HTMX11 divulga resultado de R$ 2,88 milhões e paga menor dividendo desde setembro

O fundo de investimento imobiliário HTMX11 encerrou dezembro com resultado de R$ 2,887 milhões, sustentado por receitas operacionais de R$ 3,513 milhões e despesas de R$ 626 mil. A gestão anunciou distribuição de R$ 1,25 por cota, o menor patamar em quatro meses, refletindo a combinação de sazonalidade do setor e ajustes de caixa. Apesar da pressão na reta final do ano, a dinâmica operacional seguiu resiliente, com indicadores hoteleiros sólidos e apoio de eventos na capital paulista.

Em novembro, o relatório do FII HTMX11 registrou melhora do mercado hoteleiro, impulsionada pela demanda corporativa e por um calendário robusto de eventos. A corrida de Fórmula 1, que reuniu mais de 300 mil pessoas em três dias, elevou a ocupação e fortaleceu a precificação dos ativos, favorecendo tarifas e margens. Shows e atividades culturais complementaram o movimento, mantendo o desempenho em patamar satisfatório ao longo do período.

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No recorte quinzenal, a primeira metade de dezembro foi beneficiada por reuniões corporativas e encontros de fechamento de ciclo, garantindo ocupação saudável e tarifas adequadas. Já a segunda quinzena sentiu a desaceleração típica do recesso, com menor tração das atividades empresariais. Em janeiro de 2026, a administração reportou início mais fraco, em linha com as férias, mas com recuperação nas semanas finais.

Em continuidade à estratégia de desinvestimentos, o fundo vendeu três unidades hoteleiras em dezembro: uma no Gran Estanplaza, uma no Innside by Meliá São Paulo Iguatemi e uma no Intercity Paulista. As alienações somaram receita bruta de R$ 1,449 milhão e resultaram em lucro líquido de R$ 1,238 milhão após taxa de performance, equivalente a R$ 0,4287 por cota. Desde o começo do ciclo, o fundo HTMX11 já comercializou 596 unidades, acumulando R$ 46,38 por cota amortizada.

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A carteira iniciou janeiro de 2025 com 752 unidades distribuídas em 19 hotéis, preservando diversificação e liquidez para novas oportunidades. Nos indicadores operacionais, a receita de locação de dezembro (referente a novembro de 2025) atingiu R$ 6.172 por apartamento, queda de 6% ante 2024. A taxa de ocupação chegou a 74% (+2 p.p.), enquanto a diária média avançou 2%, para R$ 693, o maior nível de 2025.

Como resultado, o RevPAR atingiu R$ 512, alta de 5% na comparação anual, superando os R$ 488 do ano anterior. O conjunto de métricas indica resiliência operacional, ainda que a distribuição tenha recuado no curto prazo. A perspectiva para o HTMX11 combina gestão ativa de portfólio, ganhos de precificação em momentos de maior demanda e disciplina na execução de desinvestimentos.

Redação Suno Notícias

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