Ibovespa: Com minério em queda, CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) lideram baixas

Ibovespa: Com minério em queda, CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) lideram baixas
Com minério de ferro retomando o patamar de US$ 140, Ibovespa volta a cair - Foto: Divulgação

No último pregão, o Ibovespa, fechou o acumulado da semana em queda de 0,61%, aos 112.879,85 pontos, seguindo os mercados internacionais após a Ata do Fomc e de olho na tensão entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, o grande driver da bolsa foram as commodities o dólar – variáveis que influenciam diretamente nos resultados financeiros das empresas do Ibovespa.

Aas commodities, vale lembrar, são operadas pelas maiores companhias da bolsa, que somam participação em conjunto com os bancos.

Confira a seguir, as cinco maiores baixas do Ibovespa esta semana:

  1. Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3): -11,4%
  2. Gerdau Metais (GOAU4): -9,6%
  3. 3R Petroleum (RRRP3): -9,4%
  4. Gerdau (GGBR4): -9,08%
  5. Bradespar (BRAP4): -7,1%

CSN lidera quedas no Ibovespa

Influenciada pela queda das commodities, os papéis da CSN ocupam espaço entre as maiores baixas da semana.

Os papéis CSNA3 caem 11,40% na semana cotados a R$ 24,64.

O minério, commodity influente em questão, caiu de US$ 150 para US$ 140 em Dalian somente nesta semana, sendo o principal motivo das baixas da bolsa.

A queda se dá após o governo da China, país que é o maior consumidor da commodity no mundo, voltar a chamar atenção para as especulações que o envolvem a operação dos contratos.

Gerdau e Gerdau Metais caem com minério

Assim como a CSN, as companhias caem no Ibovespa com uma retração do minério.

Apesar disso, vale lembrar, alguns analistas alertam para uma queda ‘pontual’.

“De forma artificial, o governo chinês impôs taxas maiores nas negociações de contratos futuros e estabeleceu que irá aumentar a fiscalização nos portos”, explica Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

“Trata-se de uma tentativa de frear os preços mais altos e agora há o medo de que restrições e regulações voltem a ser feitas por Pequim”, acrescenta.

3R Petroleum

Sendo mais uma companhia influenciada pelas commodities, a 3R Petroleum vê uma queda no dólar e no Brent, qu saiu de US$ 96 para US$ 93, tocando na cotação de US$ 90 nos últimos pregões da semana.

Além disso, na quinta (17), a empresa confirmou a devolução da participação de 30% detida no bloco POT-M-475, localizado na Bacia Potiguar.

Há tendência de queda, da mesma forma, por conta do movimento da gestora Starboard Asset, do fundo de investimento em participações da empresa, que notificou uma venda de 22 milhões de ações.

Bradespar

As ações do braço de investimento do Banco Bradesco tiveram queda após o banco em questão reportar resultados que foram mal vistos pelo mercado mesmo ante uma melhora no setor financeiro.

Os números do resultado financeiro mostram uma retração de 3% no lucro, além de uma maior pressão nas margens por conta de custos operacionais.

“Apesar da Margem Financeira Bruta mais forte do que o esperado no trimestre, as maiores despesas e provisões compensaram seus ganhos, resultando em lucro líquido de R$ 6,6 bilhões, -4% abaixo de nossa estimativa e -2,7% abaixo do consenso Visible Alpha”, diz a XP Investimentos, sobre o balanço do Bradesco.

“A orientação do banco não foi tão positiva conforme a indicação fornecida durante o Dia do Investidor. Em suma, acreditamos que as ações do Bradesco podem sofrer no curto prazo devido à tendência operacional apresentada juntamente com a orientação para 2022″, diz o UBS BB.

Assim, a ação da companhia fechou a semana cotada a R$ 29,05, sendo a quinta maior queda do Ibovespa.

Eduardo Vargas

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