Ibovespa esboça alta consistente após Copom, mas perde força e fecha com leve avanço; Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) ficam no positivo

O Ibovespa encerrou as negociações desta quinta-feira (20) em leve alta, após subir mais de 1% no início da sessão e perder força durante a tarde. O principal índice acionário da bolsa brasileira avançou 0,15%, aos 120.445,91 pontos.

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Durante a sessão, o índice Bovespa oscilou entre a mínima de 120.156,30 pontos e a máxima de 121.606,64 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$ 21,60 bilhões.

As ações da Petrobras contribuíram para a variação positiva do indicador e encerraram o pregão em alta: Petrobras ON (PETR3) avançou 2,02%, a R$ 38,40, enquanto Petrobras PN (PETR4) subiu 1,59%, a R$ 36,50.

Os ganhos dos papéis da petrolífera acompanharam a variação positiva do petróleo no exterior. O WTI para julho avançou 0,74%, a US$ 82,17, enquanto o Brent para agosto subiu 0,75%, a US$ 85,71. 

As ações da Vale (VALE3) também encerraram em alta, na contramão da queda do minério de ferro no mercado chinês. Os papéis da mineradora avançaram 0,90%, a R$ 61,40.

Por outro lado, as varejistas encerraram a sessão de forma mista, em meio ao clima de cautela do mercado após a decisão do Copom. Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) aparecerem entre os destaques negativos do dia, com baixa de 3,70%, a R$ 10,67.

O que movimentou o Ibovespa hoje?

O mercado brasileiro iniciou esta quinta-feira com bom humor após a decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, ao longo da sessão, o Ibovespa foi perdendo força e reduzindo os ganhos.

“Existia uma certa dúvida, principalmente em torno de como votariam os membros do Copom. Na minha opinião, a unanimidade trouxe um certo alívio em alguns vencimentos de juros futuros. Em outros, nem tanto. Ou seja, acredito que a incerteza com o que vem após Roberto Campos Neto no BC e como será conduzido o processo de definição da Selic continua sob suspeita do mercado de forma geral”, explica Anderson Silva, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital.

Os investidores acompanharam também as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a decisão do Banco Central. “Foi uma pena que o Copom manteve, porque quem está perdendo com isso é o Brasil, é o povo brasileiro. Porque quanto mais a gente pagar de juros, menos dinheiro a gente tem para investir aqui dentro. Isso tem que ser tratado como gasto”, disse Lula.

“A decisão do Banco Central foi investir no mercado financeiro, foi investir nos especuladores que ganham dinheiro com juros. Nós queremos investir na produção”, completou o mandatário.

Além disso, as incertezas envolvendo o cenário fiscal no País seguem reforçando o clima de cautela do mercado. Nesta tarde, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também comentou sobre a decisão de política monetária do BC e ressaltou o compromisso do governo com as questões fiscais. 

“Acredito que na próxima reunião do Copom possa reduzir, porque depende dos juros americanos. Acho que tem uma tendência lá fora de os juros americanos caírem. Então caindo os juros nos EUA e ficando mais claro, como tenho convicção, o compromisso com a questão fiscal no Brasil, achamos que a tendência vai ser retomar a queda de juros, que é necessária”, declarou o vice-presidente após a participação de um evento em Joinville, em Santa Catarina.

A alta do dólar também segue refletindo nos papéis da bolsa brasileira. “No campo negativo, figurinhas repetidas como Azul (AZUL4), MRV (MRVE3) e Carrefour (CRFB3) continuam seu movimento de queda. O dólar alto prejudica companhias aéreas e com isso vemos a Azul sofrendo hoje”, diz o sócio da GT Capital.

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Cotação do dólar

O dólar comercial encerrou em alta pela quinta vez consecutiva diante do real, acompanhando a variação positiva da divisa norte-americana em comparação com as principais moedas do mundo. O dólar hoje avançou 0,38%, negociado a R$ 5,462 na venda e R$ 5,462 na compra.

Durante a sessão, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,386 e a máxima de R$ 5,469.

“A saída de dólares do país segue forte e isso reflete na cotação da moeda e também no volume de negociação do nosso mercado, que tem encolhido muito ao longo deste ano. Os investidores estrangeiros estão movendo seus recursos de risco para outros países emergentes que demonstram melhores perspectivas do que o Brasil”, explica Silva. 

Bolsas nos EUA fecham mistas 

Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a sessão desta quinta-feira de forma mista, após um dia sem negociações por conta do feriado de Juneteenth. Durante o dia, o S&P 500 chegou a atingir uma máxima histórica, mas reverteu o sinal e encerrou o dia no vermelho.

  • Dow Jones: +0,74%, aos 39.123,10 pontos;
  • S&P 500: -0,25%, aos 5.473,23 pontos;
  • Nasdaq: -0,79%, aos 17.721,59 pontos.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Última cotação do Ibovespa

Ibovespa encerrou as negociações da última quinta-feira (20) em alta de 0,94%, aos 121.389,72 pontos. 

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Giovanna Oliveira

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