Dólar abre em queda de 1%; queda da inflação e guerra comercial no radar

Dólar abre em queda de 1%; queda da inflação e guerra comercial no radar
Na última sessão, terça-feira (1), o dólar encerrou o primeiro dia do mês de setembro com queda de 1,75%, negociado a R$ 5,3845.

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (8) após renovar sua máxima histórica nominal na última quinta-feira (7). A moeda norte-americana já valorizou mais de 44% neste ano.

Por volta das 9h30, o dólar apresentava uma variação negativa de 1,07%, cotado a R$ 5,777 na venda. O País está de olho na menor inflação para o mês de abril desde 1998.

Garanta acesso gratuito à eBooks, Minicursos, Artigos e Video Aulas com um único cadastro. Clique para saber mais

Além disso, os investidores estão de olho nas relações entre EUA e China na guerra comercial, e entre Argentina e Mercosul em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de -0,31%, enquanto a taxa registrada em março foi de 0,07%. Esta é a menor variação mensal para o IPCA desde agosto de 1998, quando o indicador apresentou uma variação negativa de 0,51%.

Em 2020, a inflação acumula alta de 0,22% e, nos últimos doze meses, de 2,40%. O resultado fica baixo dos 3,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril do ano passado, a taxa havia ficado em 0,57%.

Dentros os grupos e produtos da pesquisa do mês passado, seis apresentaram deflação em abril e o maior impacto negativo do mês foi do grupo Transportes, com -2,66%. A segunda contribuição negativa mais intensa veio dos Artigos de residência (-1,37%), o qual a queda foi mais acentuada que março, quando a deflação há havia sido de -1,08%.

Acordo comercial

Os Estados Unidos e a China se comprometeram a criar condições favoráveis para a fase 1 da guerra comercial. Os negociadores dos países se conversaram nesta sexta-feira (8) por meio de uma ligação telefônica, conforme foi divulgado na agência de notícias estatal chinesa “Xinhua”.

A ligação ocorreu entre o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e com secretário do Tesouro americano, Steve Mnunchin.

Após quase dois anos da disputa comercial, o acordo preliminar foi anunciado em janeiro deste ano. O tratado consiste na suspensão de aumento de tarifas por parte de Washington, e Pequim intensificaria as compras de produtos norte-americanos em US$ 200 bilhões.

Saiba mais: Via Varejo confirma que avalia nova oferta primária

No entanto, o coronavírus, originado no país asiático, paralisou as negociações e levantou dúvidas de que a China conseguiria cumprir o acordo. Na última semana, o Mnuchin advertiu que existiriam “consequências muito importantes” se Pequim não cumprisse sua parte.

Argentina e Mercosul

A Argentina apresentou na última quinta-feira uma proposta de remodelação do Mercosul em meio ao coronavírus. O documento foi apresentado aos representantes técnicos dos países membros em encontro por meio de uma videoconferência.

“A ideia é que o bloco avance em conjunto nas negociações regionais, tendo em conta a defesa de seu tecido produtivo e o cuidado com o emprego nacional”, segundo o plano do governo argentino.

Confira: PIB do Reino Unido deverá cair de 30%, diz Banco da Inglaterra

O secretário argentino para o Mercosul, Jorge Neme, afirmou que há a necessidade do bloco estar mais conectado com o mundo. “Mas também protegendo setores mais sensíveis, o trabalho e a criação de valor agregado na região”, salientou.

Os representantes argentinos também comunicaram que irão continuar a trabalhar em acordos com a União Europeia (UE). Entretanto, acordos com países como a Coreia do Sul, Singapura, Canadá e Líbano deveriam esperar.

Última cotação do dólar

Na sessão da última quinta-feira, o dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,8399, após uma variação positiva de 2,392%.

Jader Lazarini

Compartilhe sua opinião