Mercado

Ibovespa quebra série de oito sessões em alta; Petrobras (PETR4) cai 2%

PETROBRAS (PETR4): BOLSONARO DEMITE JOAQUIM SILVA E LUNA / Petróleo DESABA com lockdown na China

Fechamento do Dia Ibovespa cai 0,29%, a 118,7 mil pontos, após oito ganhos seguidos O índice Bovespa inicia a última semana do mês acumulando ganho de 4,95% em março
Victória Anhesini
por Victória Anhesini

Ibovespa encerrou a segunda-feira (28) em queda de 0,29%, aos 118.737,78 pontos, com ajuste moderado após sequência de oito ganhos, a mais longa desde a virada de maio para junho passado. Hoje oscilou entre mínima de 118.060,65 e máxima de 119.444,42, saindo de abertura a 119.082,27. O giro foi de R$ 26,6 bilhões na sessão. No ano, o Ibovespa sobe 13,28%.

Assim como o Ibovespa, o dólar fez uma pausa após série de oito sessões de recuo frente ao real. O petróleo, por sua vez, teve forte queda, acima de 9%, com o Brent negociado na faixa de US$ 109 por barril no fim desta tarde, enquanto o mercado acompanha tanto os desdobramentos em torno do Leste Europeu, à espera de novas conversas marcadas para a terça entre os países em conflito, como também a ressurgência de casos de covid-19 na China, que recolocou Xangai em lockdown.

“Desde que a guerra começou, os preços das commodities têm ditado a dinâmica dos mercados como um todo, pelo efeito sobre a inflação global. O petróleo caiu, mas segue em patamar elevado”, diz Artur Schneider, responsável por produtos na Monte Bravo Investimentos, chamando atenção, nesta semana, tanto para a divulgação do PCE, métrica preferida do Federal Reserve para a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que será conhecido na quinta-feira, como para os dados atualizados, referentes a março, sobre o mercado de trabalho americano, na sexta-feira.

“O movimento de alta dos juros nos Estados Unidos pode prejudicar esse fluxo (para Brasil) adiante, mas por ora a diferença entre os nossos 11,75% de Selic e o nível de 0,25%/0,50% de juro básico nos Estados Unidos segue bastante significativa, mesmo considerando o nível de inflação nos dois países”, aponta Rachel de Sá, chefe de Economia da Rico Investimentos.

Ela observa também que o Ibovespa ainda se encontra no “maior patamar de desconto dos últimos 15 anos em relação à Bolsa americana”. “Para parte dos investidores estrangeiros, os preços baixos passam a compensar o risco de se investir por aqui, mesmo com os mesmos desafios domésticos observados no ano passado”, acrescenta a economista, destacando que a composição do mercado brasileiro, com 40% de empresas de commodities e 24% do setor financeiro, atrai a “dinheirama da gringa”.

Na agenda doméstica, a Receita Federal anunciou nesta segunda a arrecadação federal de fevereiro, a R$ 148,7 bilhões, abaixo da estimativa mediana do mercado (R$ 150,7 bilhões, pelo Projeções Broadcast), “mas praticamente em linha com a nossa projeção, de R$ 149,1 bilhões”, aponta em nota o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez. “Dessa forma, a arrecadação continua vindo em patamar bastante forte e, mesmo que seja por fatores conjunturais, pode ser importante para uma continuação dos resultados positivos fiscais que estamos observando desde 2021”, acrescenta.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, em sessão na qual as perspectivas de que tratativas diplomáticas possam resolver questões do conflito entre Ucrânia e Rússia. Por outro lado, os temores com a inflação e os movimentos nos rendimentos dos Treasuries, que chegaram a avançar durante a sessão, também foram monitorados. Nesta semana, investidores aguardam a publicação do índice de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) e do payroll (dado de emprego) dos Estados Unidos.

  • Dow Jones subiu 0,27%, em 34.955,89 pontos;
  • S&P 500 avançou 0,71%, a 4.575,52 pontos;
  • Nasdaq subiu 1,31%, a 14.354,90 pontos.

Na comparação semanal, o Dow Jones subiu 0,31%, o S&P 500 teve alta de 1,79% e o Nasdaq avançou 1,98%.

dólar à vista fecha em alta de 0,53%, a R$ 4,7726, depois de oscilar entre R$ 4,7360 e R$ 4,8190.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, 28, pressionados por preocupações com a demanda chinesa, após anúncio de novas restrições em Xangai por conta do avanço da covid-19. Além disso, o dólar subiu ante a maioria das moedas rivais, o que prejudica os preços do óleo que é cotado na divisa norte-americana.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para maio encerrou a sessão com perdas de 6,97% (US$ 7,94), a US$ 105,96. Já o barril do petróleo Brent para junho recuou 6,71% nesta segunda (US$ 7,88), a US$ 109,49, na Intercontinental Exchange (ICE).

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 28, em sessão na qual o mercado observa as perspectivas para a postura do Federal Reserve (Fed). Nos próximos dias, além de uma série de aparições públicas da autoridade, investidores estarão atentos à publicação do payroll dos Estados Unidos de março e do índice de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) do país. Hoje, o avanço do dólar, moeda na qual o ouro é cotado, pressionou os preços do metal.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril recuou 0,74%, a US$ 1.939,80 por onça-troy.

No Ibovespa hoje, a sessão foi favorável para o setor de frigoríficos, com as ações no ranking de maiores ganhos, beneficiadas pela interrupção da trajetória de queda do dólar.

Marfrig (MRFG3) liderou os ganhos, com alta de 4,02%, seguida de Minerva (BEEF3) que avançou 3,66% e BRF (BRFS3), com +2,29%, e JBS (JBSS3) subindo 1,64%.

Outro destaque positivo do dia foram Ambev (ABEV3), que ganhou 2,93%, e Assaí (ASAI3), com +2,53%.

Já no campo negativo, os papéis da Petrobras (PETR3, PETR4), que já sentiam queda do petróleo, aceleraram as perdas e fecharam em queda de 2,63% e 2,17%, respectivamente, após rumores sobre mudança no comando da estatal.

Quem liderou as maiores perdas foi Locaweb (LWSA3), com -4,57%, Copel (CPLE6) em segundo lugar, caindo 3,31%, Banco Pan (BPAN4) recuou 3,30%. O setor bancário fechou em queda também, com Santander (SANB11) registrando -1,52%, Banco do Brasil (BBAS3) caindo 0,96%, Bradesco (BBDC3, BBDC4) cedeu 0,43% e 0,49%, respectivamente e Itaú (ITUB4) caiu 0,07%.

Vale (VALE3) ficou em leve alta de 0,12%.

Maiores altas do Ibovespa:

Maiores baixas do Ibovespa:

Outras notícias que movimentaram a bolsa de valores

  • Bolsonaro vai demitir presidente da Petrobras (PETR4), diz jornal
  • Vale (VALE3) pretende investir US$ 4,36 bi até 2035 para descaracterizar barragens

Bolsonaro vai demitir presidente da Petrobras (PETR4), diz jornal

O presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar o comando da Petrobras (PETR4). Segundo reportagem do jornal O Globo, Bolsonaro resolveu demitir o general Joaquim da Silva e Luna nesta segunda (28) da presidência da estatal, depois de repetidas críticas ao aumento dos combustíveis feitas pelo governo e por parlamentares.

A revista Veja confirmou a informação sobre a demissão de Silva e Luna. Os papéis da Petrobras caíram assim que a notícia foi divulgada pela Veja e O Globo — a agência Reuters também confirmou a demissão — fecharam em queda forte, a 2,65%, na reta final de fechamento.

Bolsonaro deve anunciar a saída de Silva e Luna da Petrobras nas próximas horas, de acordo com a coluna Radar, da revista Veja. O novo presidente da estatal deverá ser Adriano Pires, do CBIE, Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Segundo o Radar, a indicação seria técnica e o nome de Pires é reconhecido pelo mercado como uma indicação de que não romperia com as transformações operacionais e financeiras que vem sendo executadas na companhia desde a metade da década passada. O perfil de Pires também ajuda a mitigar os efeitos oriundos deste novo possível movimento.

A notícia sobre a demissão de Silva e Luna já vinha sendo ventilada em Brasília desde o meio de março. No último dia 16, Bolsonaro havia considerado a possibilidade de demitir o presidente da Petrobras (PETR4), Joaquim Silva e Luna.

Em entrevista à TV Ponta Negra, afiliada do SBT no Rio Grande do Norte, Bolsonaro disse que todo mundo pode ser substituído se não estiver fazendo seu trabalho da melhor forma.

“Existe a possibilidade, todo mundo pode ser substituído se não estiver fazendo trabalho a contento. (…) Todos podem ser trocados por falha ou omissão”, disse Jair Bolsonaro, em entrevista.

A declaração do presidente foi feita em meio às tensões entre o governo federal e a Petrobras, após o reajuste dos preços dos combustíveis pela estatal. A maior preocupação do Planalto é de vque esses aumentos prejudiquem a imagem de Bolsonaro em ano eleitoral.

Na entrevista de 16 de março, Bolsonaro ainda elevou o tom das críticas à estatal. “A Petrobras se transformou em Petrobras Futebol Clube, clubinho que só pensa neles, jamais no Brasil. Até mesmo repasse para o gás de cozinha, impensável, fizeram também”, disse na entrevista gravada nesta quarta-feira no Palácio do Planalto e exibida no período da tarde.

“Para mim, é uma empresa que poderia ser privatizada hoje”, acrescentou Bolsonaro, reassumindo a tentativa de livrar o governo do ônus político do reajuste. “Não posso interferir. Se pudesse interferir, as decisões seriam outras.”

Intimada pela Justiça a se manifestar em ação que questiona o aumento nos preços dos combustíveis anunciado na semana passada, a Petrobras disse que a suspensão do reajuste poderá levar ao “desabastecimento” e ao “caos” no País.

Vale (VALE3) pretende investir US$ 4,36 bi até 2035 para descaracterizar barragens

Vale (VALE3) informou nesta segunda-feira (28) que pretende investir mais US$ 4,36 bilhões até 2035 – totalizando US$ 4,66 bilhões – para concluir o processo de descaracterização de outras 23 barragens, das 30 que estão no programa de eliminação de estruturas de armazenagens de rejeitos (TSFs, na sigla em inglês) a montante.

Segundo apresentação enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2021 foram sete barragens eliminadas, a um custo aproximado de R$ 300 milhões.

Neste ano, a Vale prevê o desmonte de outras cinco estruturas. São elas, ao valor estimado de R$ 400 milhões:

  • a barragem de Baixo João Pereira, em Congonhas (MG),
  • o dique auxiliar da barragem B5, na Mina Águas Claras, em Nova Lima (MG),
  • os diques 3 e 4 do Sistema Pontal e
  • barragem Ipoema, em Itabira (MG).

As obras mais demoradas ficam na mina de Fábrica, no Complexo de Paraopeba, região central de Minas Gerais (MG) e devem ser concluídas só em 2035. Segundo a companhia, “as estruturas com maior prazo são aquelas de maior risco, mais complexas e que envolvem um volume de rejeitos maior”.

Em fevereiro, a Vale havia protocolado pedido à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), em Minas Gerais, e também à Agência Nacional de Mineração (ANM) para estender o prazo para descaracterização das barragens.

De acordo com a companhia, o pedido foi feito “em razão da inviabilidade técnica para o cumprimento dos prazos, devido principalmente às ações necessárias para aumentar a segurança diante da complexidade das obras, que representam aumento de riscos para as estruturas”.

Inicialmente, as 30 obras deveriam ser desmontadas até 2029.

Para a XP Investimentos, em relatório, “o foco contínuo na melhoria da governança para gestão de riscos, juntamente com os esforços para assegurar um desempenho sustentável em Saúde & Segurança, está impulsionando a Vale nos avanços da agenda ESG”.

“Acreditamos que esse progresso deverá ajudar na reclassificação das ações da empresa, apesar de vermos um longo caminho a percorrer para alcançar práticas ESG de alto nível”, adicionou.

A corretora disse que mantém recomendação de compra para os papéis da Vale, ao preço-alvo de R$ 97,00 por ação, potencial de valorização de 2% em relação ao fechamento de ontem.

Segundo relatou de Webinar ESG promovido pela companhia, o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, destacou que a companhia está caminhando para a redução de riscos com segurança, principalmente no que se refere a

  1. eliminação das barragens;
  2. aprimoramento e aplicação das melhores práticas de governança, como vinculação da remuneração dos executivos às metas de Saúde e Segurança, Risco Operacional e VPS; e
  3. redução da dependência de rejeitos.

“No entanto, a descaracterização é um processo longo e complexo e não deve ser apressado, evitando qualquer acidente no caminho”, completou a corretora.

Desempenho dos principais índices

Além do Ibovespa, confira o fechamento dos principais índices da bolsa hoje:

  • Ibovespa hoje: -0,29%
  • IFIX hoje: -0,04%
  • IBRX hoje: -0,30%
  • SMLL hoje: -0,49%
  • IDIV hoje: -0,62%

Cotação do Ibovespa nesta sexta (25)

Ibovespa fechou o pregão da última sexta-feira (25) em alta de 0,02%, aos 119.081,13 pontos.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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28.03.2022 22:37

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28.03.2022 22:37

Radar: mudança na presidência da Petrobras (PETR4), joint venture de Ambipar (AMBP3) e Minerva (BEEF3), ABC Brasil (ABCB4) pagará R$ 68,9 mi em JCP

Veja as últimas notícias que movimentaram o mercado

28.03.2022 22:37

Energisa (ENGI11): Cade aprova sem restrições compra de 100% da Gemini

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de 100% da Gemini pela Energisa (ENGI11). A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União(DOU) desta segunda-feira, 28.

A operação foi anunciada pelas empresas em 17 de fevereiro. Segundo FR divulgado na época, o valor da transação será de R$ 0,353037 por ação, considerando a assunção do endividamento líquido de R$ 1,7 bilhão da adquirida.

A Gemini é detentora de 85,04% e 83,33%, respectivamente, de duas concessionárias de transmissão na região Norte que interligam importantes sistemas de geração como Tucuruí e Xingu a centros de consumo do Pará e Amapá, e de 100% de uma transmissora na região Sudeste que faz a ligação entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Com Estadão Conteúdo

28.03.2022 17:27

Ibovespa fecha em baixa de 0,29%, aos 118.737,78 pontos, após 8 sessões de altas consecutivas, depois de oscilar entre 118.060,65 e 119.444,42

Volume financeiro soma R$ 26,6 bilhões

28.03.2022 17:27

Dólar à vista fecha em alta de 0,53%, a R$ 4,7726, depois de oscilar entre R$ 4,7360 e R$ 4,8190

28.03.2022 15:56

Dólar comercial sobe 0,31%, a R$ 4,761

28.03.2022 15:56

Ibovespa cai 0,45%, aos 118,5 mil pontos, puxada pela queda das commodities

O Ibovespa hoje, às 15h48, opera em queda de 0,45%, aos 118.545 pontos. As perdas interromperam uma sequência de oito pregões de alta, em meio a uma forte queda das commodities provocada por novos lockdowns na China.

As ações da Marfrig (MRFG3) lideram as maiores altas do dia, subindo 3,97%, seguidas pela Minerva (BEEF3) que sobe 3,07%. BRF (BRFS3) perdeu a força durante a tarde e passa avançar 1,88%. O setor de frigoríficos é impactado positivamente pela alta do dólar.

Já no campo oposto, Locaweb (LWSA3) e Banco Pan (BPAN4) vão caindo, respectivamente, 4,87% e 3,68%. A expectativas para inflação subiram na última pesquisa Focus, com isso ações expostas a alta da inflação e da curva de juros vem sendo prejudicadas durante o pregão.

28.03.2022 12:48

Superintendência do Cade aprova ato de concentração entre Energisa (ENGI11) e Gemini

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o ato de concentração entre a Energisa (ENGI11) e a Gemini Energy. O despacho está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28).

Segundo o parecer da operação disponibilizado pelo Cade, a transação consiste em uma aquisição de controle, por meio da qual haverá a aquisição de 100% das ações de emissão da Gemini pela Energisa, sendo que 75% pertencem ao Power FIP e 20% ao Perfin Apollo 14. Outros 5% estão em tesouraria.

De acordo com as informações da operação, atualmente 100% das ações de emissão da Gemini são detidas pelo Power Fundo de Investimento em Participações Infraestrutura (Power FIP), fundo pertencente ao Grupo Starboard, e pelo Perfin Apollo 14 Fundo de investimento em participações infraestrutura (Perfin Apollo 14).

O documento informa ainda que, para o Grupo Energisa, a operação está alinhada à sua estratégia de trazer sinergias operacionais para a base de ativos do grupo. Já para o Grupo Starboard, “a operação está alinhada ao seu propósito de gestão de fundos de investimento e atividades de compra, reestruturação e venda de ativos através dos fundos geridos”.

A Superintendência do Cade informou que a operação está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

(Com informações do Estadão Conteúdo)

28.03.2022 12:48

Dólar amplia valorização com sinais divergentes do Fed e BC

O dólar comercial sobe 1,09% às 12h45, a R$ 4,798. O mercado está precificando os sinais divergentes do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro e a alta do dólar no exterior, favorecida ainda pela queda do iene em meio à recompra de títulos pelo BC japonês, o que estimula migração de investidores para a moeda americana.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

28.03.2022 12:44

Ibovespa reduz queda com NY, mas petróleo e Campos Neto seguem no radar

Após mínimas, o Ibovespa hoje reduziu um pouco o ritmo de queda, à medida que as bolsas em Nova York testavam alta (exceto Dow Jones). O índice perde 0,57%, aos 118.397 pontos, próximo das 12h40.

Além do recuo das ações da Petrobras (PETR4), de 1,92%, com a queda intensa do petróleo, papéis do setor financeiro também cedem.

Segundo o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em entrevista à Band, deixou claro que rumo tomará. Campos Neto reiterou que o ciclo de aperto monetário vai terminar em maio, com a Selic a 12,75% ao ano, embora não tenha fechado totalmente a porta. “Com a intenção do BC de parar de subir os juros e com petróleo caindo, tira um pouco a pressão sobre a inflação, o que pode ajudar a diminuir o fluxo para cá”, avalia.

Além disso, a possibilidade de um Federal Reserve mais agressivo tende a reforçar a expectativa de realocação de recursos para os EUA. “Minha percepção é de que não tem muito espaço para um dólar barato.”

(Com informações do Estadão Conteúdo)

28.03.2022 11:36

Veja os títulos do Tesouro Direto nesta segunda-feira

28.03.2022 11:32

Dólar sobe 1,3% após cair quase 8% ante real

Após oscilar sem direção única nos primeiros negócios, o dólar passou a subir e registrou máxima nesta segunda-feira (28) a R$ 4,80 no mercado à vista. O mercado de câmbio ajusta posições diante da alta do dólar ante pares principais e grande parte das divisas emergentes e ligadas a commodities no exterior. O mercado de câmbio realiza lucros também, após o dólar acumular perdas de quase 8% em março até a ultima sexta-feira, com relatos de ingressos de fluxo de capitais estrangeiros.

Às 11h32, o dólar hoje subia 1,38%%, a R$ 4,80. O dólar futuro para abril ganhava 0,75%, a R$ 4,7865.

Os investidores precificam discursos mais hawkish de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), apontando para possíveis altas mais agressivas de juros nos EUA nas próximas reuniões deste ano. Hoje, o presidente do Banco Central da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, apontou choque inflacionário no país, com salto dos preços de energia e sinais de desaceleração do crescimento. “A inflação está ganhando força, em detrimento da produção. Nas atuais circunstâncias, é adequado apertar a política monetária“, afirmou.

28.03.2022 10:22

Ibovespa abre estável aos 119 mil pontos; petroleiras despencam

Ibovespa hoje  abriu em leve alta, mas nos primeiros minutos reverteu para baixa de 0,01% aos 119.069 pontos.

O índice lida com um cenário internacional majoritariamente positivo, porém muitas movimentações nos negócios com commodities.

Com a agenda econômica relativamente vazia, a queda do petróleo de 6% no Brent é o que move o mercado.

A Petrobras (PETR4) cai 2% ante 4% da PetroRio (PRIO3).

Na outra ponta, as mineradoras e os frigoríficos performam bem, com a Gerdau (GGBR4) e a BRF (BRFS3) liderando o índice, em altas de 2% e 3%, respectivamente.

28.03.2022 10:00

Papéis brasileiros operam mistos no exterior

No pré-mercado americano, o EWZ – ou “Ibovespa dolarizado” -, principal ETF brasileiro negociado nos EUA, recua 0,40%.

Em Nova York (EUA), os recibos de ações (ADRs) da Vale (VALE3), maior empresa aberta brasileira, operam estáveis. Já os recibos de ações da Petrobras (PETR4) operam com perdas de 1,43%.

28.03.2022 10:00

Perspectiva de fim do conflito tira pressão do mercado de commodities

A perspectiva de uma saída diplomática para a guerra na Ucrânia tira pressão do mercado de commodities, que, com exceção do mercado de minério de ferro, opera em queda nesta segunda-feira (28).

A cotação do petróleo opera em queda nesta segunda-feira (28), reflexo da quarentena, decretada pelo governo chinês, a fim de conter o avanço da covid-19 em Shangai. O barril do petróleo Brent tem desvalorização de 4,91% hoje, cotado a US$ 114,75, enquanto o barril de petróleo WTI opera em queda de 4,97%, a US$ 108,26.

No mercado de metais, o minério de ferro tem valorização de 4,44%, e é comercializado a US$ 136,57. O cobre, usado na fabricação de eletrônicos, tem desvalorização de 0,22% e o ouro, de 0,56%.

Entre as commodities agrícolas, o milho tem desvalorização de 1,76%, o trigo de 4,26% e a soja, de 1,27%.

28.03.2022 09:38

No Japão, iene atinge menor nível ante dólar desde 2015 após intervenções do BoJ

O iene atingiu o menor nível frente ao dólar em cerca de seis anos nesta segunda-feira, 28, após o Banco do Japão (BoJ) intervir por meio de leilões para evitar que os juros de bônus do governo japonês (JGBs) subam acima da meta.

O BoJ fez duas ofertas hoje para comprar volumes ilimitados de JGBs com vencimentos entre 5 e 10 anos, após o rendimento do JGB de 10 anos alcançar 0,25% durante a madrugada, seu maior patamar desde janeiro de 2016.

Não houve demanda no primeiro leilão, mas o BC japonês comprou 64,5 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,2 bilhões) em JGBs na segunda oferta.

Entre terça e quinta-feira, o BoJ fará mais leilões de compra de JGBs de 10 anos, a uma taxa fixa de 0,25%. Pela política monetária do BoJ, a meta do juro do JGB de 10 anos é de cerca de 0%.

A iniciativa do BoJ aumenta as chances de que a diferença entre os juros dos EUA e do Japão se amplie. Além da divergência de política entre os dois países, o crescente déficit comercial japonês, que se deve em parte ao salto nos preços do petróleo, está ajudando a enfraquecer o iene, segundo o estrategista-chefe de mercado do Aozora Bank, Akira Moroga.

28.03.2022 09:38

Inflação da construção acelera a 0,73% em março

O Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC-M acelerou a 0,73% em março, de 0,48% em fevereiro, informou a FGV.

A alta acumulada em 12 meses pelo indicador, porém, arrefeceu de 13,04% para 11,63%. O avanço do INCC-M foi puxado pelo componente de Mão de Obra, que acelerou a 1,12% em março, de 0,19% em fevereiro. Já o índice de Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,75% para 0,37%.

28.03.2022 09:35

Cesp/Aura Energia tem prejuízo de R$ 52 milhões

Segundo o balanço da Cesp (CESP6), agora chamada de Auren Energia (AURE3), a companhia teve prejuízo líquido de R$ 52,1 milhões no quarto trimestre de 2021.

O resultado reverte o lucro líquido de R$ 1,59 bilhão de um ano antes.

Segundo o resultado da Cesp, a receita foi de R$ 638,7 milhões no trimestre, alta de 28% na comparação com o mesmo período de 2020.

Já o Ebitda da companhia somou R$ 204,1 milhões, queda de 26% ante o 4T20.

28.03.2022 09:35

Cesp (CESP6) passa a ser negociada na B3 como Auren Energia (AURE3)

A partir desta segunda-feira (28), a Companhia Energética de São Paulo, a Cesp (CESP6), deixa de ser negociada na B3 com este nome e ticker e passa a ser a Auren Energia sob o código (AURE3).

Segundo o fato relevante da Cesp, divulgado na semana passada, este nome é resultado do processo de reorganização societária iniciado em outubro de 2021, que visa a criação de uma plataforma líder em energia renovável no Brasil.

A Auren nasce da combinação dos ativos de energia da Votorantim S.A. e Canada Pension Plan Investment Board. As ações da Auren serão listadas, sob o ticker AURE3, no segmento do Novo Mercado da B3. O início da negociação está marcado para a hoje.

28.03.2022 09:34

Ânima (ANIM3() tem prejuízo de R$ 152,9 milhões no 4T21

A Ânima Educação (ANIM3) anotou um prejuízo líquido de R$ 152,9 milhões no 4T21, alta de 61,4% no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando a companhia teve prejuízo de R$ 94,7 milhões.

Segundo o balanço da Ânima, a receita da empresa foi de R$ 848,5 milhões no trimestre, resultado 125,7% acima da receita de R$ 375,9 milhões de um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 159,2 milhões,  alta de 143,1% em relação ao Ebitda de R$ 65,5 milhões em igual período do ano anterior.

28.03.2022 09:30

Enauta (ENAT3) conclui perfuração de poço

A Enauta (ENAT3) concluiu a perfuração do poço exploratóriono BlocoSEAL-M-428 (prospecto Cutthroat), denominado 1-EMEB-3-SES.

“Embora não tenha sido constatada a ocorrência de hidrocarbonetos nesse poço, o Consórciorealizará estudos complementares, integrando os dados amostrados à sua interpretação geológica regional, de forma a atualizar sua visão quanto ao potencial exploratório dos blocos situados em águas ultraprofundas na Bacia Sergipe-Alagoa”, diz a petroleira.

A companhia possui 30% de participação em nove blocos na Bacia de Sergipe-Alagoas.

28.03.2022 09:24

Ibovespa futuro abre em leve alta

O Ibovespa futuro abre em alta de 0,14% em consonância com os mercados internacionais. No último pregão o índice fechou cotado a 119 mil pontos, em estabilidade.

Nos EUA, o Dow Jones sobe 0,1% ante alta de 0,17% do S&P. Na Europa, altas em maior escala, com 2% na Alemanha.

A agenda econômica se mantém vazia na manhã de hoje, com o Boletim Focus sendo divulgado somente às 10h.

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