Ibovespa cai com tombo de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), mas segura os 170 mil pontos

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (24) em queda de 0,44%, aos 170.506,66 pontos, pressionado pelo forte recuo das commodities e pela realização de lucros em ações de peso do índice. O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a máxima de 171.342,05 pontos e a mínima de 169.668,34 pontos, enquanto o volume financeiro somou R$ 27,05 bilhões.

O mercado reagiu à forte queda do petróleo, que recuou pelo terceiro pregão consecutivo diante dos sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento atingiu diretamente as ações da Petrobras (PETR4), uma das empresas com maior peso na composição do índice.

Para Fabio Louzada, economista, planejador financeiro e fundador da B7 Business School, a sessão foi marcada por um movimento de realização após o alívio geopolítico no Oriente Médio.

“O mercado brasileiro teve uma sessão de realização nesta quarta. Com a queda do petróleo embalada pela diminuição das preocupações em relação à navegação no Estreito de Ormuz, caem também petrolíferas como Petrobras, PRIO, PetroRecôncavo e Brava Energia. A queda de Vale e mineradoras também contribui para a baixa de hoje do Ibovespa”, afirma.

Segundo o especialista, o ambiente internacional continua limitando o apetite por risco. “Sem dúvidas, a percepção de que o ciclo de juros globais continuará restritivo por mais tempo reduz o apetite por ativos de risco em mercados emergentes e favorece a migração de capital para títulos americanos”, destaca.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: R$ 5,2350
  • Variação: +0,92%
  • https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/06/Lead-Magnet-01-Dkp_-1420x240-—-LEAD-png.webp

Na avaliação de Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, a moeda americana foi beneficiada pela combinação entre a valorização global do dólar e a queda das commodities.

“O dólar sobe frente ao real, pressionado pela força global da moeda americana e pela queda do petróleo pelo terceiro pregão consecutivo. O Brent recua mais de 4%, para abaixo de US$ 74, refletindo a normalização gradual do Estreito de Ormuz após o acordo provisório entre EUA e Irã”, afirma.

Fechamento das bolsas americanas

  • Dow Jones: +0,89%
  • S&P 500: +0,96%
  • Nasdaq: +0,94%

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Os índices americanos avançaram em movimento de recuperação após as perdas registradas na sessão anterior, enquanto investidores aguardam novos dados de inflação e atividade econômica nos Estados Unidos.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas

  • C&A (CEAB3): +8,87%
  • Cyrela (CYRE3): +4,17%
  • Assaí (ASAI3): +4,16%
  • Vivara (VIVA3): +3,52%

Maiores baixas

  • Petrobras (PETR4): -2,64%
  • https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Ebook-Acoes-Desktop.webp

  • Petrobras (PETR3): -2,68%
  • Vale (VALE3): -2,08%
  • Santander (SANB11): -1,38%

Apesar da queda do índice, ações ligadas ao consumo, varejo e construção civil tiveram desempenho positivo, beneficiadas pelo fechamento da curva de juros. “Com a queda dos juros futuros, sobem na bolsa ações de empresas de consumo, varejo e construção como C&A, Cyrela, Cury e Assaí”, observa Louzada.

Os investidores agora voltam as atenções para a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central e para o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) dos Estados Unidos, considerado o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de terça-feira (23), foi de 171.258,87 pontos, com alta de 0,52%.

Maíra Telles

Compartilhe sua opinião