenção para o fato de que indicadores de rentabilidade das companhias do Ibovespa têm melhorado.

“Olhando para indicadores como dividend yield, ROE e margens, vemos que eles cresceram fortemente em 2022-2023, após o período da Covid. Mas apesar de terem reduzido recentemente e normalizado, ainda estão bem acima de suas médias históricas antes da pandemia”, diz a XP.

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Os especialistas ainda destacam que a bolsa brasileira tende a ser mais atrativa do que seus pares dos mercados emergentes.

Analisando os dados, porém, a XP aponta que com o crescimento da China e outros mercados asiáticos, o Brasil tem perdido espaço dentre mercados emergentes.

Em 2004, o Brasil representava 10% do índice MSCI de mercados emergentes e 50% da América Latina, enquanto a China tinha um peso de somente 5% e a Ásia tinha peso de 555 como um todo.

No contexto atual a participação do Brasil foi reduzida para 5% em mercados emergentes, enquanto a Ásia cresceu para 78%. Porém, o Brasil ganho espaço na América Latina, representando 60% deste mercado hoje.

Juntamente com isso, o descolamento do crescimento dos lucros com o desempenho da bolsa de valores também tem chamado a atenção.

“A temporada de resultados do 4T23 não foi tão forte, mas vimos uma melhora marginal em nomes domésticos, e o consenso está revisando as estimativas de lucro para cima. O Lucro Por Ação (LPA) para o setor de Consumo Discricionário já foi revisado para cima por mais de 20% nos últimos 6 meses”, observam os especialistas da casa.

“Neste ciclo atual de corte de juros, o Ibovespa está positivo mas ainda para trás de sua mediana histórica, As saídas de capital estrangeiro é uma das razões que explicam esse desempenho, como exploramos em nosso últimos relatório mensal. Quando olhamos os setores, vemos que os cíclicos domésticos são os que tem puxado o índice para baixo”, completam.

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Vinícius Alves

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