Fundos de crédito: mesmo com queda da Selic, Renda Fixa segue potente; veja a análise de gestora

Após o último corte da taxa Selic, que saiu de 13,25% para 12,75%, os ativos de renda fixa pós-fixados começaram a render menos. Porém, a renda fixa está longe de perder sua atratividade. O gestor Laurence Mello, responsável pela área de fundos de crédito da AZ Quest, lembra que ativos como as debêntures estão com spreads (prêmios) muito interessantes, alavancando os ganhos dos fundos.

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De igual modo, ativos como CRI e CRA, que também são isentos de imposto de renda para pessoa física, apresentaram bons resultados dentro dos fundos de crédito.

Para exemplificar, o gestor destaca que os fundos com debêntures incentivadas em carteira apresentaram rentabilidades bem acima do CDI. “Isso foi favorecido pelo fechamento de spread de crédito de praticamente todos os ativos da carteira”, comenta o gestor.

Outros ativos indexados ao CDI ou atrelados aos juros prefixados “sofreram” mais no mês de agosto.

Mas as debêntures “salvaram” os ganhos dos fundos que investem em títulos privados. “Praticamente todos os ativos apresentaram fechamento de spread de crédito, de forma que o ganho de capital mais do que compensou o efeito negativo juros”, diz o gestor.

O crédito privado se recupera neste segundo semestre: “Ponto para a renda fixa”

A AZ Quest lembra que, em agosto, o mercado de crédito continuou em trajetória de recuperação de preços. Somado a isso, houve aumento na captação líquida dos fundos de crédito.

O gestor acredita que a queda no retorno dos ativos de crédito foi exagerada. “Ele foi resultante de uma combinação entre técnico menos favorável e um princípio de pânico em relação ao mercado de crédito high grade por parte de alguns investidores”, comenta Laurence Mello.

Depois da crise que abateu o setor, os preços se ajustaram rapidamente. Por isso, o gestor comenta que a estratégia de otimizar as alocações ajudou a melhorar o retorno das cotas, sobretudo com ativos vinculados às empresas com bom risco de crédito.

Dos fundos da casa, o AZ Quest Supra teve um rendimento de 2,72%, o equivalente a 239,0% do CDI. Outro destaque foi o AZ Quest Altro, com um rendimento de 2,46%, ou 216,2% do CDI.

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Gustavo Bianch

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