Apesar da alta da Selic, fundos imobiliários permanecem mais atrativos que títulos públicos, diz XP

Apesar da alta da Selic, fundos imobiliários permanecem mais atrativos que títulos públicos, diz XP
Imóveis. Foto: Pixabay

Na análise da XP Investimentos, a alta da taxa básica de juros (Selic) não altera a visão construtiva dos Fundos Imobiliários (FIIs). Portanto, os ativos permanecem atrativos. Para confirmar, a corretora comparou o título do Tesouro Direto de longo prazo com o índice de FIIs, o IFIX.

“Ao compararmos o dividend yield médio do índice dos fundos imobiliários, que está hoje em aproximadamente 9,0%, com juros reais de longo prazo (NTNB com vencimentos longos, nesse caso NTNB 2035), o prêmio de risco ainda permanece em patamares saudáveis, em aproximadamente 4,3 ponto percentual (p.p)”. Vale lembrar que o NTBN 2035 é comercializado como Tesouro IPCA+ 2035.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Selic para 6,25% e indicou outro aumento na mesma magnitude para a próxima reunião. Os economistas da corretora estimam que a taxa deve aumentar até atingir o patamar de 8,0% a.a. no final do ano.

A alta da taxa básica faz com que a demanda por imóveis e o acesso a credito imobiliário fique mais restrito. Dessa forma os preços dos ativos no mercado imobiliário em geral ficam mais deprimidos. Mas, segundo a XP, os FIIs permanecem atrativos.

“Apesar do cenário macro desafiador, os Fundos Imobiliários continuam uma excelente alternativa para investidores que se interessam pelo mercado imobiliário e que buscam renda e valorização do seu patrimônio”, analisa a XP.

Na linha do tempo, fundos imobiliários são mais interessantes que título público

Além disso, a corretora ressalta que ao comparar a média do spread entre IFIX e o título público com vencimento em 2035 desde janeiro de 2018 com a curva de evolução do spread, o prêmio atual está em patamares atrativo, com uma diferença aproximada de 1,6 p.p. Confira o gráfico:

“As incertezas sobre a economia brasileira cresceram com o aumento do risco fiscal e político, além da crise hídrica. A pressão sobre a inflação corrente está se mostrando mais persistente e disseminada. Esse cenário de incertezas não só aumenta o custo de capital como o ‘prêmio de risco’ dos ativos em geral, incluindo os fundos imobiliários. Na nossa visão, a alta da Selic nesses patamares não altera nossa visão construtiva dos fundos imobiliários“, concluiu o relatório.

Poliana Santos

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