Fundos de renda fixa têm a maior captação líquida positiva do ano em agosto, de R$ 41 bilhões

Fundos de renda fixa têm a maior captação líquida positiva do ano em agosto, de R$ 41 bilhões
Renda fixa. Foto: Pixabay

Em agosto, investidores sacaram R$ 176,1 milhões dos fundos de ações, segundo dados da Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Por outro lado, os fundos de renda fixa tiveram a maior captação líquida positiva do ano, de R$ 41 bilhões.

Enquanto o aumento do risco político e fiscal, a queda do PIB brasileiro e pressões inflacionárias abalaram o mercado de fundos de ações, o movimento de alta dos juros somado à maior aversão ao risco por parte dos investidores alavancou a captação dos fundos de renda fixa.

A Anbima também destaca que o desempenho negativo do Ibovespa no mês, perda de 2,48%, influenciou no movimento de resgaste da categoria de ações. Dos 12 tipos de fundos de ações segmentados pela Anbima, sete encerraram agosto no negativo.

Apesar dos saques, a captação líquida da indústria de fundos, que considera multimercados, ações, renda fixa e outros, fechou o mês com saldo positivo de R$ 38 bilhões: R$ 903,8 bilhões de aportes – R$ 865,8 bilhões de resgates.

A categoria de ações segue com captação líquida de R$ 9,2 bilhões no acumulado do ano.

“Os fundos de ações têm demonstrado bons resultados em 2021. Mesmo com as quedas do Ibovespa, eles somam R$ 9,2 bilhões de captação líquida positiva em 2021 e o patrimônio líquido representa 10% de toda indústria de fundos”, explica Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Os fundos de ações de investimento no exterior (permitem aplicação de mais de 40% da carteira em ativos no exterior), são o destaque da categoria. Eles acumulam uma entrada líquida de R$ 24,8 bilhões em 2021.

Fundos de renda fixa crescem

Em agosto, a categoria dos fundos de renda fixa teve a melhor performance da indústria, com captação líquida positiva de R$ 41 bilhões – por enquanto a maior do ano.

Um único aporte de R$ 37 bilhões contribuiu com o resultado. No acumulado de 2021, os fundos de renda fixa apresentam entrada líquida de R$ 192,2 bilhões.

Segundo Rudge, a tendência é que esses fundos ganhem mais destaque nos próximos meses em detrimentos dos fundos de ações. “Com a expectativa da alta de Selic, é natural uma maior busca dos investidores pelos fundos de renda fixa”, afirma o diretor da Anbima.

Além dos fundos de renda fixa, os ETFs (Exchange Traded Funds) também se destacaram em agosto: tiveram a maior captação líquida da classe do ano, de R$ 2,5 bilhões.

Os resultados positivos também são sentidos no acumulado de 2021. Segundo a Anbima, a categoria alcançou R$ 4,4 bilhões em captação líquida de janeiro a agosto de 2021. A soma só perde para o resultado obtido em 2019, quando a entrada líquida foi de R$ 7,8 bilhões.

O desempenho desses fundos vem acompanhado de maior interesse dos investidores, segundo a associação. De janeiro a julho, o número de contas de ETFs saltou 56%, totalizando 562 mil para 47 fundos disponíveis no mercado.

Rentabilidades dos fundos em agosto

Os fundos multimercado (que focam em riscos específicos, por exemplo, commodities, futuro de índice etc.) tiveram a melhor rentabilidade em agosto: 0,73%.

Todos os fundos de ações fecharam no negativo, exceto o tipo ações setoriais (que investe em empresas de um mesmo setor), que encerrou com 0,04%.

Na classe de renda fixa, o destaque foi o de duração baixa de crédito livre (que aplica em ativos de renda fixa e pode manter mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco) com 0,58%.

Monique Lima

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