EUA retiram medida de fiscalização de impostos do pacote de infraestrutura

EUA retiram medida de fiscalização de impostos do pacote de infraestrutura
Obrigatoriedade e exigência de vacina e máscara foram motivo de discussão entre Biden e Ron DeSantins, que barrou obrigatoriedade de máscaras nas escolas - Foto: Reprodução Instagram

Os congressistas americanos abandonaram nesta segunda (19) a ideia de incluir no pacote de infraestrutura bipartidário de US$ 1 trilhão a medida do aumento da fiscalização sobre a coleta de impostos da Receita Federal, após ampla rejeição do Partido Republicano.

Segundo o senador republicano Rob Portman, de Ohio, seus correligionários resistem a dar mais poder de fiscalização de impostos ao governo. Isso lançou uma nova incerteza sobre o financiamento do plano dias antes de uma votação planejada no Senado pelos líderes do Partido Democrata.

Republicanos e democratas passaram semanas tentando negociar um acordo para o pacote de infraestrutura, mas tiveram dificuldades para tomar uma decisão sobre como cobrir os custos dos investimentos e, ao mesmo tempo, minimizar o impacto sobre o déficit federal — que atingiu níveis recordes nos últimos anos, devido a grandes cortes de impostos e gastos relacionados à pandemia de covid-19.

Votação do pacote na quarta (21)

Os legisladores enfrentam o primeiro teste nesta semana para saber se haverá apoio suficiente para avançar com a proposta no Congresso.

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse na semana passada que dará o primeiro passo processual nesta segunda-feira (19). Ele marcou uma votação para quarta-feira (21).

Os democratas também querem avançar com um plano de investimentos mais amplo, de US$ 3,5 trilhões, que não conta com o apoio dos republicanos.

Orçamento mantém dedução de impostos a empresas de capital fechado

A proposta orçamentária que foi apresentada pelo presidente  Joe Biden, manteve a cláusula adotada em 2017 durante o governo do republicano Donald Trump, sobre a dedução de 20% no pagamento de impostos por empresas de capital fechado.

Embora Biden tenha feito campanha para limitar o benefício, a dedução permaneceu intocada nos primeiros US$ 2,4 trilhões em aumentos de impostos líquidos detalhados pelo governo Biden ontem.

Intehrantes do governo não disseram por que não propuseram conter o instrumento neste momento e a Casa Branca não comentou o assunto. Funcionários do Departamento do Tesouro americano disseram que algumas propostas de campanha precisam de mais trabalho e outras podem aparecer em planos futuros.

“A dedução de impostos apenas parece não ter qualidades redentoras e, francamente, fiquei um pouco surpreso que o governo Biden não propôs reduzi-la”, disse o membro sênior da Brookings Institution William Gale.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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